segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Blogue Feira de Castro Encerrou definitivamente


O Blogue Feira de Castro Encerrou definitivamente a sua actividade.


Foi uma experiência boa, onde muito de disse e discutiu, de forma aberta.


O que se escreveu, está escrito.

O que se disse está dito.


R.I.P.


OBS: o URL está cativo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Feira de Castro 2009


Aí está mais uma edição da Feira de Castro, a maior feira do Sul de Portugal, e um dos eventos do género mais antigos do país.
Para quem vive em Castro Verde, é hora de receber os amigos que aproveitam o motivo da feira para visitar os residentes.
Pra quem vem de fora, é epoca de desfrutar de toda a variedade de produtos, tradições e culturas que a Feira de Castro porporciona.
O Feira de Castro está aberto até Domingo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Derrotados!


Ao nível do Concelho de Castro Verde, os resultados das eleições autárquicas de ontem revelaram um conjunto de vencidos que não pode, nem deve ser restringido àqueles que deram a cara pala candidatura do Partido Socialista, a começar pelos cabeças-de-lista aos diversos órgãos autárquicos.
Em minha opinião, no topo dos perdedores encontra-se Pita Ameixa, presidente da distrital, que há anos aposta na derrota da CDU em Castro Verde e que viu na saída de Caeiros a oportunidade de ouro para efectuar o assalto final à autarquia castrense, recorrendo para tal a José Francisco Colaço Guerreiro, pessoa sobejamente conhecida e que desde sempre constituiu a reserva do PS para este efeito.
Assim, e apenas no que concerne a Castro Verde, o presidente da distrital socialista surge como o grande derrotado destas autárquicas.
Leandro Gonçalves, responsável pela concelhia do Partido Socialista, é o derrotado seguinte, pela oportunidade perdida de conquistar o concelho, tendo contribuído para tal a verdadeira purga que foi levada a efeito entre os candidatos tradicionais do PS, que deram a cara anos a fio na luta conta a CDU, e que foram ingloriamente "chutados" para fora-de-campo, sem o mínimo de reconhecimento pela militância activa do passado.
António José Brito, jornalista e director de um jornal regional, o homem que mexe os cordéis editoriais da castrense, não escondeu, tal como não esconde desde há muito, o seu desejo de ver a CDU afastada do poder autárquico alentejano, muito devido ao seu afastamento da direcção do Jornal do Alentejo, e com mais fervor no concelho de Castro Verde, seu concelho de naturalidade, não obliterando dos seus escritos e comentários esta sua vontade. Fica também nesta galeria como moderador de um blogue criado com a única finalidade de fazer o ponto à candidatura socialista.
Fernando Cotovio, director (?) da Rádio Castrense, responsável pela sua linha editorial, permitiu que a estação se tornasse despudoradamente a rádio da candidatura Por Castro, concedendo-lhe antena aberta sempre e quando necessário, tal como o tempo de antena concedido para propagação das propostas da candidatura socialista, sem que nunca tenha buscado o contraditório.
O ex-autarca de Entradas que, dando continuidade ao destilar de ódio visceral contra Caeiros e a CDU, não se eximiu de atacar medidas tomadas durante os mandatos em que esteve presente na Assembleia Municipal, aprovando-as, apelando sucessivamente ao voto no PS, e culminado na traição descarada com o apoio declarado à eleição do candidato do Partido Socialista. Se isto é ser coerente, e conscientemente apoiar o PCP, como se diz na minha terra, "vou ali e já venho". Veremos como se comportará o seu familiar em Aljustrel e qual será a reacção do referido individuo nessa altura.
Esta é a minha opinião pessoal, que não vincula nenhuma organização ou pessoa, acerca daqueles que de facto perderam estas eleições.

Saudações, Abraços e Cumprimentos


Começo por saudar o povo de Castro Verde, designadamente aqueles que não abdicaram do seu direito cívico nem recusaram cumprir o seu dever participando em mais uma eleição autárquica, salientando a forma ordeira como o acto decorreu em todos os locais de voto.
Cumprimento enfaticamente todos os cidadãos que, voluntariamente ou não, abdicaram deste Domingo em família para estarem nos locais de voto, seja como membros das mesas, seja como delegados das forças políticas concorrentes.
Saúdo, e desejo as maiores felicidades no desempenho das respectivas funções, a todos os eleitos, independentemente da força política que representam, e saliento a confiança demonstrada pelos eleitores que neles votaram.
Saúdo especialmente os cabeças-de-lista da CDU/PCP-PEV, e respectivas equipas, pela sua eleição, desejando-lhes os melhores augúrios no desempenho das suas funções.
Não posso deixar de cumprimentar todos os que, em nome das forças que apoiaram, ou pelas quais foram candidatos, e que correram centenas de quilómetros dentro do Concelho de Castro Verde, contactando as populações, explicando os conteúdos dos respectivos programas eleitorais, e ainda aqueles que, independentemente das horas e dos dias, trabalharam nas campanhas, colocando pendões, faixas e colando cartazes.
Penso não me ter esquecido de ninguém, e se tal tiver acontecido, peço as minhas desculpas.
Termino saudando todos os envolvidos pela forma serena e civilizada como correu esta campanha.

Sentimentos Contraditórios


Este é um daqueles momentos em que escrevo dominado por sentimentos contraditórios.
Se, por um lado, sinto uma enorme alegria pela vitória da CDU/PCP-PEV e a eleição da equipa de Francisco Duarte, mesmo com a perda de um mandato, não posso sentir uma enorme tristeza pelos resultados obtidos a nível nacional pelo meu partido e pela CDU.
Uma breve análise dos resultados.
Resultados Nacionais
O PS deu um golpe de rins e conseguiu fazer crescer o seu eleitorado autárquico, com a conquista de diversos municípios ao PSD.
No entanto, e o nosso sistema eleitoral e a divisão administrativa são férteis nestas situações, o PSD consegue manter a sua posição de partido autárquico a nível nacional,mesmo que o seu eleitorado tenha menos cerca de 500.000 votos que o PS. Trata-se, e apenas por esse motivo, uma vitória sem grande alegria para o PS.
Estes resultados constituem em si mesmos mais uma machadada na liderança social-democrata, que consegue averbar duas derrotas significativas em apenas duas semanas, tendo desbaratado o capital eleitoral aglomerado nas europeias.
Contrariamente à posição oficial do meu partido, considero que o PCP e a CDU sofreram um desaire eleitoral, apenas mitigado pela manutenção de alguns municípios em risco.
A CDU/PCP-PEV passou de 10,97% em 2005 para 9,79% em 2009, em consequência da perda de cerca de 50.000 votantes do seu eleitorado autárquico, e que se materializa na perda de 4 municípios.
É de facto um revés assinalável e que impõe uma aprofundada reflexão por parte dos responsáveis.
Resultados distritais
Ao nível distrital, a CDU/PCP-PEV perde dois municípios emblemáticos, Aljustrel e Beja, um pelas suas tradições de luta e outro por ser a capital de distrito, a única que nunca tinha sido de outra cor política, o que não deixam estes aspectos de constituir meros factores de importância limitada ao seu carácter simbólico.
Conquistou o município de Alvito, anteriormente liderado por um grupo de cidadãos independentes.
O PS cresceu a nível de mandatos e de votos ( cerca de mais 4.200 votos e 6 mandatos municipais) e a CDU cresceu em votos (900 votos, e menos um mandato municipal).
De salientar ainda a frustração das expectativas existentes para os concelhos de Cuba e Mértola, nos quais a CDU ficou a número infímo de votos para as conquistar ao PS.
Resultados concelhios
O PS em Castro Verde ficou áquem do que se propôs, conquistar o município e o máximo de freguesias possível.
Cresceu em votos, relativamente a 2005, mais 608 votos, e mais 1 mandato municipal, passando a ocupar dois lugares na Câmara.
Por seu lado, a CDU/PCP-PEV, cresceu, mais 242 votos, o que não foi suficiente para manter a anterior correlação de forças dentro do órgão, com a perda de 1 mandato.
De salientar as vitórias dilatadas nas freguesias de Entradas e Santa Bárbara de Padrões, com diferenças substanciais entre CDU e PS. A CDU obteve cerca de 58% em Entradas e 75% em Santa Bárbara de Padrões.
Assim, e apesar de manifestar toda a minha solidariedade pessoal e política aos meus camaradas de Beja e Aljustrel, não posso deixar de festejar efusivamente esta vitória importantíssima em e de Castro Verde, terra que eu escolhi para ser a minha, porque ninguém escolhe onde nasce mas pode fazê-lo para viver.
Creio ter analisado sucintamente os resultados, de uma forma objectiva, no sentido de não escamotear a realidade dos factos e a necessidade premente e urgente de analisar criticamente as derrotas, os desaires e as vitórias.

sábado, 10 de outubro de 2009

Últimos Cartuchos

Antes de colocar este blogue em reflexão, gostaria de deixar aqui 3 ou 4 pequenas notas.


O debate transmitido ontem pela Rádio Pax (parece que não foi pela Castrense, dada a total ausência de referências a tal facto no sitio da estação) deixou bem claro que não basta ter uma voz maviosa para ser um bom candidato a Presidente de Câmara. Se assim fosse, concerteza a Marisa já era Presidente da República.

Francisco Duarte demonstrou ter o conhecimento mais profundo dos dossiers que foram abordados, tendo apresentado de uma forma clara, e até pedagógica, as propostas da CDU/PCP-PEV para a continuação da obra iniciada nos anteriores mandatos e das obras que se pretendem lançar no futuro.

Assim, quanto a quem venceu o debate, não há discussão possível ou aceitáel, seja ela a cores ou a preto e branco.

Uma nota acerca do jovem candidato da coligação PSD/CDS-PP, que demonstrou uma postura muito responsável e independente, com apresentação de algumas propostas que podem constituir uma base de trabalho. Acho que promete.

No seguimento do debate, um ex-autarca deste concelho, zangado com a sorte que não lhe bafejou a vida com um lugar de vereador em 2001, depois de oito anos em quezilias do foro estritamente pessoal, em que sustentava a sua posição na coerência de ideias, e durante os quais defendeu a lei de Manuela Ferreira Leite que limitou o endividamento das autarquias, atirando para cima destas o ónus do déficit público, colocou a hipótese de votar em João Paulo Ramoa, ou mais recentemente, louvou as virtudes da polivalência defendida por Bagão Félix, apelidando de malandros aqueles funcionários (públicos e autárquicos) que a contestam, decidiu, depois de ouvir a voz maviosa de um autor de programa de rádio debitando o seu desconforto face aos dossiers autárquicos, decidiu mandar às malvas a sua máscara de apoiante do PCP e da CDU/PCP-PEV e apoiou abertamente a eleição do candidato do Partido Socialista de José Sócrates.

Pessoalmente, estou completamente aliviado: já ninguém me vai confundir com esse individuo, no que respeita a apoios políticos, como é óbvio, porque quanto ao resto não havia confusão possível, e mesmo as últimas réstias de respeito e amizade se esfumaram com essa infâme declaração de apoio.

Foi bom que se separaram as águas.

Para ele foi o fim de qualquer hipótese de futuro político, até porque, como há milénios diz o povo, ROMA NÃO PAGA A TRAIDORES!

A terminar a campanha, a CDU organizou uma mega-caravana, com mais de uma centena de automóveis, que percorreram a quase totalidade das povoações do concelho, apenas não visitando aquelas que, pela sua dimensão, tornariam muito complicado a circulação de tantos veículos pelo seu interior.

Coisa linda de ser ver!

Por fim, apelar pela última vez, ao voto na CDU/PCP-PEV e em Francisco Duarte, com a confiança de ser a única escolha responsável para o concelho e para a presidência do município.


VOTA CDU/PCP-PEV

VOTA FRANCISCO DUARTE



A PARTIR DESTE MOMENTO ESTE BLOGUE ENTRA EM REFLEXÃO!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

GRANDE CARAVANA CDU Autárquicas 2009


GRANDE CARAVANA CDU Autárquicas 2009

A CDU – Coligação Democrática Unitária convida todos os activistas, simpatizantes e apoiantes da candidatura CDU aos órgãos autárquicos do concelho de Castro Verde, a participar na Grande Caravana de Encerramento de Campanha.Data: Sexta-feira, 9 de Outubro 2009.Horário: 18h00Local de Concentração: Largo da FeiraNota: Jantar a bordo [Traga o seu farnel!]


Contar os Dias

Em final de campanha eleitoral, a candidatura do Partido Socialista em Castro Verde tirou mais um coelho da cartola.
Já se sabia que a referida candidatura não tinha, digamos, uma noção muito apurada dos prazos a cumprir entre o projecto e a realização efectiva da obra.
No entanto, esta da agenda dos primeiros 90 dias, leva à conclusão de que, de facto, há um problema para aquelas bandas, ou com as contas ou com as horas.
O rol de 90 acções para 90 dias é realmente espantoso, e irrealista, permitam-me a contradição.
Mas depois de analisar bem a coisa, tive que chegar à conclusão de que se trata de mais uma das acções eleitoraleiras e falaciosas com que esta candidatura tem brindado o povo de Castro Verde.
As contas correctas são estas:
- 90 dias correspondem a 2160 horas;
- 2160 horas correspondem a 270 dias de trabalho (8 horas);
- 270 dias seguidos correspondem a 9 meses;
- Como todos têm o direito a gozar fins-de semana e feriados, esses 270 dias correspondem a mais de 14 meses.
Em conclusão, nos primeiros 15 meses de mandato (porque também há períodos de férias para gozar), no caso de vencerem as eleições de dia 11 de Outubro, os putativos eleitos do Partido Socialista irão brindar os seus eleitores, e o povo de Castro Verde, com reuniões e levantamentos e coisas do género, para além de não terem tempo para a gestão corrente do município e acompanhar o conjunto de obras que se encontram no terreno.
Portanto é tudo uma questão de contas e de tempo.
PS (post scriptum, não o outro): depois de ter escrito o texto acima, é que me lembrei que uma das medidas, presumo que a primeira, será a criação de um Banco de Tempo (extremamente útil para a vida frenética do castrenses), pelo que com tantas horas de voluntariado (???) que esta entidade vai disponibilizar talvez consigam fazer algumas das iniciativas antes da primeira metade do mandato.
Cá para mim, que não arranjo um voluntário que escreva por mim, já não vou apagar o que escrevi, porque fazê-lo seria deitar o tempo gasto pela janela fora.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tenho cá andado a pensar: e se....


Tenho cá andado a a cogitar qual será a atitude do não vencedor destas eleições autárquicas.
Como é óbvio, e sem desprimor para o candidato do PSD/CDS, em Castro Verde as eleições autárquicas são discutidas entre duas forças políticas, CDU e PS, e dois candidatos a presidente do órgão Câmara Municipal, Francisco Duarte e José Guerreiro.
O que me tem criado alguma dúvida é saber se o candidato do Partido Socialista vai assumir o lugar de vereador no caso de a CDU vencer, como espero e desejo.
Tal dúvida não se me coloca relativamente a Francisco Duarte dado ter assumido integralmente o lugar de vereador da oposição na Câmara Municipal de Odemira quando o PS venceu as eleições de 2001.
Claro que, em minha opinião, seja qual for o resultado, o cabeça-de-lista que não vencer deverá ocupar o lugar para que foi eleito, respeitando o compromisso com o eleitorado que em si depositou a confiança expressa no voto.
Só assim, quem não ocupar a posição executiva, poderá colaborar com a força vencedora na prossecussão do bem concelhio, através da apresentação de propostas e alternativas, designadamente aquelas com que se apresentou ao eleitorado.
Assim deve ser, para dar cumprimento ao espírito democrático, mesmo que burguês, que dá fundamento ao acto eleitoral de dia 11.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Grande Campanha


Este fim-de-semana prolongado serviu para as máquinas partidárias colocarem em movimento pleno as respectivas campanhas eleitorais.
Pelo lado da CDU/PCP-PEV, durante 3 dias a caravana de apoiantes correu todas as freguesias, todas as localidades, à excepção de uma, entregando os seus documentos contendo as suas propostas concretas e claras e explicando aos cidadãos os objectivos da campanha, em si mesma, e da candidatura.
Foram três dias árduos, cheios de boas emoções face à receptividade e simpatia dos castrenses e à demonstração do reconhecimento pelo trabalho efectuado ao longo de mais de três décadas na condução do município, constituíndo uma oportunidade única para ouvir tanto os eleogios comoos anseios e reclamações que os cidadãos contactados quiseram dar a conhecer.
Foi muito bom e, acima de tudo, foi a prova de que a CDU continua com uma vitalidade invejável a todos os níveis.
A campanha continua amanhã, e até 6.ª Feira a caravana da CDU vai continuar a percorrer as estradas e ruas do concelho, de face erguida, ao encontro das pessoas, enfim, do que realmente é importante.

domingo, 4 de outubro de 2009

Grande Jantar da CDU/PCP-PEV


Realizou-se ontem, dia 3 de Outubro, mais um grande jantar convívio da campanha da CDU/PCP-PEV em Castro Verde, em que participaram quase 300 apoiantes, e que decorreu em são ambiente festivo.
Manuel Guerreiro Marques fez as honras da casa, em nome da organização, tendo feito uma intervenção notável. Tomaram a palavra a candidata à Junta de Freguesia de Castro Verde, Manuela Florêncio, em nome dos restantes cabeças-de-lista´, Manuel dos Santos (Santa Bárbara de Padrões), Manuel Batista (São Marcos da Ataboeira), Fernanda Felício (Casével) e António Jerónimo (Entradas).
De seguida tomaram a palavra Maria Fernanda Espírito Santo, candidata à Assembleia Municipal, Fernando Caeiros, na qualidade de mandatário, Miguel Madeira, em representação do Partido Comunista Português e, finalmente, Francisco Duarte, candidato à presidência do município e actual presidente.
E depois cantou-se e conviveu-se até às tantas.
Hoje pela manhã a campanha estava de volta às ruas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Se acham que sim, tudo bem...



A julgar pelo blogue da Concelhia de Castro Verde, os Socialistas cá do burgo andam esfuziantes com os resultados das legislativas de 27 de Setembro, vá-se lá saber porquê.

Cá por mim fiquei boquiaberto com tamanha alegria por tais gritos de vitória (???), apenas comparáveis aos histéricos "vitória extraordinária" proclamados pelo líder no calor da noite eleitoral.

Mas, por favor, confiram a razão da minha admiração, esmiuçando o dito blogue em http://pscastroverde.blogs.sapo.pt/17964.html

Então vejamos, o Partido Socialista teve mais votos a nível nacional, distrital e concelhio, mas:

Tinha uma folgada maioria, deixou de ter, 25 deputados socialistas perderam o lugar para os restantes partidos que estão no Parlamento.

Tinha, a nível nacional, uma folgada margem de votos, que foi reduzida em 500.000 votos, distribuídos pelas outras forças políticas.

Tinha, a nível distrital, uma percentagem de cerca de 51% que ficou reduzida a 34,8%, em consequência da perda de cerca de 16.000 votos, vencendo em apenas 11 concelhos contra os 14 em saíra vitorioso em 2005.

Tinha, no concelho de Castro Verde, um percentagem de cerca de 52% dos votantes, que foi reduzida para cerca de 33%, consequência da perda de 702 votos.
Ficou em primeiro lugar? Ficou. No entanto, os bons resultados estão todos no pretérito, porque os actuais não são tão formosos como isso.
Mas alguém se importa de explicar porque é que os socialistas de Castro Verde estão tão felizes com este panorama?
Se acham que têm motivos para tanto, tudo bem!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ADENDA

Ao post Associações & Associações, parece que també a Cruz Vermelha e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde não ouviram a candidatura do PS/José Guerreiro.

Chamo a atenção que a lista do Post foi elaborada a partir do blogue daquela candidatura.

seja como gor, à CoopCastrense não foram de certeza, mas como se trata de uma coisa sem importância ...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Associações & Associações

Em Janeiro de 2009, a candidatura Por Castro manifestava, nos termos a seguir indicados a sua intenção de reunir com as associações do Concelho, o que foi divulgado em http://porcastroautarquicas09.wordpress.com/2009/01/

"Castro Verde: Candidatura do PS reúne com associações e entidades do concelho – Rádio Pax – 28/01/2009 – 09h02
Candidatura do PS à Câmara Municipal de Castro Verde quer reunir com todas as associações e entidades do concelho.
O objectivo é o de apresentar a lista e de “como pretendem implementar no terreno a política de participação das associações e entidades”.

Nessa mesma peça, foi logo indicado que haviam acontecido encontros com a Associação de Agricultores do Campo Branco e com a Confraria dos Cavaleiros de São Pedro, reiniciando-se em Junho, nova ronda de encontros.

Entretanto e até Junho, a candidatura Por Castro reuniu-se com associações e IPSS, as chamadas "forças vivas", como :

Associação de Agricultores do Campo Branco
Confraria dos Cavaleiros de São Pedro
Lar Frei Manoel das Entradas
Lar Jacinto Faleiro
Associação de São Miguel para a Medicina Bio-energética
Academia de Taekwondo
ART
Sociedade Recreativa e Desportiva Entradense
Casa do Benfica
Dadores de Sangue
Abetardas da Planície
Fundação Joaquim António Franco e seus Pais
Associação de Moradores da Cerca dos Pinheiros

Foi uma ronda por estas associações díspares, que incluiu até uma cujo objecto acaba por ter interesses de carácter económico.

Como Director da Coopcastrense, a maior associação de Castro Verde, com mais de 2400 sócios, pensei que a vez da Cooperativa de Consumo, que está muito longe de ser "uma força não viva" seria na segunda ronda, após Junho.

Enganei-me, mas não fui apenas eu, e a Coopcastrense. Muitas outras associações ficaram à espera de ouvir a candidatura Por Castro. Claro que não tão importantes como algumas das que se encontram listadas acima, mas não resisto a listar as que não tiveram esse direito:

Cooperativa de Consumo Popular Castrense - CoopCastrense, CRL
Sociedade Filarmónica e Recreativa 1º de Janeiro
Futebol Clube Castrense
Futebol Clube São Marcos
Associação do Povo dos Aivados
Cortiçol
Associação de Cante Alentejano "Os Ganhões"
Grupo Coral e Etnográfico "Os Cardadores" da Sete
Grupo Coral e Etnográfico "Vozes das Terras Brancas" de Casével
Clube de Columbofilia Asas Verdes
Clube de Caçadores de Castro Verde
Associação Para o Desenvolvimento Infantil e Juvenil - APADIJ
Associação de Moradores do Bairro dos Bombeiros
Cooperativa de Habitação de Castro Verde- COOPCAVE
Casa do Sporting
Associação Seara de Abril

e muitas outras concerteza, omitidas sem intenção nem menosprezo da minha parte, e que, pelo facto peço já as minhas desculpas.

A candidatura Por Castro, do Partido Socialista/José Guerreiro, não tem a obrigação de reunir com tudo e todos, mas também nada os obrigava a declarem a intenção de o fazer, para iniciar o seu Blogue.

Assim, desta uma relação apenas saliento o facto de, entre estas, constarem APENAS as três maiores colectividades do Concelho de Castro Verde, entre elas um dos maiores empregadores de Castro Verde, os dois grupos desportivos concelhios com maior representatividade, uma instituição que ao longo de décadas tem cuidado da formação musical de muitas gerações de castrenses, etc. etc.

Claro que o critério de escolha cabe à candidatura, e nem o discuto. Mas tenho a liberdade de pensar que um deles se prende mais com quem está à frente das instituições do que pelo seu objecto ou actividade, ou mesmo a sua relevância para a vida dos castrenses.

São opções. Mas não deixam de ter relevância quando são tomadas por quem pretende gerir o interesse público da autarquia de Castro Verde, podendo-se até questionar isto: se em tempo de campanha há distinções destas, imagine-se o que será quando forem poder.

Ainda bem que não está nos horizontes do povo de Castro Verde.

Informação do Autor do Blogue

O autor deste blogue informa, ou melhor, reitera a sua total responsabilidade nas leituras dos resultados eleitorais abaixo efectuadas, não reflectindo as mesmas quais quer posições oficiais ou oficiosas de qualquer força política.

Atletas Castrenses


Os resultados em Castro Verde, apesar de não possuir dados comparativos, vou tentar fazer a análise mais correcta da coisa. Se me enganar nalguma coisa, agradeço que me corrijam.
Tradicionalmente, o Partido Socialista vence as eleições legislativas em Castro Verde, ficando a CDU/PCP-PEV em segundo lugar, com diferenças substanciais: o PS acima dos 50% e a CDU abaixo dos 30%.
Este Domingo, o PS perdeu muito eleitorado, a CDU conquistou mais votos, ficando o PS com cerca de 33% contra 32% da CDU, com uma diferença de 33 votos.
O CDS subiu exponencialmente, pelo menos duplicando os votos, principalmente nas mesas onde votam os mais jovens.
O BE e o PSD também subiram, embora de forma mais mitigada.
Claramente, em Castro Verde, a força política que mais ganhou foi a CDU/PCP-PEV, apesar de o Partido Socialista ter obtido mais (33) votos.

Atletas

Permitam-me que conte aqui uma pequena história.

5 atletas fundistas participaram numa corrida, sendo que o que ficou em primeiro lugar obteve uma extraordinária vitória, deixando para trás todos os concorrentes, conseguindo o record nacional da modalidade.
Como é da praxe, os que ficaram com os três melhores tempos, subiram ao pódio, onde lhes foram colocadas as tradicionais medalhas de ouro prata e cobre, tendo os restantes recebido um prémio de consolação.
Passados uns anos, voltaram a alinhar os mesmos cinco atletas. Claro que durante esses anos de permeio nunca deixaram de treinar, sempre com o objectivo de ganhar ou, pelo menos, melhorar as respectivas marcas pessoais.
Nessa última competição houve algumas alterações.
O que havia conquistado o ouro, repetiu a proeza, mas com uma prestação extraordinariamente modesta, comparada com a anterior, de tal forma que o aumento do tempo despendido foi largamente superior à soma da redução dos tempos obtidos pelos seus concorrentes mais directos;
O segundo classificado, apesar de ter melhorado as suas marcas, não foi o suficiente para chegar ao topo do pódio, mas garantindo a medalha de prata, o que constituiu um desaire para o clube e seus adeptos, que face à notoriamente fraca condição física do atleta vencedor, alimentavam a esperança de conquistar o ouro.
A grande surpresa foi o terceiro lugar conquistado pelo que havia ficado em quarto lugar na anterior edição da prova, não tanto pela subida, mas pela melhoria, esta sim, extraordinária que conseguiu obter, com uma marca pessoal surpreendente, deixando os parceiros para trás;
O que ficou em quarto, era o anterior quinto, tendo feito uma prova também ela espantosa, reduzindo em cerca de metade o seu tempo, mas ficou àquem, muito àquem daquilo que muitos esperavam, ao ponto de se falar de uma transferência certa e eminente para a equipa do atleta vencedor;
Quanto ao que ficou em quinto lugar, e que era o anterior terceiro, melhorou os seus tempos, e até subiu levemente a sua cotação, mas o trambolhão do terceiro para quinto lugar acabou por estragar a festa e ofuscar esses feitos resultados positivos.
Claro que entre estes atletas existem diferenças salientes, designadamente relativamente aos equipamentos, aos apoios e aos incentivos que cada um tem garantido, mas nem sempre é nos ténis que está a vitória de um corredor fundista.

Esta história serve para, segundo o prisma desportivo, o único que alguns conseguem entender, comunicar qual a minha visão acerca dos resultados eleitorais do passado Domingo.

Foram resultados sui generis, mas de facto foi isto que aconteceu:

O maior perdedor foi o que ficou em primeiro lugar, o Partido Socialista/José Sócrates, o que não lhe retira a condição de vencedor in factu;

Aqueles que todos indicam como perdedores, BE/Francisco Louçã e CDU/Jerónimo de Sousa, apesar de tudo conseguiram reforçar as suas posições, um mais que o outro.

Aquele em que se apostava como vencedor, PSD/Ferreira Leite saiu verdadeiramente derrotado, apesar de reforçar também a posição, mas muito àquem do número de mandatos para poder fazer governo com o CDS-PP, sem Paulo portas, naturalmente.

E o grande vencedor foi, não o CDS-PP mas Paulo Portas, dado que para além deste nada mais existiu na campanha do partido, tendo conseguido obter todos os objectivos traçados à excepção de um: constituir governo com o PSD, sem Manuela Ferreira Leite, obviamente.

Os últimos quatro dos cinco partidos com assento parlamentar, no seu conjunto conseguiram uma vitória estrondosa sobre José Sócrates e o Partido Socialista retirando-lhes um pilar essencial no estilo de governação dos últimos anos: a maioria absoluta.

O Partido Socialista perdeu MEIO MILHÃO de voto e VINTE E CINCO DEPUTADOS. É obra!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Reflexão


Este blogue, à semelhança do país, vai entrar em reflexão, até Domingo à 20H00.
Bom voto, se for caso disso.

Estou Farto!!!!


Creio que esta imagem da tela de Munch intitulada "O Grito" espelha bem o quanto estou farto de ouvir sempre os mesmos argumentos estafados, da auto-promoção, da auto-glorificação, auto-convencimento, de auto-superioridade e de todos os "autos" possíveis e imaginários, que acompanhados de insinuações torpes e ofensas mais ou menos encapotadas o ex-Presidente da Junta de Freguesia de Entradas tem brindado os que participam na blogosfera.
Hoje o "copo" transbordou, e decidi não permitir novos comentários do ex-autarca neste blogue, nem dar resposta aos possíveis comentários que venha a fazer noutros locais e que me respeitem directamente.
De facto a paciência de qualquer um tem limites e agora é possível entender a justeza da deliberação camarária em limitar a duração das intervenções do publico, nomeadamente o referido ex-apoiante da CDU.
Podem-me chamar o que quiserem, mas esta decisão foi tomada tendo em atenção a sanidade mental de todos quantos participam neste espaço.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Importa-se de Repetir??


Recebi, gentilmente depositado na minha caixa de correio, o segundo capítulo do folhetim "Por Castro", publicação através da qual se pretende passar a ideia de que existem ideias novas e interessantes com génese na candidatura do Partido Socialista/José Guerreiro.
Bom. Continua tudo na mesma, ou seja, à parte de umas ideias de criar coisas de interesse duvidoso, pelo menos merecedor de ser considerado uma acção a cumprir, as maior parte do que é apresentado como novo, já tem teias de aranha, não deixando de ser meras petensões.
Mas hoje escrevo com referência à página dedicada à candidatura de Entradas, cujo cabeça-de-lista é João Luís Silva, pessoa que muito aprecio.
O caro João Luís conseguiu surpreender-me, e daí o título deste post.
Então o candidato à Junta de Freguesia de Entradas João Luís Silva, não é o mesmo candidato que, há quatro anos, tanto verberou contra o executivo cessante, liderado por Manuel António Domingos, dizendo que tinha sido um período francamente negativo?
Afinal parece que não. Afinal até foi um bom mandato.
Então e o candidato do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Entradas não é, simultâneamente, o encarregado João Luís Silva, funcionário do município, com responsabilidades na limpeza e higiene urbana e sistemas de água?
Sendo assim, não compreendo. O candidato lamenta-se com a limpeza da Vila e com a qualidade da água, assuntos que respeitam directamente ao encarregado municipal com responsabilidades nessas matérias?
Há algo que não bate certo aqui, e talvez seja melhor o candidato em causa rever as suas declarações.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CDU/PCP-PEV - Balanço de um mandato



A candidatura CDU/PCP-PEV aos órgãos autárquicos de Castro Verde começou a distribuir o seu Boletim Informativo, onde é feito um balanço exaustivo da obra feita neste mandato que agora termina, e que foi marcado pela saída de Fernando Sousa Caeiros da Presidência da Câmara e sua substituição pelo cabeça-de-lista da CDU, Arquitecto Francisco José Caldeira Duarte.
Como se poderá constatar, contrariamente à ideia de inércia que a candidatura do Partido Socialista/José Guerreiro quer fazer passar, neste documento constam as obras concluídas efectuadas e iniciadas neste mandato, bem como o conjunto de actividades das diferentes autarquias nas mais diversas áreas.
Está tudo bem? Não, nem tudo está bem, há muito que fazer e muito que melhorar, e para levar a cabo estas tarefas, mais que vontade, é necessário o saber de experiência feito que este documento bem demonstra.



Preso por ter cão. Preso por não ter cão


A candidatura do Partido Socialista/José Guerreiro ao invés de apresentar ideias concretas e formas de solução dos problemas que, na maioria dos casos inventa, prefere incomodar-se com a obra feita e em curso no último anos deste mandato que agora termina.
Chega-se facilmente à conclusão que se o concelho estivesse parado, a critica seria a de que havia inércia por parte da autarquia. Como o Concelho progride, o executivo está a exagerar nas actividades municipais.
Depois de criticar o Parque de Campismo, no célebre jantar de lançamento da candidatura do Partido Socialista, em Julho p.p., onde o candidato josé Guerreiro comparou aquela importantíssima infra-estrutura à célebre ponte contruída no deserto na expectativa de que a água chegasse a passar por debaixo dela, a candidatura do Partido Socialista/José Guerreiro verbera agora as obras do cine-teatro, o início das obras do Parque infantil, que ainda a semana passada exigia, a ampliação do equipamento desportivo do Estádio Municipal, etc., etc., etc.
Será caso para se dizer que apenas a Câmara de Castro Verde não pode cumprir o seu mandato até ao fim, porque tal facto desagrada à candidatura do Partido Socialista/José Guerreiro?
Ou estaremos em mais uma daquelas típicas situações de alguém ser preso por ter e por não ter cão.
Como se diz ali para as bandas de Alqueva: DECIDAM-SE, PÔRRA!

Por este rio acima


Já na blogosfera escrevi sobre a necessidade de substituir a ETAR que serve a população de Castro Verde, e tendo sido devidamente esclarecido, não voltei ao assunto.
A ETAR de Castro Verde foi construída há algumas décadas, num momento em que constituiu um verdadeiro avanço em matéria ambiental.
Foi mais uma das obras em que a CDU/PCP-PEV, ao longo da sua experiência autárquica de 33 anos demonstrou a sua capacidade de melhorar a qualidade de vida dos castrenses.
Foi construída segundo as técnicas utilizadas à época, e dimensionada para uma determinada população, e para uma vila com determinada dimensão.
Os anos foram passando, o desgaste do equipamento, próprio do uso e apesar da manutenção, o crescimento da vila e da população residente, bem como o desenvolvimento de novas técnicas, levaram ao obsoletismo do equipamento, não sendo economicamente justificável a sua reparação.
A solução passa assim pela construção de uma nova ETAR.
Essa construção tem sido sucessivamente adiada, não por falta de vontade política, mas porque desde há anos que se previa que tal obra ficaria a cargo da empresa a criar para a gestão da água, que teria competências nesta área.
Depois de muitos debates, avanços e recuos, a empresa - AMA - foi finalmente constituída devendo começar a trabalhar em breve.
Tudo isto é do conhecimento da candidatura do Partido Socialista/José Guerreiro, o que torna mais grave falácia que criaram à volta da poluição derivada da ETAR de Castro Verde, colocando no site da respectiva campanha fotografias de dejectos humanos e outras matérias orgânicas que a estação deixou passar.
Ora, o que interessa neste assunto, é que a poluição apresentada, sendo repugnante, não constitui ameaça ambiental, dado tratar-se de matéria orgânica que a própria natureza tratará de transformar.
Pior é o cheiro nauseabundo com que os castrenses são bafejados cada vez que há problemas na ETAR da suinicultura, que se mantém em funcionamento graças às licenças ambientais emitidas pela Administração Central detida pelo Partido Socialista. Ainda por cima trata-se de uma exploração que não traz nem dinheiro nem emprego à população de Castro Verde. Apenas traz desconforto e poluição.
Poluição grave está é a montante, aquela que é produzida pelos químicos que se entranham nas terras e são levados pelas ribeiras ou são depositados nos lençóis freáticos.
Mas como isso não pode ser imputado à autarquia, nada se refere, nem sequer constitui problema digno de ser referido no site da candidatura do Partido Socialista/José Guerreiro.
Aconselho vivamente um passeio em sentido inverso, ou seja, ribeira acima.

Ground Zero



Cá por Castro Verde a coisa está a aquecer.


A candidatura do Partido Socialista, encabeçada por José Guerreiro, deu a conhecer o seu programa eleitoral (?), que nada de novo trouxe à colação, a não ser ideias vagas, pouco concretas, muito ao jeito do "vamods continuar a...", "prosseguir o que está bem...", manter o que está", com pequenas excepções, como os equipamentos basilares que constituem as quintas pedagógicas e os bancos de tempo, e a construção de um mega-hiper-super pavilhão de exposições, para além da realização de diversos debates e workshops (adoro este inglesismo)para debater a estética das rotundas de Castro Verde, designadamente para onde irão pastar as ovelhas da Rotunda de cima, contratar um pastor para a vara de porcos da rotunda de baixo e a limpeza imediata do cócó de abetarda da rotunda da saída norte.

Ficámos também a saber que para além da Rádio Castrense e do Blogue Rotunda das Ovelhas e Correio Alentejo de António José de Brito, do site , do Hi5, do Twiter, do blog-roll, a candidatura do Partido Socialista de José Guerreiro conta com mais um órgão oficial a Rádio Pax, onde pontificam diversas pessoas da órbita da candidatura de Pulido Valente, amigo do peito de AJB, e agora também cabeça de lista.


De facto, nesse aspecto, já ganharam. só falta mesmo uma estação TV, mas até ao fim da campanha ainda faltam alguns dias, pelo que ... fiquemos na expectativa.

O jornal, peça do mais puro culto da personalidade kitch, não trouxe nada de novo, ou melhor dizendo, um mão cheia de nada, plena de populismo barato, cópia fracota das ideias e obra que a CDU tem implementado no terreno ao longo de 33 anos.

Esperemos que ainda saia um coelho da cartola para termos enfim uma proposta concreta para o concelho.

Ficámos também, finalmente, a conhecer a composição integral das listas do Partido Socialista do candidato José Guerreiro. Numa análise muito pessoal, falta-lhe ali uma linha de junção entre aquelas pessoas, parece que não há homogeneidade na coisa.

Muita gente conhecida, muita gente que andou anos encostada ao poder autárquico, muita gente que apenas ali está por ser amigo ou família de alguém, mas não há a coesão expectável numa lista de pessoasque se propõem trabalhar juntas.

Nota-se a falta de alguém. Nota-se a falta daqueles que, concordasse-se ou não, gostasse-se ou não, durante anos foram à luta e deram a cara pelo Partido Socialista. Também neste aspecto o povo fará o seu juízo.

Não poderia terminar sem referir a vergonhosa publicação lançada pelo Governo Civil de Beja, onde navega o presidente da Concelhia de Castro Verde, intitulada "Balanço de uma Legislatura" onde se conseguiu enfiar, à custa do erário, a relação da obra efectuada (???) pelo Governo no Distrito, incluindo aquilo em que o Governo não participou, por ser respeonsabilidade das autarquias. No que se refere às obras referidas a Castro Verde, duas não são desta legislatura, e as três foram financiadas pelos fundos comunitários, sem qualquer financiamento da Administração Central.

Para quem não sabe, a gestão dos fundos não é responsabilidade do Governo.

Por agora chega.

K7 Pirata



Álvaro Cunhal, "partidarites" à margem, foi um dos políticos maiores do séc. XX, facto reconhecido no país, salvo por algumas poucas excepções, e no estrangeiro.

A coerência das suas posições, baluarte defensivo das suas opiniões, que o levaram à prisão por longos anos, e a que as forças políticas burguesas apelidaram de "cassete", e até lhe valeu o cognome de "K7 Cunhal" no programa Contra Informação, está na ordem do dia, por força do período eleitoral que actualmente vivemos.

Alguém se recorda daquela parte da "casste" que se referia às "PME´s", às pequenas empresas, e que a direita, e o Partido Socialista, que era a forma de Cunhal continuar a deitar abaixo os grandes grupos económicos?

Pois é. Parece que todos os partidos da época, que tanto criticaram Cunhal pela sua intrasigente defesa das PME e da importância destas na economia nacional, e mesmo as forças políticas neófitas que por aí polulam, engoliram eles próprios a ... cassete, só que como não detêm direitos de autor é, notoriamente, uma K7 pirata.

A História tem destas coisas curiosas.

Filinha de Pirilau

Já repararam que esta campanha começou com dois candidatos a Primeiro Ministro e, desde então já vamos em quatro?

Começámos com Sócrates e Manuela a declararem a vitória à partida.

Ao fim de três debates, já Paulo Portas se declarava disposto a ser Primeiro Ministro e no segundo dia de feiras e berrava esganiçadamente que queria o voto dos portugueses para ser Primeiro Ministro.

Hoje já ouvi Louçã a dizer que se sentia preparado para exercer o cargo de Primeiro Ministro.

Já sei que vão dizer:"Lá este gajo a ter um ataque de partidarite aguda".

Não estou. O que Jerónimo de Sousa tem afirmado, desde muito antes desta campanha, é que o PCP e a CDU serão Governo quando o povo português assim o entender, e não quando lhes oferecerem um qualquer acordo embrulhado em tachos.

E não venham com a estória da cassete, não venham a ter que engolir mais uma das piratas.

Super Ministro da Adminsitração Interna




No entanto, Paulo Portas depressa guardou a viola e o fadinho do Primeiro Ministro e passou a um discurso mais low profile mas, mesmo assim, assustador.

Agora quer que o futuro Governo tenha um Ministro da Administração Interna com poderes de superintender nas preparação da leis referentes à segurança interna, força de segurança e, pasme-se, leis penais.

Um super-ministro com competências mesmo à medida dos fatos muito british de Paulo Portas, e tão à medida que só mesmo ele poderia ocupar o cargo.

E até não é difícil: basta o PS ou o PSD necessitarem dos votos do CDS para ele lá estar caídinho no lugar.
Eis Paulo Portas, esse baluarte da democracia, segurança e justiça portuguesas lado-a-lado com esse outro baluarte da democracia ocidental, Donald Rumsfeld, conhecido mundialmente pela invenção das aramas de destruição maciça do Iraque, e chamado de Mr. H1N1, por ser o dono da farmacêutica que fabrica o TAMIFLU e o dono da maior plantação mundial do seu princípio activo: anis estrelado.

Cá para mim quer estender as competências da sua super-pasta às áreas da economia e saúde.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Planicie Mediterrânica


Tem hoje início, em Castro Verde, a edição 2009 do Festival Sete Sóis Sete Luas - Planície Mediterrânica, e que se vai prolongar até ao próximo dia 13 de Setembro.
Com um cartaz diversificado, e como uma oferta de inúmeras experiências diferentes, este evento conquistou já, por mérito próprio, o seu lugar no vasto cartaz cultural do Concelho de Castro Verde.
trata-se de uma iniciativa que visa divulgar e difundir as diversas facetas das diferentes culturas mediterrânicas, na esmagadora maioria dos casos, com raízes profundas na cultura popular de cada país.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fénix




Pois é: quando já todos me viam preso num qualquer gulag ou, pelo menos, com uma mordça, que é como quem diz, com as mãozinhas atadas para não voltar a martelar nas teclas, teoricamente para não causar estragos à candidatura do PCP/PEV, eis que, qual Fénix renascida estou de regresso, na verdadeira acepção da palavra. Nem mesmo os sustos cardíacos me conseguiram afastar do exercício desta minha faceta que é falar, desassombradamente daquilo que entendo falar, e não daquilo que os outros acham que eu devia falar, e que no dizer de alguém, "dar caneladas".

Direi eu: são formas diversas de ver as coisas. Mas, obviamente, quem leva caneladas, sente-se sempre incomodado.

No entanto, para não fugir às modas, estou com a nova maleita que descobriram. Não. Não é a gripe A. É o stress do fim-de-férias, ou stress pós férias. Não sei bem quais os sintomas, mas como não quero ser diferente do resto da malta, também devo ter a coisa.

Se calhar um dos sintomas é a expectativa com que aguardei a entrega do jornal da candidatura autárquica do Partido Socialista de José Sócrates, que, rapidamente, esmiucei sofregamente na procura de algumas ideias novas que alimentassem a vontade de mudança que os tempos, no verbo do poeta, geram.

Desilusão! Cá para mim a dita vontade de mudança passa fome com tamanha falta de alimento, que é como quem diz, de ideias.

Mas não me quero alongar muito, que um novo ano de "orgasmos intelectuais", no dizer de alguém que muito prezo, nos espera. Atenção que esta designação para a actividade bloguista estende-se a todos e não é so para a minha pessoa.

Para mim outro epítetos, desde o mais simpático "Sr. João Nuno Sequeira", ao dificilmente compreensível "siamês" ou ao desagradável "porta-aviões" (tenho alguma dimensão, mas...), que depois de tudo o que já me chamaram, até acabam por ser agradáveis, não acham?

Bom regresso à vida!

Avante 2009: Não Há Festa Como Esta



Como é tradição, encerrando-se a época de férias, e de festas e romarias por todo o país, e para inicio de mais um ano político, o Partido Comunista Português, o único com arcaboiço logístico para erguer tamanha iniciativa, realiza, nos dias 4, 5 e 6 de Setembro, na Quinta da Atalaia, Seixal, a Festa do Avante 2009 - 33ª Edição, que marcará a rentrée política do PCP e, simultâneamente, a concentração de esforços nos actos eleitorais que se avizinham.

O Partido Comunista Português, como organização política de âmbito nacional, concorre a ambos os actos e a todos os órgãos a eleger, integrando a Coligação Democrática Unitária, CDU, juntamente com o Partido Ecologista "Os Verdes", PEV, e centenas de independentes que revêm nesta conjugação de forças, uma forma alternativa de fazer política com seriedade e frontalidade, na defesa dos interesses nacionais e do povo português.

Por isso, Castro Verde, não é excepção, e a CDU/PCP-PEV aceita com agrado a sigla e a bandeira da força a nível nacional, não se desvinculando do projecto nacional que lhe está subjacente.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Festas por cá

Parece que a candidatura do Partido Socialista de José Sócrates, vai realizar no âmbito da sua campanha autárquica, uma festa na Praça da República, no fim-de-semana em que se realiza a Festa do Avante.

Coincidências.

Verão Eleitoral



Não fossem as elevadas temperaturas que se fizeram sentir e talvez este Verão fosse, como se dizia antigamente na tropa (o que é isso? perguntarão os mais novos) de "tocar a capotes", o que é estranho quando se antecipava um "Verão Quente" eleitoral que, afinal , de novo, apenas trouxe a música da série Verão Azul a abrir as iniciativas da CDU/PCP-PEV e a cena das bandeiras.

PS

O Partido Socialista de José Sócrates, que apoia a candidatura do Partido Socialista de José Sócrates aos órgãos autárquicos de Castro Verde, por muito que alguns não queiram tal apoio, empenhou-se seriamente em inaugurações e re-inaugurações de tudo e mais alguma coisa, e quando tal coisa não existe, inaugura-se a maqueta ou celebra-se o lançamento da primeira pedra de uma qualquer infra-estrutura que apenas será construída daqui por 5 anos, o que até dá jeito para a próxima eleição. No mínimo comemora-se o lançamento de um qualquer concurso que todos sabemos já que vai parar, de qualquer forma, às mão de Jorge Coelho.

Novidade no PS, ou nem por isso, procede-se a uma descarada operação de cosmética, de transformismo travestista do Governo, individual e colectivamente considerado, o que passa pela tentativa de transmitir a imagem hipócrita de Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, Rui Pereira ou Mário Lino como pessoas acessíveis, simpáticas, diria mesmo, carinhosas, enquanto se escondiam os não ministros Jaime Silva, Mariano Gago e Pinto Ribeiro, já que não podiam esconder Pinho, entretanto enviado para uma tournée pelas melhores praças do México.

Pedro Silva Pereira, a alma parda do socratismo, levou sumiço. Augusto Santos Silva e Teixeira dos Santos, andam por aí. A pasta da defesa não tem Ministro.

Salvou-se no meio disto tudo a Ministra da Saúde Ana Jorge, que conseguiu transmitir alguma tranquilidade ao país quando as televisões se entretinham a lançar descaradamente o pânico no país.

PPD/PSD

O PSD, e a sua líder, conseguiram desbaratar num mês os dividendos da vitória pessoal de Paula Rangel, e da não-vitória do partido nas eleições europeias. O episódio de António Preto e a exclusão de Pedro Passos Coelho das listas, deitaram por terra todas as tentativas de Manuela Ferreira Leite para credibilizar o partido junto eleitorado da direita e centro-direita.

CDU/PCP-PEV

A CDU apostou em acções de campanha nos locais escolhidos para as férias pela grande maioria daqueles que se puderam dar a esse luxo, sem, no entanto, deixar por mãos alheias o calendário de inaugurações de sedes de campanha por todo o país, com ou sem a presença de Jerónimo de Sousa.

De qualquer forma, como é natural, a grande preocupação da CDU/PCP-PEV é preparar a sua máquina eleitoral, dado que o recurso a empresas externas é reduzido ao mínimo, e organizar o grande evento que constitui a Festa do Avante.

CDS-PP

Paulo Portas contínua igual a si mesmo: popularucho. Diz tudo aquilo que as pessoas, por mero senso comum, gostam tanto de ouvir. Quem não quer mais segurança? Quem não quer uma pensão melhor? Quem não quer uma escola melhor? O que as pessoas não ouvem é a forma que o CDS escolhe para resolver estes e outros problemas, que passam pela resolução do problema na sua génese e não através da repressão.

Está esquecido que esteve no Governo, em que o CDS foi responsável pelas pastas da Justiça e da Segurança Social e em que o sumo da sua acção foi muito amargo, mesmo muito amargo.

BE

O Bloco de Esquerda está a aproveitar o descontentamento das classes médias intelectuais, designadamente os professores e algumas carreiras técnicas do funcionalismo público, e aposta no élan adquirido com o excelente resultado obtido nas europeias.

Hoje, durante o debate entre Louçã e Jerónimo de Sousa, ficou mais que provado que há mais pontos de convergência do que de afastamento. Haja abertura de ambos os lados e talvez cheguemos a algum lugar.

Os casos Sá Fernandes e Chora, de alguma forma vieram dar razão ao PCP quando este partido defende que não vende a alma ao diabo por um lugar de poder.

Como se vê pela amostra, foi um Agosto quase gélido, em termos políticos.

Salva-se agora Setembro com as broncas das pressões ao Presidente da Fundação Sá Carneiro e o afastamento de Manuela Moura Guedes do Telejornal de 6ª Feira. A confirmarem-se os rumores, pode ser ser que o Partido Socialista de José Sócrates tenha acabado de perder as eleições, ou de reduzir a sua maioria ao mínimo, necessitando sempre de fazer acordos para governar ... se conseguir.

Autárquicas em Castro Verde



As autárquicas em Castro Verde já mexem, de forma diferente consoante a força política.

Se, por um lado, a CDU/PCP-PEV confiam na sua experiência nestas lides e na obra feita em 33 anos de pode Local democrático, já a candidatura do Partido Socialista debate-se com dois problemas que tem de resolver rapidamente: conseguir demarcar-se do Partido Socialista de José Sócrates e, ainda com mais vigor, demarcar-se das anteriores candidaturas do Partido Socialista.

O cabeça-de-lista, José Colaço, tal como os outros são Francisco Duarte e Pedro Figueira, vislumbrou, com a saída antecipada de Fernando Caeiros, a hipótese de chegar ao lugar que sempre almejou mas que, pelo qual, nunca havia esboçado qualquer tentativa de conquistar, numa atitude clara de, senão apoiante, pelo menos "cumplicidade" com o homem que dirigiu os destinos do concelho desde 1977.

É que, falando claro, a intervenção dos cidadãos na vida das sociedades não pode passar, apenas, pelo depósito do voto de quatro em quatro anos. Se há coisa de que José Colaço sempre teve foi a consciência de que ele próprio, como pessoa, constituía uma referência, uma reserva do concelho, cujo silêncio continuado e constante sempre foi entendido como sinal de concordância com as opções tomadas em cada momento.

Falo preteritamente porquê? Porque é que acho que perdeu o seu estatuto de referência individual e o lugar de reserva concelhia?

Primeiro pela forma com nasceu esta candidatura. Nasceu enviesada, por meias palavras trocadas entre duas chávenas de chá tomadas com pessoas diversas, alegadamente para lançar uma candidatura independente, e depois surpreende a maioria das pessoas com a sua entrega de alma e coração ao Partido Socialista, entidade política nacional, representada pelo inefável Pita Ameixa, responsável pelo atraso crónico do concelho de Ferreira do Alentejo. Foi uma atitude menos correcta que alienou a a confiança que, necessariamente tinha de granjear junto de pessoas que, ao nível local, fazem a opinião e formam as vontades colectivas.

Por outro lado, tendo-se entregue ao PS de Sócrates, não quer ser identificado com tal organização. Prova desse facto é que, no jornal de campanha da candidatura do Partido Socialista às autarquias de Castro Verde não refere uma só vez o nome do Partido que o apoia e lhe cedeu a sigla, nem mesmo quando o putativo entrevistador se refere ao PS.

Outra coisa que as pessoas não lhe perdoam, independentemente de ser culpa sua ou não, é o segragacionismo a que foram votados o membros do PS que, enquanto José Colaço compiscuamente se mantinha à distância e em silêncio deram a cara pelos objectivos que o seu partido tinha para Castro Verde, e isto independentemente, também, do sentimento que cada um possa nutrir por cada qual.

Por último, para atingir estes desideratos, obviamente, há aqui uma mãozinha profissional na direcção desta campanha eleitoral, o que mais demonstra o total envolvimento do Partido Socialista de José Sócrates na campanha liderada por José Colaço, em que se está a tentar, concentrando a atenção e apontando os focos para o cabeça-de-lista, numa atitude de completo culto da personalidade, passar uma imagem que as pessoas, mesmo as que simpatizam pessoalmente com ele, e eu incluo-me nesse grupo, não guardam dele. José Colaço não é pessoa de andar de porta em porta cumprimentando as pessoas, de uma forma física; José Colaço não é homem para se sentar à mesa de uma taberna para beber uma "mini"; tal com Guida Sobral não é rapariga para se sentar no poial a fazer novelos de lã.

É uma campanha tecnicamente bem conduzida? Mas quem a conduz, eventualmente poderá saber "vender" uma candidato a milhões e não conseguir fazer a alguns milhares, porque estes vivem na mesma "rua" que José Colaço, conhecem-no desde sempre e sabem que ele não é assim.

Gostei da dinâmica dos placards: deixaram a postura rígida do fato e gravata com braços pendidos e mão cruzadas para uma postura mais suave, em mangas de camisa, mas de braços cruzados. Mau augúrio quando alguém se propõe a trabalhar e se apresenta de braços cruzados.

A campanha da CDU/PCP-PEV está a andar ao ritmo que foi previamente estabelecido, com um calendário muito próprio, e que passa por contactar os habitantes de todos os lugares do concelho, nos já célebres porta-a-porta.

Em minha opinião peca pelo fraco dinamismo e pela demora no arranque, mas por razões óbvias, e não sendo este espaço um espaço de jornalismo em que exija isenção, reservo as minhas eventuais críticas à campanha do meu partido para lugar mais recatado.

O Bloco de Esquerda decidiu, ao nível local, e de uma forma que reputo de uma responsabilidade assinalável, não concorrer à Câmara Municipal, e apresentar apenas candidatura à Assembleia Municipal, onde Adelino Coelho fez um trabalho de destacar, e às freguesias de Castro Verde e Casével.

A campanha do BE ainda não está no terreno.

Quanto ao PSD, apenas se sabe que Pedro Figueira é o cabeça-de-lista à Câmara Municipal, nada se sabendo quanto aos restantes elementos candidatos ou a que órgão se candidata.

Se alguém souber e quiser usar este espaço, a via está aberta.

Uma última nota. O blogue Castro Verde tem no seu cabeçalho uma frase de Toqueville que diz muito acerca da política e das pessoas na política. Quero dizer com isto que nada me move em termos pessoais contra José Colaço, antes pelo contrário, pessoa que conheci ainda antes de conhecer Castro Verde, nas inúmeras actuações que as camponesas fizeram em Lisboa e arredores, tal como nada me move pessoalmente contra seja quem for que integre as listas do PS ou do PSD ou do BE, pelo que as minhas posições aqui vertidas se referem única e exclusivamente à política e aos actos que os candidatos na sua acção enquanto tal praticam.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dos Escrúpulos e da Falta Deles










O calor tem este efeito em muitas pessoas, até nas perigosas: madorna!



Não me apetecia escrever por duas razões: não me apetecia e estou sem computador há já uns dias (eis uma boa razão para tão pouca produtividade), e assim tive que pedir uma máquina "emprestada" e que vai ficar impregnada, porque não conspurcada, com o meu perigoso verbo.

Ando com esta do perigoso entalada na garganta.

Donde menos se espera vem algo que nos surpreende. Não, não é uma de M. de LaPalisse. Não me surpreende que me chamem nomes ou que insistam em colocar-me qualificativos, uns com piada outros nem por isso. Na blogosfera castrense, até hoje, só não me chamaram santo. O que me surpreende é donde veio esta do "perigoso", alguém que prima pela lucidez com que escreve os seus textos, e que nem sequer vou identificar, deixando ao passante a curiosidade de o procurar.

Bom. O tema de hoje são os escrúpulos.

Na política à portuguesa existem uns jargões que vieram para ficar e que se perpetuam no tempo, tornando-se em expressões tão reflexas como a tal dos "perigosos comunistas". Por exemplo, aquela da "democracia pluralista", ou a dos "partidos democráticos", ou a do "quero, posso e mando". São inúmeras as frases que se instalaram de mala e cuía no nosso "politiquez".

O nosso (vosso) Primeiro Ministro deu para andar a propalar outro jargão, o dos "escrúpulos democráticos".

O contexto: a oposição de direita lutou e conseguiu adiar para depois das eleições o lançamento dos concursos das grandes obras públicas que Sócrates gostava que fossem as do (seu) regime: aeroporto e TGV. O Governo começou por dizer que não, mas acabou por dizer que sim.

Mas, e aqui é que está o cerne da questão, apenas e só por "escrúpulo democrático". Será que, por mera oposição, existirá um escrúpulo ditatorial, ou anti-democrático? Fica a questão à qual creio não ter resposta plausível para o justificar.

Com a minha pouca experiência de vida, apenas gasta em pouco mais de 50% (espero eu) ensinou-me que escrúpulo consiste num comportamento cuidadoso, cautelar, de forma a evitar que se firam as normas legais e/ou sociais. Isto independentemente de conceitos pré estabelecidos de democraticidade ou de outra coisa qualquer.

Exemplo: existe falta de escrúpulo da parte de quem convida um artista de qualidade reduzida para animar um arraial, tocar umas modas para a pessoas bailarem no meio do pó?

Não vejo como, até porque não foi anunciado como um "serão cultural" e os presentes até dançaram e se divertiram.

Existe falta de escrúpulo quando uma candidatura convida, de uma forma mais ou menos coerciva, um grupo de cante alentejano para participar numa acção política de campanha?

Sim. Existe uma notória falta de escrúpulos (de qualquer categoria) da parte de quem fez o convite e de quem compactuou com esse facto, dado que constrangeu pessoas não apoiantes dessa candidatura a estarem presentes numa acção de campanha, travestida de serão cultural, de uma candidatura que não apoiam.

E essas pessoas foram porque tiveram escrúpulos, tiveram o cuidado de não criar uma cisão dentro de um grupo que celebra este ano 25 anos de actividade.

O candidato do Partido Socialista teve o mérito de juntar as mulheres que nos encantam com o seu cantar; este facto não lhe dá, a ele ou aos seus apoiantes, o direito de colocar o grupo numa delicada situação de opção apenas para mostar a sua obra, colocando em risco a sua continuidade.

Às vezes, os pedidos de desculpa servem para algo...

Posto isto, creio que deixo mais descansadas algumas almas alvoraçadas com a minha prolongada inactividade.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Fujam que vêm aí os comunistas!!!!


No passado 26 de Junho, coloquei um comentário no post intitulado "Águas Claras", do Blogue Rotunda das Ovelhas, com o seguinte teor:


Blogger João Nuno Sequeira disse...

MAD
Acerca deste assunto já me menifestei o suficiente, e diga-se de passagem que que nem tudo foi dito acerca dele pelos seus intervenientes, de forma clara e escorreita.
Designadamente se é ou não verdade que a contribuição da IPSS de Entradas na construção do Lar se ficaria por dar o nome e ficar a aguardar a entrega das chaves.
Por outro lado, e porque a coerência deve ser um valor a considerar e respeitar, parece que a sua saída do Lar Frei Manoel das Entradas seguiu um figurino muito idêntico ao utilizado pelo seu ódio-de-estimação Fernando Caeiros. Sabe é que ser substituído pela sua esposa, e deixar metade dos membros do PS de Entradas nos órgãos sociais da instituição não parece ser muito consentâneo com o que vem defender aqui na blogosfera.
É que, tal como as pessoas são honestas até ao dia em que deixam de o ser, também se diz que "à mulher de César não basta ser séria, tem que o ser".

26 de Junho de 2009 12:17

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Blogger Manuel António Domingos disse...

Estou convencido que na origem do voltface levado a cabo por Caeiros, em relação ao que estava previsto no Plano de Acção da Rede Social, ou seja, construir um Lar em Entradas com financiamento municipal, está o documento que eu entreguei como cidadão deste concelho, respondendo ao apelo feito pela Câmara para que o Orçamento fosse participado.
Eis a cópia do documento:
Manuel António Emília Domingos
Rua de Santa Bárbara nº 10
Entradas
Entradas, 30/11/2007
Contribuição para as GOPs da Câmara Municipal de Castro Verde 2008.
Partindo do principio de que todas as acções enunciadas nas GOPs de 2008 e muitas delas constantes nos diversos documentos previsionais há longos anos, irão desta vez ser implementadas, só me resta dar a minha contribuição, considerando prioritário e exequível em boa parte, já em 2008 o seguinte:
1º - Tudo deve ser feito para que do ponto de vista técnico nada falte para resolver os problemas identificados na água de abastecimento público em todo o concelho.
2º - Tornar possível a construção das instalações do futuro Lar Frei Manoel das Entradas com orçamento municipal a 100% se necessário. Contrariamente ás outras IPSSs do concelho não se vislumbra nenhuma forma possível desta instituição poder recorrer ao crédito e nem como a Câmara Municipal poder assumir compromissos como avalista de um empréstimo por um período longo, ultrapassando a vigência de vários mandatos, pois num curto prazo nunca o Lar Frei Manoel das Entradas teria capacidade de gerar receitas para fazer face a tamanho investimento. Pela importância deste investimento a vários níveis e pela excelente situação financeira da autarquia neste momento para recorrer a crédito se necessário, este assunto deveria merecer uma atenção muito séria de quem tem recebido a confiança do povo e de quem tem efectiva capacidade para efectivar expectativas criadas de tudo ser feito para melhorar a vida dos mais desafortunados da nossa sociedade.
3º - Construir os 16 fogos de habitação social em Castro Verde e também alguns em Entradas nos terrenos da Câmara Municipal.
4º - Zona de Actividades Económicas de Castro Verde.
5º - Zona de Actividades Económicas de Entradas não pode ficar esquecida /eliminada, mas sim merecer uma atenção especial de forma a ser uma realidade pelo menos até finais de 2009.
6º - A estrada S. Marcos/ Entradas mesmo que seja só em terra batida e dar inicio ás pontes.
7º - Estrada Carregueiro /Entradas é necessário quanto mais depressa melhor colocar uma pequena camada de betuminoso impermeabilizante, pois a pequena camada do tapete começa a ficar partida, sendo previsível a sua rápida deterioração e cara a recuperação da mesma, se não se intervir atempadamente.
CONCLUSÃO:
Caeiros ao pretender anular-me do ponto de vista político, esqueceu-se dos compromissos da Rede Social e não hesitou em penalizar a população de Entradas, só para não dar satisfação ás minhas justas contribuições para o Orçamento Municipal que é de todos nós.
Caeiros deixou de ser presidente, mas continua a mandar, os actuais dirigentes não têm tomates, para romper com as erradas decisões políticas que ele cá deixou. Cheguei a acreditar que Francisco Duarte era um homem que se iria afirmar,MOSTRAR QUE TEM IDEIAS PRÓPRIAS, E QUE PENSARIA PELA SUA CABEÇA, mandando ás urtigas as muitas más heranças do dinossauro. Mas agora com a decisão do núcleo Caeirista, operacionais dos simulacros de democracia, a nomeá-lo para mandatário da CDU nestas autárquicas, vai ter que ser politicamente correcto, e não se vai poder demarcar.
Ainda espero um dia, ouvi-lo dizer o que lhe vai na alma sobre esta trapalhada do LAR DE ENTRADAS. Pode é ser tarde demais...

27 de Junho de 2009 10:06

Blogger Manuel António Domingos disse...

JNS- Eu gostava imenso que as feridas do passado, sarassem definitivamente. Mas se continua com esse registo em relação ao meu comportamento e ao da minha esposa, corre o risco da ferida se agravar.
Meta na sua cabeça uma vez por todas que a única coisa que nos move em relação à IPSS de Entradas, é que ela cumpra o seu papel de prestar bons serviços aos seus utentes e que ao mesmo tempo proporcione pelo menos a manutenção dos 22 postos de trabalho actuais.
Como sabe nunca nos servimos a nós próprios dos cargos que exercemos. A minha esposa desloca-se diáriamente até Grandola onde trabalha como Técnica Superior de Serviço Social. ( ida e volta 160 Kms ).
De acordo com estatutos da nossa IPSS eu já deveria ter saído nas penúltimas eleições, se tivesse aparecido uma alternativa.
A trapalhada organizada pelo Caeiros sobre o não cumprimento do que estava em Plano de Acção da Rede Social, levou-me a explicar em Assembleia Geral que era imprescíndível a minha saída e que obrigatóriamente teriamos que encontrar uma saída. Só após segunda convocatória para eleições é que se conseguiu encontrar uma solução, saindo eu como presidente e a vice presidente que estávamos cá desde as primeiras eleições, bem como o presidente da Assembleia Geral. Felizmente que a minha esposa se disponibilizou para servir a instituição que ajudou a fundar em 1992, sendo a sócia nº2. As pessoas que permaneceram na direcção, só o fizeram porque tinham a companhia da minha esposa, que lhes dava garantias de ser a pessoa certa no actual momento. Nunca me preocupei com as cores partidárias das pessoas que formaram os órgãos sociais da IPSS. Sempre foi minha preocupação que todos os Entradenses independentemente das suas simpatias políticas, estivessem unidos em torno da instituição que tão importante é para Entradas.
A resposta continua no comentário seguinte por motivo de espaço!

27 de Junho de 2009 18:21

Blogger Manuel António Domingos disse...

CONTINUAÇÃO DO COMENTÁRIO...
Quando saí ainda não se falava em listas para a Junta de Freguesia, e muito longe estava eu de saber que escolhas iriam tomar as minhas colegas de direcção. Mas já agora fique a saber que uma das pessos em causa nas últimas eleições fazia parte da minha lista da CDU. Fique também a saber que na origem do descontentamento dessas pessoas está o desrespeito que Caeiros teve para com os compromissos assumidos no papel.As pessoas não conseguem compreender como é que uma luta política entre mim e Caeiros, originasse prejudicar a população de Entradas.De um momento para o outro todo o trabalho responsávelmente feito pela autarquia foi mandado ás urtigas. Mas porquê? A Câmara fez projecto de arquitectura, fez estimativas de custos, ajudou a fazer candidaturas oa programa Pares, inscreveu a construção do Lar em Entradas no Plano de Acção da Rede social, dando cumprimento ao diagnóstico do PDS ( Plano de Desenvolvimento Social )Assumiu que financiava o projecto, e de repente vêm as ideias malucas da criação de uma Fundação, da Fusão com a Seara de Abril, etc, etc,...
Se ler a Acta da Assembleia Municipal que se realizou em Entradas, fique a saber que até agora ainda a Câmara não deu informação sobre questôes que ficaram pendentes para a ferir da possibilidade legal de levar as suas intenções por diante , bem como os pareceres que se comprometeu a pedir para nos informar da possibildade de se continuar a falar sobre o assunto.Reflita lá bem sobre o assunto e não ofenda com os seus comentários pouco conhecedores da profundeza das coisas, as pesoas que única e exclusivamente têm tido trabalho e preocupações sem nunca receber nada em troca. Nem sequer a compreensão daqueles que beneficiaram directamente com a nossa benévola acção.
O parágrafo que tirei do seu texto, e que a seguir vou transcrever entre aspas, ofende-me no mais profundo das minhas entranhas;
" Designadamente se é ou não verdade que a contribuição da IPSS de Entradas na construção do Lar se ficaria por dar o nome e ficar a aguardar a entrega das chaves."
Quando vc. se queixa da ingratidão que algumas pessoas têm para consigo, no desempenho das suas funções sociais da Cooperativa de Consumo, eu compreendo-o perfeitamente, mas entristece-me imenso constatar que da sua parte parece não haver reciprocidade...
Se quiser ter informações mais completas terei todo o gosto em lhje explicar pessoalmente, para que na posse dessa informação objectiva com documentação e cronologia dos factos, tire as ilacções que achar mais convenientes.

27 de Junho de 2009 18:27

Blogger Gorbatchov disse...

@JNS - a sua tentativa de associar o lar de Entradas a uma pretensa manipulação do PS só dava vontade de rir se não fosse algo tão sério.

Porquê?

1 - Porque sabe que aquilo que insinua é uma ofensa, porque não é verdade, mas usa esse veneno político de que nunca consegue separar-se;

2 - Porque sabe muito bem que aquilo que está em causa é algo muito sério e que ultrapassa as questões da política partidária, onde você sim, está enrredado profundamente;

3 - Porque ao contrário da sua permanente atitude, há muitas e muitas pessoas que não têm um comportamento fundado na lógica de criação de "células políticas" em todas as organizaçoes onde dão o seu contributo generosamente;

4 - Porque começo a ter sérias dúvidas sobre o seu carácter quando escreve textos como este e se insurge tão veementemente quando falam da sua seriedade e a seriedade os seus.

5 - Se parte do príncipio de que ter atitude polítca própria é um pressuposto para manipular organizações, estamos conversados quanto ao seu trabalho na Cooperativa de Consumo, na APADIJ ou nesta "guerra" que agora quer abrir no Agrupamento Vertical de Escolas, onde anda a movimentar-se com fins obviamente e apenas políticos...
6 - Ser corente e sério, e não apenas quando lhe dá jeito, era uma coisa que lhe ficava bem todos os dias.

28 de Junho de 2009 19:29

Blogger João Nuno Sequeira disse...

MAD

Respondeu à minha questão com a proposta que apresentou para a GOP: financiamento municipal a 100%.

Quanto ao restante, contínuo a considerar que a forma como constituiu os novos corpos sociais não foi a mais correcta para quem bate no peito pela lisura dos procedimentos.

Se estiver errado, pior para mim.
Se vc estiver errado, pior para si.

No entanto não fiz referência ao comportamento da sua esposa, pelo que acho que deve corrigir o seu "tiro" nesse aspecto, porque não é verdade.

Quanto às suas escolhas, foram as que foram, e isso não afasta o que disse, e nem sequer me referi às competências pessoais de quem foi eleito para os corpos sociais do Lar Frei Manoel das Entradas.

Quanto a ameaças, não me submeto nem me sujeito às suas contigências, até porque quem cortou relações não fui eu.

Continuação de um bom dia.

30 de Junho de 2009 12:44

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Blogger João Nuno Sequeira disse...

Gorbatchov

Dizem os chineses, e com razão, que "quem nasce lagartixa não chega a corcodilo".

Já entendi uma coisa: se os eleitos, seja para o que for, forem de um qualquer partido que não o PCP, são pessoas empenhadas na comunidade; se forem do PCP, fazem automaticamente parte de uma perigosa manobra de domínio do PCP sobre as entidades a que querem concorrer.

De uma forma ainda mais clara: os comunistas podem ser sócios de todas as instituições de carácter associativo (excepto da Cortiçol), devendo pagar quotas e, eventualmente votar, mas nunca ser eleitos.

VC até consegue ler coisas que eu não escrevi. Qundo digo que MAD conseguiu colocar nos órgãos sociais do Lar metade do PS de Entradas, não escrevi que o PS conseguiu manobrar nesse sentido.

Mas claro, estando lá Vc, tinha que se sentir, dado que quando os integra o faz no sentido de participar na vida comunitária e sem qualquer outro sentido pessoal ou partidário.

Eu não. Não posso ter o ensejo de querer participar na vida das instituições de que sou sócio, porque tal facto apenas demonstra a avidez do PCP em tomar conta de tudo.

Nem o simples facto de a APADIJ, que vc tão bem conhece, ter sido fundada como associação por mim, a solicitação do anterior Presidente da Câmara, tendo sido eu a avançar com as quantias necessária ao arranque do projecto. E tudo isto "pro bono".

Não integro nenhum cargo directivo, apenas porque entendi não dever fazê-lo, para não prejudicar a associação no momento da ruptura com FSC. Que eu saiba também nenhum perigoso comunista integra os corpos sociais, a não ser uma pessoa da CDU, na mesa da Assembleia Geral. Só se se estiver a referir ao perigoso comunista que ocupa o lugar de Presidente do Conselho Fiscal...

Portanto não entendo como é que considera que estou a tentar dominar, em nome do PCP e seu projecto, a APADIJ.

Já agora, e que estamos em maré de troca de galhardetes, fique a saber que a APADIJ nunca conseguiu os estatuto de IPSS graças às curtas vistas da equipa liderada pela Assistente Social do Lar Jacinto Faleiro, que curiosamente até é do Partido Socialista, que encararam a APADIJ como algo destinado a beliscar o bolo dos subsídios com que tentam fazer algumas, poucas e de fraca qualidade, rosas assitenciais.

Quanto à Cooperativa, continuamos na expectativa da candidatura anunciada e sebastiânica que esteja disposta a afastar os perigosos comunistas da Direcção da CoopCastrense. Garanto-lhe que nas eleições para este mandato aguardámos até ao último momento o surgimento de uma candidatura alternativa que, infelizmente não chegou.

Mas o mesmo se aplica a diversas outras intituições onde impera o PCP: Lar Jacinto Faleiro, Bombeiros Voluntários, Cruz Vermelha, Cortiçol, etc. etc. etc.

No próximo comentário irei concluir falando na "guerra" qu estou a abrir no Agrupamento Vertical.

30 de Junho de 2009 13:10

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Blogger João Nuno Sequeira disse...

Não esquecer o ditado inicial "quem nasce lagartixa, nunca chega a corcodilo"

Integro, com muita honra, o Conselho Geral Transitório do Agrupamento de Escolas de Castro Verde.
Participo activamente nos seus trabalhos. E quando digo activamente, digo-o literalmente e de forma inequívoca. Ou seja, não finjo e não faço pantominas.
No momento da eleição do Presidente do CGT deu logo para ver qual o rumo que a coisa iria levar. 20 votantes, nenhum candidtao, 11 votos na presidente em funções, apenas e só por mero acaso, do Partido Socialista.
Os pais, que queiram ou não, representam o elemento essencial da escola - os alunos - consideraram que não iriam fazer figura de corpo presente, e ali estavam para marcar a sua posição enquanto tal.
E recusaram aprovar às cegas um Regulamento Interno, cozinhado não se sabe lá muito bem por quem - calhando algum outro perigosos comunista - e exigiram a sua discussão. Claro que isto constituiu uma afronta ao poder corporativo instalado, e mais importante ainda, à ex-presidente do CE, pelo que se criou uma clivagem perfeitamente visível à vista desarmada numa noite de lua cheia.
Os pais, a autarquia e alguns elementos da comunidade passaram a ser o inimigo, e assim foi até culminarcom as eleições do Director, com a vitória do candidato José Correia.
A candidata concorrente decidiu pedir a consulta dos elementos referentes à eleição, no exercício de um direito que lhe assiste a ela, como a qualquer candidato em qualquer outra escola ou eleição, decisão na qual não tive qualquer parte activa ou passiva, muito embora da fama me não livre.
Na sequência deste pedido, a Presidente do CGT, achou por bem dar uma novidade - um pequeno lapso, como lhe chamou - aos conselheiros, assunto acerca do qual não vou pormnorizar.
Apenas vou dizer que a Senhora Presidente levantou a lebre, que naturalmente apanhou desprevenidos os conselheiros que dele não sabiam, obviamente os "do outro lado" (como são designados os pais e encarregados de educação), que reagiram, mais que à notícia, à tentativa da Presidente do CGT em alijar responsabilidades que são intrínsecas ao cargo para que foi eleita.
Este foi o problema, e esta é a questão. Onde estão aqui os "fins obviamente e apenas políticos"? Se me souber dizer agradeço.
Fico, no entanto, sensibilizado pela alta conta conta em que tem a minha capacidade de criar células políticas activas para implementar o controlo do PCP nas instituições, prática a que claro PS e os seus militantes, por princípio, não se dedicam.
Claro que o espectáculo deprimente de controlo de TUDO quanto possa depender do Governo pelo PS e seus homens de mão, é pura coincidência, e qualquer tentativa de dizer o contrário é propaganda política comunista.
Gostava que me esclarecesse quem são os "meus" a que se refere no ponto 4 do seu comentário.
Quando me fala de coerência, dá-me vontade de rir, dado o exemplo de tal comportamento que tem demonstrado publicamente.

Dou-lhe um exemplo de coerência:

12-06-2009, 5 dias após a estrondosa derrota do PS nas europeias; sai para as bancas um jornal chamado Correio Alentejo, que não sei se conhece, mas conhece o seu director, que dá pelo nome de António José de Brito.
Nem uma única palavra, na primeira página, acerca do acto eleitoral, num caso único ao nível dos OCS regionais e nacionais de periodicidade semanal.
Isto sim é exemplo de falta de coerência e, mais grave, de isenção. Não o vi aqui referir nada acerca deste assunto.

Pois é: bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz.

Portanto, se ainda o não disse, digo-o agora, não será de si, e usando uma expressão sua, nem nenhum "dos seus" está apto a dar-me lições de moral, de ética e de coerência. Olhe bem para o espelho, e verá que tenho razão.

Diz o povo, e bem, homem pequenino ....

(Não se vá dar caso de haver por aí algum lápis azul, vou publicar este assunto no meu blogue)

Passe muito bem.

30 de Junho de 2009 13:59

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Blogger Manuel António Domingos disse...

JNS - quando eu comentei o texto intitulado Águas Claras,que aparece aqui com a data de 27/06/2009 ás 10h06m, ainda não estava dísponível o seu comentário com a data de 26/06/2009 ás 12H17M, pelo que o meu comentário não era dirigido ao seu. Portanto fica já aqui esclarecida a sua errada interpretação do meu comentário.
Quando eu saí da direcção do Lar Frei Manuel das Entradas, foi à terceira tentativa para se encontrar uma solução. A minha esposa vendo o que se estava a passar com a instituição que ajudou a criar, decidiu disponibilizar-se para encabeçar uma solução alternativa, que ela própria formou após estabelecer os contactos necessários com as pessoas que lhe mereceram confiança dentro das dísponíveis, e possíveis para encontrar uma saída, para um problema que penosamente se arrastava. Espero que fique esclarecido que não fui eu que formei lista nenhuma, deixando metade PSs ou CDSs ou Bloquistas, ou o quer que fosse.Se vc. conhecesse a formação e o carácter da sua camarada, nem ousava questionar na escala de 1/5000, da forma como o fez, OK?
Quanto ao corte de relações que me atribuiu.Com toda a sinceridade,e pela sua saúde e dos que mais gosta, contribua para que eu definitivamente me esqueça, está bem?
Após o CLAS ( Conselho Local de Acção Social) se reunir para emitir pareceres sobre as candidaturas das diversas IPSS ( Instituições Particulares de Solidariedade Social) ao programa comunitário POPH ( Programa Operacional Potencial Humano )tendo em vista o financiamento para a construção de edíficios para Lares da Terceira idade, logo lhe digo mais umas coisitas que vc. provávelmente desconhece.
Em relação ao seu papel desempenhado na criação da APADIJ sou-lhe a dizer que fiquei convencido que o fez enquanto nomeado como elemento da confiança política do Caeiros, e devidamente remunerado como membro do gabinete de apoio pessoal do presidente ( secretário) auferindo o que a lei determina, ou seja 60% da remuneração de um vereador a tempo inteiro. Se eu estiver enganado agradeço que me corrija, e desde já peço as minhas desculpas por eventual lapso!
Desejo-lhe uma boa noite, e que reflita um pouco sobre a ética,a que a sua própria formação académica o obriga...
Eu procuro todos os dias, só afirmar aquilo que posso provar!
Será que vc.faz esse esforço?
Se realmente o faz, fique sabendo que está muito longe do conseguir transmitir!

1 de Julho de 2009 0:10

Blogger João Nuno Sequeira disse...

Quanto ao resto nada quero adiantar.
Quanto ao meu papel na constituição da APADIJ, deve considerar dois momentos: antes e depois de estar ao serviço da Câmara.
De facto, o início dos trabalhos aconteceu por indicação de FC quanto à necessidade de criar uma associação. No entanto, como muito bem refere, a minha função de Secretário do Gabinete não deve ser confundida com trabalho jurídico que foi, de facto aquilo que fiz, nomeadamente em termos de registo e preparação de estatutos. A outra parte aconteceu fora da Câmara, e foi o seguimento do trabalho anteriormente desenvolvido, até tomada de posse dos órgão sociais, e aqui fi-lo, com todo o gosto e sem ser a mando de ninguém. Espero que esteja esclarecido quanto a este assunto.
"Quanto ao corte de relações que me atribuiu.Com toda a sinceridade,e pela sua saúde e dos que mais gosta, contribua para que eu definitivamente me esqueça, está bem?"
Esta frase, retirada do seu comentário, soa-me a mais uma ameaça. Não gosto de ameaças nem me subjugo a quem me ameaça. Esta é a prova de que vc, pos muito que bata no peito ainda tem muito que aprender em termos de ética.
Não fiz acusações, perguntei? quem pergunta não tem que provar. Quem responde tem que esclarecer.
Quanto à idoneidade seja de quem for, não serei eu que tenho que zelar por tal caracteristica subjectiva, mas sim cada qual cuidar de o demonstrar no seu dia-a-dia. Não queira é ser mais honesto que os outros todos, o mais inteligente de todos, o mais sagaz e o mais idóneo ao cimo da terra porque nada, mas nada, lhe dá esse direito. Aliás, infelizmente, já uma vez tive que lhe dizer isto, e nunca pensei ter que o repetir.

Continuação de bom dia.

1 de Julho de 2009 17:04

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Blogger Manuel António Domingos disse...

JNS- Eu queria ver se me esquecia dos tais argumentos da mulher, do filho, da filha, do cão e do gato... Penso que se lembra do estou a falar.
Quanto à idoneidade, seriedade,honestidade, inteligência, etc, etc. Só lhe digo que não quero ser o único, ou o mais... mas também lhe digo que não quero ser o menos...Olhe que infelizmente, esses valores não moram em muitas casas, mas felizmente, que ainda moram nalgumas!
Vc. faz-me lembrar coisas que eu quero de vez enterrar... cada vez que escreve acrescenta-lhe sempre mais uma pitadinha do mesmo virus.
Veja lá se consegue encontrar um antídoto para essa forma de estar!
Não acha que temos tanta coisa muítissimo mais importante para tratar aqui à nossa volta, do que estar a reavivar feridas subjectivas inerentes ao grande colectivo que tão mal me tratou?
Havia aqui um homem em Entradas, que tinha um cão que até ladrava a ele próprio, e mordia no próprio rabo. Acha que é isso devemos continuar a fazer?
O meu neto já começou a andar. Veja lá o que eu já andei praqui chegar.
A partir daqui este assunto para mim fica encerrado. Estou verdadeiramente preocupado em dar contributos positivos para a nossa vida colectiva, e é por isso que continuo a bater-me. poderei estar errado, e até admito que sim, mas por enquanto não abdico, do fazer à minha maneira.
Sabe é que isto de ser detentor do estatuto e cartão de louco, permite-no dizer coisas que não estão ao alcance de toda à gente!
Tenha um bom dia, junto da sua família que eu sempre respeitei, e continuarei a respeitar muito!

2 de Julho de 2009 11:51


Comentário


Se hácoisa de que Manuel António Domingos não me pode acusar é de não lhe ter dado sempre o espaço para se defender. Pra que não haja dúvidas, com excepção de um comentário de um retardado, foi copiado integralmente a página de comentários do post em causa.