sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

NOTA DE ESCLARECIMENTO



Ontem, 8 de Fevereiro de 2018, teve lugar uma Sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Castro Verde, destinada, exclusivamente, a conceder autorização ao executivo municipal para efectuar consultas junto da banca para a contratação de um empréstimo no montante de 1.175.000,00€ (um milhão cento e setenta e cinco mil euros).

Considerações à parte acerca da postura do actual executivo acerca do recurso ao crédito destinado a investimento, apenas salientar que a adjectivação de "um pouco superior" o montante em causa, relativamente àquele que foi anteriormente autorizado (700.000,00€), ou seja, o pouco superior" é apenas 475.000€ (quatrocentos e setenta e cinco mil euros), ou seja cerca de 67,8% a mais.

Chamar "pouco superior" a 67%, 475.000€, só pode ser um eufemismo!

Dá que pensar o que é que considerariam ser "bastante superior"...

A CDU absteve-se; a autorização pretendida foi aprovada.

Portanto, novamente, a CDU tomou uma postura responsável, no interesse de Castro Verde e dos Castrenses, abstendo-se, e apresentando a razão da abstenção, em declaração de voto entregue, e em que deixa em aberto uma alteração de sentido de voto, caso sejam prestados esclarecimentos adicionais acerca de algumas das questões que foram debatidas.

Já anteriormente a CDU tinha feito uma declaração de voto, a respeito de outra matéria, em que deixava essa hipótese em aberto, e que o executivo não soube, ou não quis, entender e aproveitar.

Esperemos que ALGUÉM tenha aprendido alguma coisa com a situação anterior .... 

Isto porque, no final a Sr.ª Presidente da Mesa, Dr.ª Ana Paula Baltazar (que continua a muito surpreender pela positiva pela forma firme, correcta e isenta como conduz os trabalhos, no exercício da sua função, que merece parabéns) informou que a autorização concedida, nos termos legais, apenas teria validade para a contratação de um empréstimo cuja amortização ocorra no actual mandato, uma vez que, quando os compromissos financeiros que decorrem dos contratos de crédito se estendem por dois ou mais mandatos, carecem que a respectiva autorização seja aprovada por maioria absoluta dos eleitos em efectividade de funções; 

No caso concreto, se o empréstimo a contratar apenas for completamente amortizado em mandato subsequente que não o presente, necessitará de obrigatoriamente de 10 votos favoráveis, e  obteve, para já, apenas 9.

No segundo período da ordem do dia destinado a intervenção do público, tive a oportunidade de solicitar ao Sr. Presidente da Câmara que esclarecesse os Castrenses, de uma forma clara e objectiva, (atendendo às duas entrevistas que concedeu na semana passada, em que classificou a situação financeira do município como "muito preocupante", e que gerou algum receio entre a população), que o dinheiro que se pretende obter através deste empréstimo se destina EXCLUSIVAMENTE a acções de INVESTIMENTO, e não a suportar despesas correntes, do dia-a-dia do município.

A princípio, pareceu-me que o Senhor Presidente não queria dar resposta à questão (se calhar devido a quem o interpelava), mas depois de nova insistência, lá informou, a contragosto,  que o dinheiro se destinava EXCLUSIVAMENTE a ser aplicado em INVESTIMENTO, nas obras indicadas no requerimento, e que deixava para "ALGUÉM que sabe esclarecer as pessoas" a tarefa de prestar os esclarecimento devido.

Como ALGUÉM, é toda a gente, cumpro pela minha parte, a tarefa que o Senhor Presidente da Câmara de Castro Verde, tão gentilmente, empurrou para terceiros indeterminados, nos quais me incluo.

Mais informou o Senhor Presidente da Câmara que, sem o dinheiro da derrama, a capacidade financeira fica "à pele", reconhecendo que se trata de uma receita extraordinária, com a qual não se pode contar em avanço, apesar de também ser extraordinário o montante que esta autarquia recebeu, em relação às demais.

Como não lhe pude retornar resposta na Assembleia, aproveito agora para dizer: e extraordinária foi também toda a obra, material e imaterial, que os anteriores executivos fizeram por Castro Verde, e pelos Castrenses, e que começou muito antes de haver derrama, por exemplo, que ainda a mina não tinha aberto, e já todo o concelho estava dotado de sistemas de água e saneamento básico, coisa que ainda hoje não é uma realidade em concelhos aqui bem próximo, e que ALGUÉM gosta de apresentar como modelo.

Em suma: o executivo pediu e foi-lhe concedida autorização para consultar o mercado para contratar o empréstimo pretendido e o Senhor Presidente deixa para terceiros a tarefa de esclarecer a população acerca do efectivo destino do capital pretendido.

Eu fiquei absolutamente esclarecido! Espero os Castrenses também!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

CASTRO VERDE SEM PS



Infelizmente é assim!

Invariavelmente, depois de eleições autárquicas, o Partido Socialista de Castro Verde desaparece.

Pufff! É um ar que se lhe dá, que é mais forte que qualquer conjuntura!

Aquilo que até era normal e costumeiro quando era a CDU a ganhar, pelo vistos aplica-se também quando quando o executivo é composto por pessoas eleitas sob a bandeira do PS.

Neste momento até se compreende! Ou talvez não!

Lembram-se das eleições de 2009, no auge do consulado Sócrates (ele foi eleito pelo Partido Socialista, recordam-se disso?), a candidatura autárquica nem queria ouvir falar de PS! 

Nas eleições autárquicas de 2013, quando rebentou o escândalo de Sócrates & seu amigos (todos do Partido Socialista!), também o PS em Castro Verde não foi a votos, quer dizer , foi, mas na realidade, quem se apresentou foi António José de Brito. 
Partido Socialista? Onde? O que é isso?

Aliás, na altura, escrevi aqui sobre isso (cfr. "Onde pára o PS em Castro Verde", a 30-06-2013).

Nas eleições autárquicas de 2017, no auge e esplendor da "geringonça", saltaram para a garupa do "estafermo" (sim, porque com PCP, Verdes e Bloco, só pode ser um "estafermo") liderado por Partido Socialista e António Costa, e o PS de Castro Verde lá galgou as ondas do sucesso da solução governativa vigente e, UPA!, lá ganharam (também à custa disso) a Câmara de Castro Verde.

Depois das eleições: Pufff! Lá se lhe deu o malfadado ar, e o Partido Socialista de Castro verde desapareceu das páginas dos pasquins e quejandos.

Sem problema. Daqui por 4 anos, retiram-se as bandeiras do armário, afinam-se as vozes, canetas e impressoras, e lá ressurgirá, qual Fénix, o Partido Socialista.

Digamos, que hiberna ou migra para outras paragens, mas volta sempre cá ao burgo.

Nem que seja apenas de 4 em 4 anos! 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

FALAR CLARO! FALAR VERDADE!


A semana passada, para não sermos "bombardeados" apenas uma vez com as lamentações do Senhor Presidente da Câmara de Castro Verde, levámos com dose dupla de inverdades.

Ao inqualificável "Correio do Alentejo", "jornal" da empresa-que-era-propriedade-do-presidente-da-câmara-mas-já-não-é-porque-é-de-um-familiar, até ver (acrescento eu), juntou-se o (até agora) respeitável boletim municipal, "O Campaniço", que uniram as vozes para de uma forma mais amplificada, propalar as inverdades com que o actual executivo autárquico quer justificar a sua incapacidade em por no terreno as obras que o anterior deixou prontinhas a serem lançadas.

A inverdade do momento, com mais ou menos nuances e rodriguinhos, é a de que, as finanças da autarquia estão num estado "muito preocupante", para não dizer caótico.

Isto porque, a gestão anterior não soube fazer as coisas como deveriam tê-lo sido, e mais aquela lenga-lenga da Derrama, que ficou retida, e que compromete o seu programa eleitoral.

Antes de mais, é um dado adquirido que a mudança de gestão autárquica foi uma surpresa para toda a gente, inclusive para os que saíram e para os que entraram. E tanto assim é, que o anterior executivo camarário, quando abandonou as suas funções, deixou uma relevante carteira de compromissos, contratos e candidaturas aprovadas e com financiamento garantido, porque, e sublinho isto, certamente contava continuar a ser executivo, pelo que teria que executar tais contratos e programas, cumprir esses objectivos.

Houvesse derrama ou não!

Com os meios que sabiam que existiam, tal como sabiam que tinham que ter suficiente aptidão para angariar o que faltava!

Portanto, quem alardeou a sua competência, perdão, quem acusou os outros de serem incompetentes, tem agora a oportunidade de, com a "guitarra" na mão, mostrar que "músicas" é que consegue dela arrancar.

É que neste "baile", onde se "dança" a vida de todo o Concelho e das pessoas que cá vivem, não pode ser uma "música" qualquer, e não pode ser tocada de "ouvido", têm que saber ler a "pauta", ou seja, não basta saber "dedilhar", tem que saber executar, tem que ser um virtuoso, alguém com competência para o fazer.

Depois, os Vereadores da oposição - membros do anterior executivo - tiveram o cuidado de, na primeira reunião de câmara informar qual a situação financeira e de tesouraria do município.

E aí, e ninguém veio contradizer tal informação, para além de 700.000€ no banco, ainda haviam disponíveis umas centenas de milhar, concretamente €538.845,91.

Ou seja, a câmara dispunha de 1.238.845,91 €, para honrar os compromissos assumidos, incluindo vencimentos, e ainda sobravam cerca de 300.000,00€, ficando limpa de dívidas as fornecedores.

Dizem: não chega para pagar os contratos assinados!

Verdade! Mas não chega com este executivo, como não chegaria com o outro!

Ah! Pois é! É que a história da Derrama vale tanto para esta realidade - executivo do PS - como para a que existiria no caso de a CDU ter ganho novamente as eleições.

Então, com esta esfarrapada justificação, aqueles que disseram do executivo aquilo que Maomé não disse do toucinho, por causa da contratação de dois empréstimos, um de €900.000 e outro de €700.000, se preparam agora para tentar aprovar na Assembleia Municipal a contratação de um empréstimo no valor de €1.175.000! É só mais €475.000 que aquilo que não queriam que fosse contratualizado há pouco mais de um ano!

(Esclarecimento: fui alertado para o facto de, no parágrafo em que são referidos dois empréstimos (900.000+700.000), poder estar a induzir erro quem leu estas linhas. De facto, o Município foi autorizado a celebrar tais empréstimos, mas apenas um (900.000€) foi contratualizado, e do qual foi utilizada uma parte (200.000€), pelo que estão à disposição da autarquia 700.000€. O outro empréstimo não chegou a ser contratualizado. Como a autorização concedida tem prazo, o executivo tem que pedir nova autorização à Assembleia Municipal, o que vai à discussão amanhã, 8 de Fevereiro, para obter o consentimento, mas para 1.175.000€.
Falar claro é isto mesmo: explicar claramente as coisas!)

Por isso é que talvez já seja tempo de ALGUÉM começar a falar claro, de maneira a esclarecer a população de Castro Verde, ao invés de envenenar a opinião pública e causar o pânico e o receio entre os Castrenses.

E esse ALGUÉM poderá constatar que FALAR CLARO não custa nada: basta começar a FALAR VERDADE!

Olhe pode começar por dizer que a questão das expropriações para a obra da estrada de Santa Bárbara está ferida com duas mentiras: nem há expropriações a fazer, e se as houvesse certamente não seriam dezenas de milhares de euros!

Experimente, Senhor Presidente, e vai ver que não dói nada!


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

PREVISÃO DE "CHUVA" FORTE PARA CASTRO VERDE





Segundo as últimas informações "meteorológicas" obtidas, prevê-se para breve a ocorrência de uma forte enxurrada de "boys", que se vai caracterizar por diversos momentos a ocorrer nos próximos meses, na zona da Praça do Município, em Castro Verde.

Estes "boys" caracterizam-se por virem devidamente equipados com o respectivo "recibo verde".

Cuidado pois aos transeuntes ...

Para afastar a preocupação que nos assalta, é melhor distrairmos-nos com um clássico da música dos finais do século passado.


The Weather Sisters, "It´s Raining men"

https://youtu.be/PD2UnvLrhls



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O QUE É NOTÍCIA EM CASTRO VERDE?

Semana 3 do ano da Graça  de 2018.
O que é notícia em Castro Verde?
Vejamos.
Saiu mais uma edição do indescritível Correio Alentejo.
Aquele que ao longo dos últimos anos foi o grande veículo de comunicação do Partido Socialista de Castro Verde, para alardoar pela negativa o quotidiano do concelho, conseguiu fazer uma edição na qual não só praticamente não se fala de Castro Verde, e quando o faz, fá-lo de uma forma falaciosa, enganadora mesmo.
A edição é a n.º 434, com data de cabeçalho de, pasme-se, "2017-12-08", apesar de ter sido lançada a a 12-01-2018. É uma gralha, dir-se-á, mas o que é facto é que quando se trata da data de um "jornal", e das "notícias" que difunde, a data é algo de importante. penso eu.
Página 6 -"Campo Branco - Câmaras definem metas" 
Câmara de Castro Verde: "ANO MUITO EXIGENTE": (...) " O novo executivo socialista espera "um ano muito exigente e difícil", até por ter sido confrontado "com a eliminação das transferências da Autoridade Tributária, em sede de Derrama, uma verba volumosa, na ordem de 1.314.104,78 euros. (...)"
A falácia está aqui: trata-se de uma notícia referente às "metas" para 2018. 
Que se saiba, nunca houve perspectiva de a Câmara receber, em 2018, em "sede de Derrama" a referida quantia de 1.314.104,78 euros.
A Câmara de Castro Verde não recebeu, em 2017, uma quantia que ficou retida para ser devolvida às entidades às quais foi indevidamente cobrada.
Em 2018, não se sabe se haverá direito ou não a Derrama, nem se, numa situação de muito bons resultados de exploração, a Somincor não tenha até que pagar derrama em valor superior àquela quantia, ou sequer se ficará algum montante retido para ser devolvido a quem pagou anteriormente de forma indevida.
Portanto, está-se a tentar enganar o povo, dizendo que a Câmara não pode contar com 1.314.104,78 euros com que estava a contar entrassem nos cofre em 2018, porque isso não é verdade.
Mas também não se compreende tal situação de emergência, quando se propõe levar a efeito o cumprimento do projecto "Castro Casa", para aquisição e recuperação de imóveis, sendo certo que alguém irá lucrar com isso, nomeadamente quem vende e quem intermedeia os negócios.
Também não se compreende, perante tal nível de contenção, a insistência em querer implementar uma unidade móvel,"médico-social", num concelho onde todas as freguesias estão dotadas de gabinete médico, e onde o clínico de família se desloca com regularidade.
Depois disto, nada mais de notícias acerca de Castro Verde.
A não ser na última página, em que a notícia, é velha de 3 meses, mais concretamente, da véspera da data da tomada de posse do novo "Prefeito" socialista: a firma dona do "jornal" Correio Alentejo mudou de mãos, passando a titularidade das suas quotas para o seu Director, Dr. Carlos Pinto, ao que consta familiar dos anteriores proprietários, que assim sucede aos anteriores sócios, entre os quais se destacava o novo "Prefeito".
Claro que isto, em substância nada muda, uma vez que o conteúdo vai continuar a ser o mesmo, e até arrisco que, quando o novo "Prefeito" deixar de o ser, também a titularidade societária da empresa mudará de novo. 
Mas tenho a certeza que em termos substanciais, o Correio Alentejo continuará a cumprir cabalmente a sua função de ser "his master´s voice", que é como quem diz, a voz do seu dono.
Podiam ao mesmo ter feito um pouco de futurologia, e anunciar a comemoração solene, em almoço de equipa, dos 3 meses de cumprimento de mandato, que teve lugar no passado dia 17, numa conhecida casa de pasto da vila.
E podiam, ainda, ter noticiado que, nesses 3 meses este novo executivo socialista, e o seu "Prefeito", nada fizeram pelo concelho e pelas suas gentes.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Forças de Bloqueio: E se a CDU de Castro Verde, tivesse votado contra, como o PS de Loures?

2018

Rejeição do orçamento dos SIMAR “é inaceitável”

04.01.2018

A rejeição, pela Assembleia Municipal de Loures – com os votos contra de PS, PSD e PPM, abstenção do BE, e os votos a favor da CDU, CDS e PAN – do orçamento dos SIMAR para 2018 “constitui um acontecimento da maior gravidade”.


A afirmação é do presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, que, hoje, em conferência de imprensa, apelidou a posição do Partido Socialista de “irresponsável”, que, “depois de ter viabilizado o tarifário e o orçamento em Reunião de Câmara, veio rejeitar este último na Assembleia Municipal, sem qualquer aviso prévio ou questionamento”.
Para Bernardino Soares, “trata-se de uma votação que causa sérios prejuízos às populações, aos trabalhadores, e à atividade dos SIMAR, que não tem qualquer fundamento válido e é por isso politicamente inaceitável”.
Recorde-se que o orçamento e tarifário dos Serviços Intermunicipalizados de Loures e Odivelas para 2018 foram aprovados na Câmara de Loures, beneficiando dos votos a favor da CDU e das abstenções do PS, tendo os votos contra do PSD. Foram também aprovados na Câmara de Odivelas e, no caso do orçamento, também na Assembleia Municipal de Odivelas. “O orçamento dos SIMAR para 2018 foi rejeitado apenas na Assembleia Municipal de Loures”, esclareceu Bernardino Soares.

Tarifário não estava em discussão
Segundo Bernardino Soares, a invocação como pretexto da discordância com o tarifário para 2018 não tem qualquer justificação porque, primeiro, “se trata apenas de uma mera atualização no valor da inflação, aliás de acordo com a recomendação da ERSAR. No primeiro mandato da atual gestão só houve tarifários com aumento zero ou apenas com a atualização da inflação”. Em segundo lugar, acrescenta, “porque entre 2015 e 2018, perante o aumento de 16,4% do custo do m3 da água que nos é vendida pela EPAL e em 14,3% do custo de tratamento por m3 de águas residuais, foi opção dos SIMAR não repercutir nas tarifas estes valores”.
O presidente da Câmara de Loures lembra ainda que “na Assembleia Municipal não estava em discussão o tarifário, que tinha sido viabilizado, com a abstenção do PS, em Reunião de Câmara, e que está aliás em vigor desde o passado dia 1 de janeiro”.

Potenciais consequências negativas
Bernardino Soares avançou que estão a ser avaliadas neste momento “todas as potenciais consequências negativas da rejeição do orçamento dos SIMAR, desde importantes investimentos até às progressões remuneratórias dos trabalhadores, que oportunamente comunicaremos às forças políticas e aos órgãos municipais”.
Em todo o caso, conclui, “queremos transmitir à população do concelho de Loures a nossa determinação em continuar a melhorar os serviços que sabemos serem essenciais para a qualidade de vida e boa gestão do território. Mas a população tem de saber da gravidade que esta decisão comporta para a satisfação das suas necessidades e para a o futuro dos serviços públicos dos SIMAR”.
Na conferência de imprensa marcaram também presença o vice-presidente da Autarquia, Paulo Piteira, e os vereadores António Pombinho e Maria Eugénia Coelho.
Leia aqui o documento distribuído na conferência de imprensa.

in http://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=3768

Descubra as diferenças entre força de bloqueio e oposição responsável ...
A "opção política" é a justificação esfarrapada possível para as decisões impossíveis de justificar.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

PESPORRÊNCIA



A soberba, a arrogância e a vaidade são predicados que se juntam na pesporrência.
A maior manifestação de pesporrência a que se tem assistido nos últimos tempos, vem ali dos lados das Piçarras, concretamente de alguém que, ufanamente, criou um grupo fechado, no qual decide quem entra , quem está, quem e quando sai, independentemente da razão.

Invoca até um regulamento que não está disponível e que, duvido, algum dos elementos do grupo, para além da pesporrente administradora, o conheça.
Bom, o certo é que, pouco a pouco vai expulsando todos os que possam colocar em causa as suas crenças.
Eu passei por lá, e saí, por minha vontade, por não aceitar estar num grupo em que a sua pesporrente administradora e seus fans apoiam de forma clara e indesmentível um ser que veio defender ideologias e práticas nazis, apelando à violência e ameaçando de violência física participantes no grupo, ou de morte a outros.
Ah pois, senhora pesporrente adminsitradora, é que eu fui ameaçado de morte através do messenger, no seguimento da famosa conversa de verão!
Agora, vem a pesporrente administradora convidar outro elemento a abandonar o seu famoso grupo de seguidores, muito concretamente Maria Sequeira, que SÓ POR ACASO é minha mulher!
Argumento:"(...) os administradores informam que Maria Sequeira será eliminada do grupo, por ter permitido que o seu perfil fosse usado por terceiros, para fazer comentários na publicação da rega do intermarchė, violando assim o nosso regulamento."
e, no seguimento de uma questão, colocada, respondida e decidida pela persporrente administradora: " Para conhecimento de todos a interessante pergunta feita pela Maria Sequeira, e as respostas dadas por ela na conversa que se desenvolveu, foram dadas por terceiros que usaram o seu perfil com o seu consentimento, ou não?!?" e " Estas atitudes violam as regras do grupo.
A Administração vê-se na obrigação de indicar a saída a esse membro, e se não o fizer voluntariamente será banido do grupo nas próximas horas." e, ainda "Quem o fez poderia pelo menos ter tentado disfarçar a sua verdadeira personalidade."
Bom, não posso deixar de sentir que a pesporrente administradora está a cogitar, questionar concluir e decidir que quem fez os comentários fui eu e não a Maria Sequeira.
Está enganada!
Não fui eu!
Porquê? Porque nem através de outro perfil quero participar num grupo liderado por tal gente!
Porquê? Porque a Maria Sequeira, se calhar ao contrário da pesporrente administradora, não precisa que respondam por si.
Porquê? Porque eu, João Nuno Sequeira tenho locais próprios para dizer o que penso.
Já agora, sra. pesporrente administradora, que vim a saber se lamentou de a ter ofendido, provavelmente por lhe ter aplicado o epíteto de "desqualificada", (admito que deveria ter utilizado o termo "inqualificável"), justifico agora a minha atitude.
É que não a podendo qualificar de brilhante, inteligente, sagaz, esperta, intuitiva, teria que lançar mão de adjectivos prejorativos que, por serem tão abrangentes e transversais, poderiam colocá-la numa classificação onde se encontram pessoas que não merecem o castigo de serem comparadas consigo. Daí, o desqualificada, ou seja, fora de qualquer classificação.
Esta atitude que teve com Maria Sequeira apenas o veio provar e comprovar.
Para a Maria Sequeira os meus parabéns: há decisões que só engrandecem os visados! Ser expulso de um grupo administrado por uma pesporrente  administradora, ainda por cima desqualificada, deve ser entendido como um elogio enorme!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

ESTÁ MAL: FALTA DE ÁGUA NAS PIÇARRAS NOS DIAS DE NATAL E DE ANO NOVO


A população das Piçarras viu-se privada de abastecimento de água nos dias 25 de Dezembro, 1 de Janeiro de 2018 e dia 3 de Janeiro de 2018.
Se se tratasse de uma quebra de abastecimento em Castro Verde, já sabíamos que era mais do mesmo, e que a culpa era dos malvados dos comunistas.
Mas, não! Foi nas Piçarras!
E o povo não teve o direito a saber o que se passava, se era uma ruptura, avaria nas bombas ou redução do aquífero. Se demorava muito, se não. Nada! Zero!
Lá se foi o diálogo para o galheiro! 
Depois criaram a ideia de que a responsabilidade era da empresa Águas do Alentejo, quando se trata efectivamnte de um sistema de distribuição da exclusiva responsabilidade do Município de Castro Verde.
No tempo da "outra senhora", dos malvados comunistas, de certeza que ningém se calaria com estas situações, mais a mais, coincidentes com a quadra natalícia, e concretamente com a noite de Natal e dia de Ano Novo.
Coitado do vereador responsável, o que ele não passaria.
Quem é o responsável actualmente? Ninguém sabe, ou melhor, ninguém divulga.
Enfim. Mudam-se os tempos ...


Está Mal: PARTIDO SOCIALISTA RECUSA ADMITIR INCOERÊNCIA


O ano de 2017, não poderia chegar ao fim sem o Partido Socialista de Castro Verde, apesar de ver aprovadas todas as suas propostas na Assembleia Municipal de 21 de Dezembro, vir recusar admitir a sua incoerência, alijando-a para cima da CDU, e dos seus eleitos naquele órgão autárquico.
O Partido Socialista de Castro Verde, enquanto oposição, defendeu ao longo dos anos a redução e fixação da taxa variável de IRS em 2%, de forma imediata, independentemente das consequências para as finanças da autarquia, apresentando sucessiva e anualmente propostas nesse sentido na Assembleia Municipal, as quais foram sempre reprovadas pela CDU, que sempre invocou a mesma posição de princípio.
A mesma posição de princípio que voltou a reiterar a 23 de Novembro de 2017, deixando em aberto a possibilidade de o Partido Socialista de Castro Verde PELO MENOS aproximar a sua proposta daquilo que prometeu aos eleitores que em si votaram: redução para 2% da taxa variável de IRS.
O Partido Socialista de Castro Verde assim não entendeu, e não querendo ceder, apesar de a CDU ter declarado que tomaria uma posição responsável tendo em atenção os interesses do concelho e dos munícipes.
A incoerência está na posição do Partido socialista de Castro Verde, que não manteve o seu compromisso com os eleitores de, PELO MENOS, propor redução da taxa variável de IRS para 2%.
A CDU manteve a sua posição de princípio, mas sempre assumiu que votaria com responsabilidade, na votação da segunda proposta.
O Partido Socialista de Castro Verde não consegue, nem pode, dar lições de coerência quando é mestre a dá-las de incoerência.


Está Bem: FESTAS DE FIM DE ANO


Curioso: não se celebra o início de um novo ano, mas sim o fim do anterior.
De facto, normalmente as pessoas não se referem às comemorações como "festa do novo ano", mas sim como "festa de fim do ano" ... mera curiosidade.
Bom, esta passagem de ano ficou marcada por duas festas, e ficou marcada positivamente.
Uma organizada pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Castro Verde, é de salientar pela prova de que o movimento associativo está vivo e é dinâmico, funcionando na base do voluntariado, para a prossecução de fins colectivos.
Parabéns, pois, à AH de Bombeiros Voluntários de Castro Verde, aos bombeiros e a todos os que contribuíram para este evento.


A outra, foi organizada pela Junta de Freguesia de Entradas, e marca pela positiva por se tratar de uma iniciativa que, acima de tudo, visou proporcionar aos fregueses a possibilidade de comemorarem o momento de uma forma colectiva, facultando a muitos a possibilidade de o fazer fora de casa, sem terem que se deslocar para outras paragens, com todas as limitações e incómodos que tal acarreta.
É também prova de que as juntas de freguesia são autarquias de proximidade, com uma função lúdica que em muito contribui o bem estar colectivo das populações, e nesse sentido, é também social, e que poderá servir de exemplo para as suas congéneres.
Parabéns à Junta de Freguesia, ao seu Executivo, e a todos aqueles que colaboraram na realização deste evento.