quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Autárquicas 2013: FIM





Agora que já se passaram alguns dias após a realização das autárquicas, já com os ânimos mais serenos, acho que já posso dizer o que me apraz acerca do assunto.

Local (Castro Verde)

Como já sabem (e se não sabem ficam a saber) o Partido Socialista, personalizado na candidatura António José Brito 2013, perdeu as eleições.
Kaput.
Não conseguiu atingir nenhum dos seus objectivos.
Ponto final.
A coligação CDU/PCP-PEV conseguiu manter as maiorias que detinha em todos os órgão autárquicos, incluindo as quatro freguesias do concelho, ganhando claramente as eleições.
A coligação PSD/CDS conseguiu uma pequena subida de votos e recuperar o mandato na Assembleia Municipal, recuperação essa à custa do Partido Socialista, que vê o seu grupo de eleitos reduzido a 5 elementos, contra 9 da CDU/PCP-PEV, aos quais se juntam os presidentes das quatro juntas de freguesia.
Outros aspectos a salientar, o aumento da abstenção, dos votos brancos e dos votos nulos, o que demonstram um claro afastamento da vida política dos cidadãos, por um lado, e um afastamento de um cada vez maior número de cidadãos do sistema partidário.
Estranho no meio disto tudo, foi andarmos 7 meses a ouvir o Partido Socialista que Castro Verde estava nas lonas, que a CDU já não estava com pujança para liderar o concelho, e que o projecto de António José Brito é que ia por Castro Verde em condições de enfrentar o futuro, e afinal, o povo de Castro Verde deu a sua aprovação à actividade municipal desenvolvida nos últimos quatro anos e confiou-lhe o mandato para mais quatro, acreditando no projecto proposto e na capacidade dos candidatos para o implementar.
Portanto, está tudo calmo, o candidato do PS voltou a por a mãozinha, a sua mãozinha direita, no bolso, e daqui por quatro anos há mais.

Regional (Distrito de Beja)

A nível regional, não há dúvida que a CDU/PCP-PEV foi a grande vencedora.
Recuperou a capital de distrito, Beja, ao Partido Socialista, sendo caso para se dizer que o 25 de Abril voltou a Beja passados 4 anos de Pulido Valente ao leme ter encalhado o concelho não se sabe muito bem onde nem em que condições.
De destacar em Beja o fraco resultado do movimento independente "Beja com Todos", do meu amigo Lopes Guerreiro, que mesmo assim conseguiu conquistar a freguesia de S. Matias e entrar na Assembleia Municipal.
Recuperou Cuba, após mais de uma década de poder do Partido Socialista.
Manteve todas a restantes Câmaras que detinha no distrito.
O Partido Socialista perdeu os dois municípios acima referidos e recuperou o concelho de Almodôvar, conquistado a um PSD profundamente dividido.
A nível distrital a CDU registou uma subida no número de municípios, de mandatos, de votos e percentagem.
Daqui a quatro anos veremos como será.

Nacional

A nível nacional houve claramente um grande derrotado, o PSD.
O PS obteve um grande resultado em termos de câmaras ganhas, mas registou uma enorme perda de eleitorado.
O CDS encapotou-se atrás da conquista de 5 municípios, o que já deu para pregar uma valente canelada no parceiro de coligação.
O Bloco de Esquerda desapareceu do mapa autárquico.
Mais uma vez o aumento da abstenção, dos votos brancos e dos votos nulos deveria levar os responsáveis a repensar a sua actividade, principalmente aqueles que ocupam lugares de poder, a qualquer nível. São as suas atitudes que geram este movimentos que trazem , na sua essência, um protesto que não deve ser considerado como dispiciendo.

Em conclusão

Mais importante que qualquer programa eleitoral feito a pensar mais no agrado do eleitor individual está a apresentação de propostas que visam o interesse colectivo das comunidades.

Mais importante que apresentar propostas cor de rosa, muitas delas não exequíveis, pelas mais diversa razões, será talvez a demonstração de que a equipa que as propõe demonstra o conhecimento da realidade dos municípios e, acima de tudo, que tem capacidade para implementar as propostas com que se apresentam.

Mais importante que as outras duas, é a consciência que os candidatos devem ter de que o povo odeia hipocrisias, das simpatias de campanhas quinzenais, e esse ódio se materializa nas urnas, através dos votos expressos e da abstenção. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Blá, Blá, Blá ...

 
 
Hoje detive-me um pouco mais de tempo a esmiuçar o material de propaganda da candidatura de António José Brito (não digam que é do PS, que isso lembra Sócrates, e crise, e troika, etc.) e cheguei à conclusão que tudo se pode resumir desta forma: Blá, Blá, Blá.
De boas intenções está o inferno cheio, e não passam disso mesmo.
Mas aqui nem se tratam de boas intenções.
O Programa que António José Brito apresenta é uma manta de retalhos de propostas desconexas e totalmente desenquadradas das reais necessidades dos castrenses.
ainda por cima eivado de incoerências com as linhas programáticas iniciais da candidatura, por exemplo, a defesa de que as associações têm que se auto sustentar finaceiramente e não viver à custa dos financiamentos municipais.
Pois bem, António José Brito, para além de se comprometer em manter todos os apoios, ainda quer comprometer as associações locais no cumprimento de promessas que apresenta para o Município.
isto para já não falar nas divagações, que de tão vagas, se chega ao ponto de, no mesmo documento de campanha se prometer uma incentivo à natalidade de 1.000,00€ e mais à frente já é de 1.500,00€.
Decidam-se lá que é para o pessoal saber com o que pode contar, antes de se começar para aí a reproduzir à força toda.
Já agora, como tanta fartura de obra e actividades e apoios, gostaríamos de saber, e falo como eleitor e municípe de Castro Verde, qual a origem do dinheiro para isto tudo?
Do chão, já nos chega a derrama da mina, que é limitada, e vamos lá ver até quando é que a troika (aquela que o PS chamou) vai permitir que fique por cá, e que tem um custo: transferências do Orçamento de Estado para realização de obra= 0 (ZERO) euros.
Pode ser que caia do céu, ou que o candidato tenha uma árvore das patacas no seu quintal para financiar tanta coisa.
Promessas, é fácil fazer: basta abrir a bocarra e deitar cá para fora aquilo que lhes vem à cabeça.
Mais difícil é explicar como vão fazer.
E mais difícil ainda, senão impossível, será cumpri-las na actual situação do país.
A isto chama-se enganar as pessoas.
Mas isso é tarefa que o Partido Socialista tem mestria em fazer, e o candidato António José Brito aprendeu depressa com o Mestre.
Aliás já trazia metade do curso feito!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Inaugurar a campanha eleitoral, inaugurando ...



O Partido Socialista não deixa de nos surpreender, inclusive nos concelhos vizinhos.
Pedro do Carmo fez afirmações lunáticas acerca de Castro Verde. Nélson Brito, conhecido como "Beija-Beija", "Mesuras" ou Vénias", perdeu toda a vergonha.
O ano lectivo começou na passada 6.ª feira, com a apresentação dos alunos e professores.
Hoje, 3.ª feira, primeiro dia de campanha, o senhor, despuduradamente, decidiu proceder à inauguração do novo Cntro Escolar.
Desta forma, não me admirava mesmo nada que voltasse a inaugurar o supermercado Alentejanos ou aqule projecto de jardim que existe na rua principal da sede de concelho.
Do mal o menos: este faz a coisa consciente de que está a utilizar a inauguração de obra municipal para fins eleitorais.
Será que fez a solene proclamação: "E assim dou por inaugurada a a Campanha Eleitoral Autárquica 2013 do Partido Socialista."'
E sem disfarçar!

Importa-se de Repetir



Parece que O Presidente da Câmara Municipal de Ourique, e da Distrital do Partido Socialista fez para aí umas afirmações acerca do "imobilismo" do concelho de Castro Verde?
De Ourique? Onde as pessoas se referem a Castro Verde como a "América"?
O senhor Pedro do Carmo só pode estar a gozar, e nós só podemos rir?
Já agora, pode repetir para termos a certeza dos que nos estamos a rir, e já agora, a confirmar-se, para rirmos mais um pouco.
É só abrir a boca e deixar sair; o que sai não interessa.

Em campanha a todo o vapor

 
 
Hoje, a candidatura de António José Brito 2013 (não do PS, que não gostam de misturas nem com o passado e herança Sócrates), andaram a visitar IPSS do concelho, entre elas, o Lar Jacinto Faleiro e a Associação de Bombeiros Voluntários de Castro Verde.
Eu tenho uma opinião formada acerca destas visitas, e aplica-se a qualquer candidatura que as faça: há coisas que merecem todo o nosso respeito e que, por isso mesmo, não devem ser aproveitadas para fins políticos e muito menos como montra de candidatos.
Se se tratasse de uma reunião com as Direcções das IPSS, concordaria em absoluto.
Mas não. Sob a capa de se pretender inteirar do quotidiano e das dificuldades das instituições, houve aqui uma manifesta intenção de divulgar um candidato cujo reconhecimento por parte da população, reconheça-se, não é dos melhores.
Assim, lá se foi mostrar aos utentes do lar, porque não lhes pode bater à porta de casa, e lá foi tomar conhecimento da operacionalidade dos nossos soldados da paz.
Há aqui uma questão comportamental que oblitera tudo o resto: é que os utentes do Lar Jacinto Faleiro estão ali, não por ser o local, mais agradável para viver, mas porque a sua vida a isso os obrigou.
Os nossos Bombeiros, estão ali presentes, uns profissionais, outros voluntários, para garantir a nossa segurança enquanto comunidade.
Mas tanto uns como outros estão ali todos os dias, com os seus problemas, todos os dias, com as suas satisfações e desprazeres todos os dias.
Há quem apenas pense neles nos dias de campanha eleitoral.
O candidato António José Brito, enquanto director de um jornal, ou de uma estação de rádio, alguma vez se preocupou, a sério, acerca das preocupações dos bombeiros ou dos utentes do Lar. Ou com os problemas das instituições Lar Jacinto Faleiro e Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde?
Então porque se serve agora das pessoas e instituições para fazer campanha?
Haja seriedade, acima de tudo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Máquina de propaganda desloca-se para Aljustrel

Tendo estado a trabalhar sob forte pressão para concluir o mais rapidamente possível a empreitada de pavimentação de algumas artérias em Castro Verde, a empresa Tecnovia está de armas e bagagens para outras paragens.
 Sim. É verdade! A máquina de propaganda já se deslocou para outro concelho onde irá cumprir a sua missão de propaganda, também nessas paragens.
Como bem se recordam a candidatura de António José de Brito 2013 (que não se quer assumir como candidatura do PS) acusou a Câmara de Castro Verde de fazer propaganda com as referidas obras de repavimentação.
Também a candidatura do PSD fez a mesma acusação. Não sei se antes de fazer campanha em Castro Verde, as máquinas da Tecnovia tinham vindo do único concelho alentejano liderado pelo PSD, ou pela oposição ao PSD, ou onde o PSD vai ser oposição no futuro, o concelho de Almodôvar.
Mas, tenho a certeza que já fazem campanha em força.
Onde poderá tal acontecer?1? Perguntarão vocês, certamente expectantes.
Respondo eu: em Aljustrel, meus senhores, em Aljustrel, concelho ainda liderado pelo Partido Socialista e pelo seu Presidente de Câmara, DR. Nelson Brito, declarado apoiante de António José Brito em Castro Verde.
É isso mesmo. Aquilo que António José de Brito afirma que mais não passa de campanha eleitoral e propaganda em Castro Verde, certamente que em Aljustrel se trata de trabalhar até ao final do mandato em cumprimento das promessas de 2009.
Como é que será que os órgãos oficiais da campanha de António José de Brito (Correio Alentejo, Rádio Castrense e Rádio Pax) irão noticiar esta situação?
 Eu alvitro: “A Câmara PS de Aljustrel, superiormente liderada pelo seu Presidente Dr. Nelson Brito, é exemplo de abnegação e cumprimento das suas promessas eleitorais, esforçando-se arduamente para cumprir o programa que o elegeu em 2009 até final do seu actual mandato.”
Esperemos que único, acrescentaria eu!.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

INDEPENDÊNCIA


Pela presente declaro que nada do que aqui escreva ou publique pode ser entendido como linha de pensamento de qualquer candidatura ou candidato, designadamente da Coligação CDU/PCP-PEV.
Declaro-me desta forma, sem prejuízo do sentido do meu voto, completamente à parte de qualquer campanha partidária.

domingo, 30 de junho de 2013

Onde pára o PS em Castro Verde?




Já tinha dito que as eleições para as autárquicas em Castro Verde estavam mornas.
Mas tão mornas assim até aborrecem.
Afinal, o PS, perdão, António José Brito, anunciou quem são os SEUS compagnons de route.
E digo que são meros compagnons de route de António José Brito, porque o PS não apresentou ninguém, a crer na página da campanha que se chama "António José Brito 2013", tão só, e só nos apercebemos que se trata de uma candidatura apoiada pelo PS devido ao timido símbolo que aparece no local.
Pois é, a ligação ao Partido Socialista e à herança de Sócrates continua a ser uma dor de cabeça para algumas pessoas...
Aliás, o passado é de tal forma pesado que nem sequer se faz referência à qualidade de Verador, sem pelouro, é certo, do Mandatário Político da campanha de Antonio José Brito.
Não admira ssim que, tendo sido divulgada a lista de candidatos na passada quarta-feira, dia 26 de junho, só no Sábado, quando decorriam as Festas da Vila (mais uma vez excelentes) é que eu descobri que tal evento tinha ocorrido.
Lamentável, para uma candidatura que tem a sua sede na redação de um jornal, e toma café nos estúdio de uma rádio local com acesso directo às rádios regionais.
Com este manancial de órgãos de comunicação social, é de espantar a falta de feed back da divulgação da iniciativa, ou a pouca adesão da população à mesma.
Claro que eu nunca iria saber da mesma por aqueles meios. Não leio, por regra, notícias de órgãos de comunicação políticos (sim, também não leio o Avante!), razão pela qual, por uma questão de coerência, não poderia ler o Correio Alentejo, ou sequer ouvir os noticiários da Castrense ou da Rádio Pax.
Aliás, dá que pensaer o que seria a câmara nas mãos de quem, com dever deontológico de ser isento, o não é.
Bom, mas os candidatos que acompanham António José Brito estão aí, e a todos desejo saúde.
Claro que não posso desejar felicidades para a sua actividade política autárquica, apesar das relações mais próximas que existem em relação a alguns deles.
Termino com um aforismo, que tanto se aplica a quem se candidata como a quem irá exercer o direito de eleger:

"Lê o passado e ficarás preparado para o futuro"

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Manuel António Emília Domingos - Entradas, 1956-2013



Morreu o Manuel António.
Conheci-o ainda antes de saber onde ficava Castro Verde e Entradas.
Foi numa Festa do Avante, ainda no Alto da Ajuda.
Sempre o conheci como pessoa de fortes convicções pessoais, que se sobrepunham às opções políticas.
E sempre as defendeu de forma frontal, aquela forma própria dos Homens de coragem.
Desentendemo-nos. De uma forma impensada e com motivos tão fúteis como só a política pode prover.
Admito-o, sem qualquer reserva, que maior quota parte desse desentendimento foi meu.
Tal desentendimento, para mim, nunca significou menor consideração pessoal pelo Manuel António e, estou certo, também ele deixou de considerar a minha pessoa, e muito recentemente, tínhamos encetado uma aproximação.
Trata-se de alguém que defendia aquilo que considerava certo e, sempre, o que entendia melhor para o concelho de Castro Verde, da "sua" freguesia de Entradas e do "seu" Lar Frei Manoel das Entradas, de quem foi pedra basilar no seu nascimento e crescimento.
Ficam na memória os momentos bons, inclusive aqueles que o calor da luta política nos colocou em posições opostas, ou aqueles comentários que produzia na blogosfera, em que expunha, até à exaustão as suas razões.
Fica a obra de quem deu o seu melhor em prol da comunidade.
Fica a saudade e a memória de um Homem Bom.
Fica a sua obra material, que se perpetua no tempo.
À sua família deixo um Abraço solidário, colocando-me à disposição para tudo o necessário.

João Nuno Sequeira, 20/06/2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cavaco: "O Cavador#


Cavaco brindou-nos com a divulgação de mais um dos seus predicados: sabe trabalhar com a enxada e fazer buracos.

Até seria motivo para nos regozijarmos com a vitalidade momentanea de tão estática figura, não fosse o facto de conhecermos na pele as consequências do seu árduo e profíquo labor em prol do imenso buraco, ou melhor, imensa cratera para onde os governos do centrão nos levaram.

Pena que não cai lá para dentro.

Pergunto-me se esta árvore irá medrar ...

Morno ...







Este processo eleitoral autárquico está morno, chocho.

Basicamente apenas se sabe que se vão apresentar a escrutínio três candidaturas, CDU/PCP-PEV, PS e PPD/PSD.

Que os cabeças de lista, são, respectivamente, Francisco Duarte, António José Brito e Mário Lopes Mota.

Que as listas à juntas de freguesia de Castro Verde serão encabeçada por José de Brito (CDU/PCP-PEV) e António José Paulino (PS).

Que os cabeças de lista para a Assembleia Municipal são Maria Fernanda Espírito Santo (CDU/PCP-PEV) e Filipe Mestre (PS)

Que a CDU/PCP-PEV apresenta como cabeças de lista às juntas de freguesia de (Casével) Fernanda Felicio, (Entradas) António Jerónimo, (Santa Bárbara de Padrões) Ana Luisa Fatana e (São Marcos da Ataboeira) Alexandra Batista.

Os mandatários das candidaturas que se conhecem são Maria de Fátima Silva (CDU/PCP-PEV) e José Francisco Colaço Guerreiro (PS).

Como se pode constatar, ainda se sabe muito pouco acerca das candidaturas em confronto.

À parte disto sabe-se também que o acto eleitoral irá decorrer em 29 de Setembro, nos locais do costume.

Da minha parte, apenas apelo à participação massiva dos munícipes, salientando sempre a importância da seu voto na determinação do futuro do nosso concelho.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Autárquicas Castro Verde: já fumega


"Seguro visita mina de Neves-Corvo

O secretário-geral do PS, António José Seguro, visita esta quarta-feira, 10, pelas 9h30, o complexo mineiro de Neves-Corvo, situado no concelho de Castro Verde.

A visita decorre no âmbito da iniciativa “As Pessoas Estão Primeiro”, que tem feito o líder socialista percorrer todo o país no sentido de “ouvir as precupações e os problemas das pessoas, da empresas e entidades”.

“Esta iniciativa tem dois objectivos específicos: fazer o levantamento dos graves problemas que afectam os cidadãos e as empresas e destacar a necessidade de um estudo antecipado dos temas considerados prioritários na acção de um futuro governo socialista”, sublinha ao “CA” fonte oficial da Federação do Baixo Alentejo do PS.

Este é o segundo dia de Seguro no Baixo Alentejo, depois de esta terça-feira, 9, ter estado em Beja a apreentar aos militantes a moção com que vai a votos para o cargo de secretário-geral do PS. As eleições internas dos socialistas realizam-se sábado, 13."


 
Eu bem disse que que as autárquicas estavam a aquecer em Castro Verde. Já cá temos o Secretário-geral. Agora vamos ver quem vai integrar a sua comitiva. Aposto que um certo candidato andará por lá.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O senhor que segue


Parece que Luís Montenegro, actual líder parlamentar do PPD/PSD irá substituir Miguel Relvas.
Mais um maçon, da Loja Mozart, a mesma do ex-espião Silva Carvalho, no Governo.
Sai maçon, entra maçon.
Há coincidências do caraças, não há?

Autárquicas em Castro Verde: a aquecer


Parece que já há mais um candidato a presidente de câmara para Castro Verde.
segundo ouvi dizer, o PPD/PSD irá candidatar Mário Mota, professor do 1.º Ciclo.
Aguarda-se confirmação, tal como se aguarda saber se este candidato tem o apoio do CDS/PP.
Junta-se, assim, ao já confirmado António José de Brito, candidato pelo Partido Socialista.
Entretanto, na CDU/PCP-PEV, Francisco Duarte, actual Presidente da Câmara, já declarou a sua disponibilidade para avançar, o que, no meu entender fará todo o sentido.
Falta ainda saber qual a estratégia do Bloco de Esquerda.
A coisa vai, paulatinamente aquecendo, o que dá tempo a que alguns se vão já dando a conhecer às populações locais.

Objectivo: ZERO



Passos Coelho deu a conhecer quais as áreas em pretende reduzir despesa, aliás, aquelas que já havia indicado no seu célebre plano de reformulação do Estado: saúde, segurança social, educação e empresas públicas.
Não é inocente esta escolha sectorial.
Trata-se de desmontar o Estado social, peça a peça, e extinguir, definitivamente, o sector empresarial público, o pouco que resta.
É mais um passo na implementação do sistema ultraliberal e capitalista, coordenado globalmente, pelos senhores do Goldman Sachs, tão bem representados em Portugal por Moedas e Gaspar.
A meta é entregar nas mão de privados, sempre grandes organizações, intimamente ligadas à banca e aos seguros, todas as actividades que podem ser desempenhadas pela sociedade civil e sem intervenção do Estado, ou seja, trata-se de criar áreas de negócio, geradoras de lucro para os privados em sectores actualmente geridos pelo Estado, pelo que os utentes terão que pagar os serviços, tendo incorporadas nas taxas os valores que vão constituir o lucro das corporações.
O Estado português endividou-se para construir um Estado Social, e vai agora endividar-se para o destruir.
A falácia está em querer incutir nas pessoas na necessidade de implementar estas políticas e de que, apesar de tudo, os cidadãos vão ganhar com elas.
Chama-se a isto vender banha da cobra, actividade muito pouco meritória cujo desempenho o Primeiro Ministro está cada vez mais habituado a desenvolver.
Mas, a verdade é  que só se vende banha da cobra se houver quem esteja disposto a comprá-la, e isso só o futuro vai mostrar se há ou não. 

Afinal em que ficamos?



Que Passos Coelho sofre de problemas com a verdade já o sabemos.
Tivemos dois anos para aprender ... de letra.
No Domingo veio declarar que não iria haver novo aumento de impostos, e que iria antecipar a destruição do estado social para recuperar os "danos" que o acórdão do Tribunal Constitucional provocou no Orçamento de Estado que este governo, teimosamente, quis impor.
Acórdão que, por sinal, declarou inconstitucional medidas que sejam mais gravosas opar grupos específicos de pessoas que para os restantes.
Hoje já se fala em agravar os impostos, mas apenas para funcionários públicos, reformados, pensionistas e aposentados.
Bom. Parece que estamos perante mais uma (outra) mentira de Passos Coelho, porque parece que vão haver novos aumentos de impostos.
E parece-me que, à luz da Constituição, e do recente acórdão, é inconstitucional aplicar medidas fiscais e para-fiscais que sejam dirigidas a grupos ou corpos de cidadãos concretos.
Será que estamos perante um braço de ferro entre governo, leia-se, Vítor Gaspar, e o Tribunal Constitucional, e quem se lixa é o mexilhão?
E a múmia de Belém? Será que vai continuar calada?
Nós já aprendemos muito. Os nossos governantes é que ainda não aprenderam que o povo português é pacífico, mas só até ao dia em que deixa de o ser...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Thatcher


Morreu a Margareth Thatcher.
Vai agora levantar-se um coro de elogios à baronesa que ficou famosa pelo cognome de Dama de Ferro.
A mesma Dama de Ferro que deixou Bobby Sands morrer nas cadeias inglesas por se recusar a vestir-se de presidiário, por se considerar um preso político.
Bobby Sands estava preso pela sua actividade no IRA e não por ter roubado, defraudado ou por ter levado um banco à falência.
Limitou-se a lutar, de forma violenta, é certo, mas na defesa das suas convicções, e contra as convicções colonialistas britânicas, as mesmas que justificaram a guerra das Malvinas, outra das marcas de Tatcher.
Mas o que mais marcou a governação de Tatcher foi o seu ultra-liberalismo, a destruição de toda a intervenção do estado na economia britânica, a ideia do capitalismo individual, que levaram a Inglaterra a uma situação de precariedade social gravíssima.
Quase tão grave como a que actualmente se vive em Portugal, o que até é normal, se atendermos que os nossos políticos do governo seguem exactamente as mesmas linhas, pelo que seria de esperar os mesmos resultados.
Morreu Margareth Thatcher, uma das últimas remanescências da guerra fria, que agora irá ser alcandorada aos altares dos heróis.
Não sei porque razão. Por fazer o bem não é.

domingo, 7 de abril de 2013

Logo agora que estava tudo a correr tão bem ...


Existe aquela estória do burro do cigano que, quando aquele (o burro) morreu, o dono se lamentava que "logo agora que ele se tinha habituado a não comer, é que que morreu".
E existe o discurso de hoje de Pedro Passos Coelho que nos veio dizer que estava tudo a correr tão bem, aqui, neste país, para agora vir o Tribunal Constitucional declarar a inconstitucionalidade das normas do Orçamento de Estado e estragar esta maravilha de governação.
Até parece piada, mas não é, devido à gravidade e seriedade do assunto.
É que, este Governo, para além de todos os diversos motivos, ficará para a história como aquele em que os seus responsáveis não conseguiram acertar numa única previsão ou atingir um único dos objectivos, a não ser o terem conseguido destruir o tecido económico nacional.
É que nem na previsão de que o Tribunal Constitucional iria deixar passar o Orçamento acertaram, nem mesmo depois de meio mundo ter avisado que era o mais certo.
E depois morreu.

Força de bloqueio



O Tribunal veio hoje demonstrar que existem mesmo forças de bloqueio.
O Presidente da República é uma delas. O actual.
Depois da sociedade portuguesa, com alguns dos mais eminentes constitucionalistas, com a ajuda de grandes economistas e políticos e politicólogos ter afirmado publicamente que o Orçamento do Estado para 2013 estava eivado de manifestas inconstitucionalidades, ele insistiu em promulgar uma lei que, claramente, deveria ter vetado.
Chama-se a isto bloquear a evidência e a realidade dos factos.
Com esta atitude, permitiu que um Governo em profunda decomposição, na sua legitimidade, na sua acção e nos seus objectivos, se mantivesse em funções, implementando uma política completamente desajustada da realidade, por mais uns meses.
Certamente seria para não cheirar mal apenas em Belém. Quis repartir esses créditos com São Bento.

terça-feira, 2 de abril de 2013

"Todos os ministros são remodeláveis"



O Ministro da Defesa, Aguiar Branco, diz que todos os ministros são remodeláveis.
Eu também acho.
E até proponho que sejam remodelados em grupo : TODOS os ministros, com o chefe à cabeça.

domingo, 31 de março de 2013

Gente Ruím ...




Certamente já toda a gente ouviu falar de Wolgang Schauble.
Trata-se do Ministro das Finanças da República da Alemanha, Doutorado em Direito, famoso principalmente pelas regras financeiras que, de forma quase ditatorial, impõe aos países da Zona Euro que se encontram em crise, e que se desloca em cadeira de rodas.
Ficou também famoso por ser aquele junto de qual o Ministro Gaspar inclinou a espinha numa célebre cimeira europeia.
Mas há mais alguns pormenores curiosos acerca do personagem.
Foi ministro de Helmut Kholl, designadamente seu Ministro do Interior, ou seja, o chefe das polícias.
Em 1990, quando no desempenho deste cargo, sofreu um atentado, a tiro, tendo ficado com uma bala alojada na coluna, de que resulta a sua paraplegia.
Posteriormente foi eleito Presidente Federal da CDU alemã.
Em 2000, sendo Angela Merckel sua Secretária-geral (do partido CDU), Schauble teve que abandonar a presidência do partido na sequência de um escândalo relacionado com o financiamento ilegal daquela força política.
Tal escândalo deveu-se ao facto de se terem descoberto a realização de umas reuniões com um senhor chamado Karleinz Scheiber, e uma entrada de 100.000,00€ nos cofres do partido.
Parece que na Alemanha o financiamento partidário obedece a regras muitos apertadas, e acontece que o dito Karleinz Schreiber era tão somente alguém com ligações muitos estreitas ao tráfico de armas.
São dois aspectos que não abonam a seu favor.
Para mim, no entanto, o mais grave é que o nosso "amigo" Wolgang Schauble, paladino das lições de moral, ficou também famoso pela defesa utilização de medidas pouco ortodoxas no combate à criminalidade, designadamente a utilização das Forças Armadas em acções no interior na Alemanha, no combate ao crime, o que é inconstitucional por aquelas bandas, bem como da utilização de informações "sacadas" com recurso a tortura pelos serviços secretos de outros países e o rastreio dos computadores pessoais de qualquer um que pudesse ser apelidado de suspeito.
Portanto, nada de grave.
Grave é, no entanto, ser esta uma pequena parte da história do Sr. Schauble, o mesmo Schauble que se permite dar lições de moral aos países da Europa, e emitir pareceres acerca de qual deve ser a conduta de todo e qualquer Europeu.
Cá, pelas nossas bandas, costuma dizer-se que vaso ruim não quebra. Também de costuma dizer que, para bom entendedor, meia palavra basta.
E eu não digo mais.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Importa-se de repetir, s.f.f?!



PSD diz que Constitucional também está vinculado ao memorando da "troika"

"Não consideramos uma forma de pressão dizer que o Tribunal Constitucional deve, no exercício das suas funções, assumir a sua quota parte de responsabilidade", afirma deputada Teresa Leal Coelho.

O PSD considera que todos os órgãos de soberania, incluído o Tribunal Constitucional que está a analisar dúvidas sobre o Orçamento do Estado, estão vinculados ao memorando celebrado com a “troika”. A ideia foi defendida esta quinta-feira, na Assembleia da República, pela social-democrata Teresa Leal Coelho.
“O memorando vincula todos, constitui uma responsabilidade partilhada, vincula este Parlamento, vincula o Governo, vincula todos os órgãos de soberania. Vincula as regiões autónomas e as autarquias, vincula cada português. Repito: vincula todos. O imperativo de mudança estrutural de que depende o futuro de Portugal impõe-se a todos, sem excepção”, afirmou a deputado do PSD.
O comunista João Oliveira considera que esta intervenção da social-democrata Teresa Leal Coelho configura uma forma de pressão inaceitável sobre o Tribunal Constitucional.
“Nem os primeiros-ministros mais atrevidos se atreveram a chantagear o Tribunal Constitucional como fez ontem o primeiro-ministro Passos Coelho. Senhora deputada Teresa Leal Coelho, se o Tribunal Constitucional reconhecer inconstitucionalidades no Orçamento do Estado a responsabilidade é do Governo que propôs o Orçamento e é vossa, do PSD e do CDS, que o aprovaram”, afirmou João Oliveira.
A deputada social-democrata Teresa Leal Coelho insistiu que responsabilidades são responsabilidades.
“Não consideramos uma forma de pressão dizer que o Tribunal Constitucional deve, no exercício das suas funções, assumir a sua quota parte de responsabilidade. O senhor deputado entende que não, mas nós entendemos que o Tribunal Constitucional deve avaliar este Orçamento tal como nós o elaborámos e aprovámos nesta câmara, tendo em consideração o contexto económico, o contexto financeiro, o memorando de entendimento, o Direito europeu, o Direito nacional”, frisou.

Comentário: Será que a insanidade é o mal dos Coelhos do PSD? Esta tipa está doida!

O Governo não tem culpa!!!

Segundo o INE

Dívida pública engorda mil milhões de euros em 13 dias

por Luís Reis Ribeiro


A "insustentável" dívida pública engordou mais 1000 milhões de euros em apenas 13 dias, o que dá um acréscimo anual de 99 euros na fatura
Os números preliminares do fecho oficial de 2012, ontem publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram uma situação orçamental de crescente debilidade.
No que respeita à dívida, o Governo tem conseguido fazer engordar o respetivo rácio, agravando assim a responsabilidade que terá de ser assumida pelos contribuintes atuais e pelas "gerações futuras".


Comentário: numa altura em que se fala tanto em responsabilização pelos actos, certamente o nosso Governo não tem culpa nenhuma no assunto!

Carta aberta ao Ministro das Finanças alemão


O Senhor Ministro afirmou que há países da União Europeia que têm inveja da Alemanha. A primeira observação que quero fazer, Senhor Ministro, é que as relações entre Estados não se regem por sentimentos da natureza que referiu. As relações entre Estados pautam-se por interesses.
Queria dizer-lhe também, Senhor Ministro, que comparar a atitude de alguns Estados a miúdos que na escola têm inveja dos melhores alunos é, no mínimo, ofensivo para milhões de europeus que têm feito sacrifícios brutais nos últimos anos, com redução muito significativa do seu poder de compra, que sofrem com uma recessão económica que já conduziu ao encerramento de muitas empresas, a volumes de desemprego inaceitáveis e a uma perda de esperança no futuro.
E acrescentou o Senhor Ministro: “Os outros países sabem muito bem que assumimos as nossas responsabilidades…”. Fiquei a saber que a nova forma de qualificar o conceito de poder é chamar-lhe responsabilidade!
E disse mais o Senhor Ministro: “Cada um tem de pôr o seu orçamento em ordem, cada um tem de ser economicamente competitivo”. A este respeito gostaria de o informar que já tínhamos percebido, estamos a fazê-lo com muito sacrifício, sem tergiversar e segundo as regras que foram impostas.
Quando o ministro das Finanças do mais poderoso Estado da União Europeia faz afirmações deste jaez, passa a ser um dos responsáveis para que o projeto europeu esteja cada vez mais perto do fim.
Passo a explicar. O grande objetivo do projeto europeu foi garantir a paz na Europa e como escreveu um antigo e muito prestigiado deputado europeu, Francisco Lucas Pires, “… essa paz não foi conquistada pelas armas mas sim através de uma atitude de vontade e inteligência e não como um produto de uma simples necessidade ou automatismo…”. A paz e a prosperidade na Europa só foram possíveis porque no desenvolvimento do projeto político de integração europeia teve-se em conta a grande diversidade de interesses, as diferentes culturas e tradições e os diferentes olhares sobre o mundo. Procurou-se sempre conjugar todas essas variedades, tons e diferenças dos Estados-membros numa matriz de valores comuns.
Esta declaração de Vossa Excelência põe tudo isto em causa, ao apontar o sentimento da inveja como o determinante nas relações entre Estados-membros da União Europeia. Quero dizer-lhe, Senhor Ministro, que o sentimento da inveja anda normalmente associado a uma cultura de confrontação e não tem nada a ver com uma outra cultura, a de cooperação.
Com esta declaração, Vossa Excelência quer de forma subtil remeter para outros Estados a responsabilidade pela confrontação que se anuncia. Essa atitude é revoltante, inaceitável e deve ser denunciada.
A declaração de Vossa Excelência, para além de revelar uma grande ironia, própria dos que se sentem superiores aos outros, não é de todo compatível com a cultura de compromisso que tem sido a matriz essencial da construção do sonho europeu dos últimos 60 anos.
Vossa Excelência, ao expressar-se da forma como o fez, identificando a inveja de outros Estados-membros perante o “sucesso” da Alemanha, está de forma objetiva a contribuir para desvalorizar e até aniquilar todos os progressos feitos na Europa com vista à consolidação da paz e da prosperidade, em liberdade e em solidariedade. Com esta declaração, Vossa Excelência mostra que o espírito europeu para si já não existe.
Eu sei que a unificação alemã veio alterar de forma muito profunda as relações de poder na União Europeia. Mas o que não deveria acontecer é que esse poder acrescido viesse pôr em causa o método comunitário assente na permanente busca de compromissos entre variados e diferentes interesses e que foi adotado com sucesso durante décadas. O caminho que ultimamente vem sendo seguido é o oposto, é errado e terá consequências dramáticas para toda a Europa. Basta ler a história não muito longínqua para o perceber.
Não será boa ideia que as alterações políticas e institucionais necessárias à Europa venham a ser feitas baseadas, quase exclusivamente, nos interesses da Alemanha. Isso seria a negação do espírito europeu. Da mesma forma, também não será do interesse europeu o desenvolvimento de sentimentos anti-Alemanha.
Tenho a perceção de que a distância entre estas duas visões está a aumentar de forma que parece ser cada vez mais rápida e, por isso, são necessários urgentes esforços, visíveis aos olhos da opinião pública, de que a União Europeia só poderá sobreviver se as modificações inadiáveis, especialmente na zona euro, possam garantir que nos próximos anos haverá convergência entre as economias dos diferentes Estados-membros.
As declarações de Vossa Excelência vão no sentido de cavar ainda mais aquele fosso e, por isso, como referiu recentemente Jean-Claude Juncker a uma revista do seu país, os fantasmas da guerra que pensávamos estar definitivamente enterrados, pelos vistos só estão adormecidos. Com esta declaração, Vossa Excelência parece querer despertá-los.
José da Silva Peneda
Presidente do Conselho Económico e Social


Comentário: Não me revejo politicamente em Silva Peneda. Mas a esta atitude que tomou, tiro-lhe repeitosamente o chapéu. Mais a mais, vindo de um notável do PSD e antigo ministro da múmia de Belém.

A Vingança Alemã






Desde o século XIX, após a unificação dos principados germânicos, a Alemanha tomou consciência do seu poder enquanto país, devido à sua localização geográfica e ao seu potencial económico.
E ainda nesse século conseguiu apanhar algumas colónias em África, continente onde nunca tinha tido qualquer influência ou presença.
Exigiram, e logo a prima Vitória lhes satisfez o pedido.
No século XX, por duas vezes, duas, a Alemanha tentou subjugar a Europa, pela via militar, com a complacência dos grandes potentados económicos europeus de sempre, a Inglaterra e a França, não o tendo conseguido alcançar.
Das duas guerras que provocou, resultaram para Alemanha pesadas multas que nunca pagou, designadamente a alguns países que agora estão em dificuldades económicas.
Por outro lado, a união de países europeus numa organização comum, parece ter acalmado a vontade hegemónica da Alemanha durante algumas décadas.
Actualmente a Europa está, e novo, sob assalto germânico, que através do estrangulamento e condenação económica dos países do Sul, tenta a todos o esforço, por um lado, reduzir o peso dos possíveis aliados que a França e a Inglaterra possam agregar num eventual esforço de oposição ao assalto ao poder que o Governo alemão está a levar a efeito, e por outro, a criar as condições necessárias para captar os depósitos bancários fugidos dos países em crise pré-bancarrota.
Claro que, acima de qualquer interesse meramente nacionalista, estará sempre o interesse da banca e do capitalismo.
Pena é que aqueles países que ainda poderiam oferecer alguma oposição à Alemanha estejam cada vez mais submissos, e deixando que a Europa caminhe para uma situação explosiva, capaz de fazer ressuscitar sentimentos que estão adormecidos, designadamente, naqueles que sempre  consideraram que a Alemanha não foi suficientemente punida, enquanto país, após a Segunda Guerra Mundial. 
Entretanto, através da imposição de regras absurdamente humilhantes a alguns países europeus em dificuldades, a Alemanha está a tentar pela via económica e política aquilo que não conseguiu alcançar através da diplomacia e da guerra.
E nós a vermos.