quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

BOM ANO DE 2009


A TODA A BLOGOSFERA E, EM PARTICULAR, AOS QUE VISITAM E PARTICIPAM NESTE BLOGUE, BEM COMO AOS QUE COMIGO PARTICIPAM EM BLOGUES DE TERCEIROS, DESEJO UM BOM ANO DE 2009, EM QUE SE CUMPRAM TODOS OS DESEJOS, PESSOAIS E COLECTIVOS.

Foto inferior by Mateus Castilho

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Boas Festas

A todos quantos visitam e participam neste blog envio votos de Boas Festas.

Da mesma forma envio votos de Boas Festas a todos os Blogues em que participei.

Eleições do IPCB - Mais uma Cacetada no Valter Lemos


Recebi via mail a mensagem que a seguir transcrevo:


"Caro Colega,

No passado dia 18 de Dezembro realizaram-se eleições para o Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo Branco, órgão que vai eleger o próximo Presidente daquela Instituição.

Concorreram 3 listas (A, B e C), sendo que a lista A é encabeçada pela actual Presidente do Politécnico, a Professora Coordenadora Ana Maria B. O. D. Malva Vaz, que era Vice do Valter Lemos e que uma das primeiras medidas que ela tomou quando o Valter Lemos foi para o Governo, foi dar o nome dele á Residência de estudantes, que agora se chama Residência Valter Lemos.

Hoje foram afixados os resultados provisórios dessa eleição (em anexo).

A lista da actual Presidente (a Vice do Valter Lemos) teve somente 47 votos quase metade da lista mais votada a lista B, pelo que é muito provável que ela perca as eleições. É preciso ter em conta que a eleição é feita por um colégio e não directamente, a Vice do Valter Lemos tem 4 delegados eleitos, a lista B tem 6 delegados e a lista C tem 3 delegados.

Saudações Sindicais"

Comentário

Há certos amigos que às vezes é melhor não ter.


Coitados dos estudantes do IPCB que dormem na referida residência.


Com tal patrono, podia muito bem ser uma casa de terror, e as noites, essas, são de certeza de pesadelo.


Ao conselho que vai eleger o futuro presidente, apenas se pede bom senso, sendo que, quem votou, mostrou claramente quem não querem.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Começou a Campanha Eleitoral para as Eleições de Outubro de 2009


Não. Não é nervosinho. É mesmo estupefacção.


Hoje, 23 de Dezembro de 2008, a candidatura "Por Castro" deu o pontapé de saída da sua campanha eleitoral, com a distribuição de um folheto de apresentação das suas linhas de orientação.


No referido documento, entre outras coisas, pode ler-se que este grupo não concorre contra pessoas ou instituições e que a sua motivação não se baseia na disputa político partidária.

Por favor, esclareçam as pessoas: se não estão na disputa político partidária, porque concorrem sob a sigla de um partido?

Ah! Já me esquecia. Mais abaixo afirma-se que "... para nós, primeiro que tudo estão as pessoas."

Isto não faz lembrar um slogan do Partido Socialista há alguns anos?

Terminam com votos de Boas Festas.

Eu também desejo Boas Festas aos candidatos e a todos os castrenses.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O Futuro Podia Ser Ontem


Entrevista de Rui Rosa, Director da revista Cultos a José Francisco Colaço Guerreiro, e publicada em Novembro de 2008, sensivelmente um mês e meio antes da apresentação da candidatura pelo Partido Socialista.




O advogado José Francisco Colaço Guerreiro é por esta altura o homem politicamente mais cobiçado em Castro Verde


Por: Rui Rosa


Segundo a revista Cultos apurou, junto de várias fontes, o interesse, no advogado de Castro Verde foi-lhe manifestado por diferentes cores politicas, da esquerda à direita, bem como por uma lista de independentes que entretanto, segundo confirmámos, decidiu não avançar.
Contactado por nós, José Francisco Colaço Guerreiro confirmou que “fui alvo de algumas abordagens exploratórias, que, presumo, visaram perceber qual era a minha disponibilidade para poder envolver-me politicamente, ou então, resultaram de uma auscultação que teve como finalidade recolher algumas opiniões da minha parte relativamente ao nosso concelho, nomeadamente na área da Cultura onde eu estou envolvido há cerca de vinte anos através da Cortiçol”.

Indagado pela Cultos sobre como reage a esse interesse, a esses contactos, o rosto maior do Património (programa que lhe deu uma projecção no concelho e não só, só superável pelo ex. presidente da câmara de Castro Verde, Fernando Caeiros, o advogado não negou “que é um facto que me sensibiliza, mas não é isso que aumenta ou diminui a minha apetência relativamente a uma eventual entrada na vida politica do nosso concelho. É, reafirmo, algo que não equaciono de momento”.

Igual resposta foi-nos dada quanto reforçamos a questão anterior ao incluirmos a população do concelho cujo respeito e admiração por José Francisco são de uma expressividade contundente “é, repito, outro motivo do qual me orgulho, tratando-sede uma atitude afectuosa das pessoas que resulta em muito da minha ligação à rádio, ao povo, através do programa Património”.
Sem fechar liminarmente as portas a uma eventual candidatura autárquica, embora sublinhe que de momento não passa por aí o seu futuro, José Francisco Colaço Guerreiro revelou-nos que se isso se se confirmasse (algo que já apuramos não vai suceder) teria necessariamente que ser “uma candidatura que assentasse em princípios e em valores que eu sempre cultivei. Ser presidente de câmara é uma enorme responsabilidade. Quem almejar a tal cargo deverá ter isso em linha de conta.

Deve assentar as suas ideias em factos que potenciem as realidades locais, que privilegiem as pessoas, as instituições. E, neste particular, haverá sempre muito trabalho a fazer. É uma missão interminável que deverá ser assumida com responsabilidade.

Castro Verde como sabe é um concelho de proa. Mas é importante que todos reflictamos sobre a relação que os diferentes poderes, o político incluído, têm com aquilo que efectivamente nos identifica, nos distingue e honra. Só faz sentido estar na política e na vida se os pilares que nos
fundamentam estiverem alicerçados em valores e princípios nobres. É essa a minha opinião enquanto cidadão deste concelho que tanto gosto”.

Apesar da substância das suas palavras e ideias, (foram elas seguramente que fundamentaram tanto interesse na comunidade politica de Castro Verde) a Cultos apurou que aquele que poderia ser, era-o seguramente, um candidato“temível” não irá abraçar a carreira politica, pelos menos para já “não é algo que eu equacione de momento”.
Quanto ao futuro, o futuro o dirá...

Comentário

Estamos no campo da política, e, nesse campo, as coisas têm que ser vistas sob o prisma político.

Pode parecer mais uma verdade "la palissiana", mas não é.

Pode-se olhar para uma entrevista política, e dar-lhe uma interpretação meramente social ou de simpatia, de amigo, de admirador, mas ela, a entrevista não deixa de ter essa natureza, da qual não se pode afastar.
E esta é uma entrevista declaradamente política, estratégica, e com um objectivo bem determinado: afastar as atenções daquilo que, desde o Verão, estava a ser preparado, porque, no momento em que a concedeu, José Francisco Colaço Guerreiro estava mais que empenhado e determinado a avançar.

Volto a repetir que nada me move contra o candidato anunciado para concorrer pelo Partido Socialista em Castro Verde. Provavelmente nem mesmo a política, quanto ao bem que queremos a esta terra.

No entanto, de quem atingiu um certo nível dentro de uma comunidade pequena, rural, como a castrense, espera-se uma actuação consentânea com esse estatuto, e coerente com os altos valores que afirma defender, e, infelizmente, parece-me que José Francisco Colaço Guerreiro não esteve bem ao conceder esta entrevista, com este teor, à revista Cultos.

Até porque, mesmo em termos de estratégia política, nem há motivação para o seu teor, quer em termos partidários, quer em termos de calendário eleitoral.

Todos nós sabemos, e eu até já o escrevi, o Dr. José Francisco (prefiro tratá-lo assim, porque é assim que o conhecemos) nunca se candidatou, não por não ter apoio ou, sequer, por não ter a motivação que o impulsionasse nesse sentido, mas apenas, e sempre assim foi entendido comummente, que não se candidataria enquanto isso significasse enfrentar Fernando Caeiros, pretensamente mais por respeito que por receio mútuos.

Portanto, na minha modestíssima opinião, nada justifica que num mês venha propagar o seu completo afastamento e desinteresse pela política activa, e no outro imediatamente a seguir venha anunciar a sua candidatura.

Tal como não se entende que venha divulgar ter sido convidado a integrar um projecto independente, quando é hoje mais que sabido ter o Dr. José Francisco feito diversas abordagens a pessoas do concelho nesse sentido, e aparecer com uma candidatura partidária.

Tão incompreensível como defender valores muito próprios, e permitir a sua utilização por uma bandeira política.

Questiona-se: e porquê essa bandeira, e não uma dos outros partidos, da esquerda à direita, que o convidaram? Será que não aceitaram as suas condições, ou seriam estas tão aproximadas das do Partido Socialista que apenas este as aceitou integralmente, sem olhar para o lado, na ânsia de conquistar, a qualquer preço, a Câmara de Castro Verde à CDU/PCP-PEV?

Será que a predisposição do Partido Socialista para respeitar as exigências do candidato é tanta quanto a do candidato para empunhar a bandeira?

São respostas que ao longo dos meses que nos separam das eleições nos irão mostrar, até porque muita coisa pode mudar até lá.

Até lá, apenas uma certeza: já não há certezas em definitivo.
P.S. - Sombreados e foto da responsabilidade do administrador deste blog.
P.S. 2 - De forma a clarificar algumas passagens suceptíveis de interpretação dúbia, foram efectuadas alterações ao texto.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Novo Centro Escolar em Castro Verde em 2009

Centro Escolar criado em Castro Verde

Vai ser criado um novo centro escolar em Castro verde , no próximo ano. A garantia foi dada ao presidente da autarquia local pelo director Regional de Educação do Alentejo, numa reunião que decorreu no final desta semana. Francisco Duarte diz que "foram ultrapassados os constrangimentos que existiam e evitava o arranque do projecto".O centro escolar deverá ser uma realidade no próximo ano.




Comentário


Deve ser a isto que se referiam quanto disseram que Castro estava no marasmo à espera da derrama.


Afinal esperava-se era que os senhores do PS que ocupam os órgãos do poder central levantassem as dificuldades e obstáculos que criaram logo que a iniciativa foi lançada pelo Município.


sábado, 20 de dezembro de 2008

Quem foi?

Quem terá sido que encomendou uma sondagem de opinião, feita porta-a-porta em Castro Verde, acerca das candidaturas autárquicas de 2009, em que se questionava acerca da intenção de voto para a Câmara Municipal?
Aos entrevistados foram apresentados cenários que envolviam candidatos do PS e da CDU-PCP/PEV, dois nomes por cada força, e nas diversas combinações possíveis.

Qual terá sido o resultado?

Terá o mesmo tido alguma influência na apresentação que quase imediatamente se seguiu?

Consta por aí...

Consta por aí que, contrariamente ao anunciado no blog do PS-Castroverde, a lista apresentada no passado dia 16 de Dezembro não será totalmente do agrado de uma margem significativa dos militantes socialistas do concelho.
Tal desagrado dever-se-à, alegadamente, ao compulsivo afastamento dos tradicionais candidatos que deram a cara pelo PS nos últimos anos, e dos actuais dirigentes concelhios, designadamente de Leandro Gonçalves, e que se viram afastados de lugares de destaque nas listas que se prevêem ser candidatas às próximas eleições autárquicas.

Prova disso, inclusive, terá sido o atraso que se verificou entre o anúncio da candidatura, em 16 de Dezembro, e a sua divulgação no blog da concelhia do PS, sendo que, de acordo com aquele blog, a mesma terá sido aprovada, alegadamente, por unanimidade, em 12 de Dezembro, o que terá sido intrepretado como uma atitude de reserva dos órgãos políticos concelhios relativamente a uma lista que terá, alegadamente, sido decidida de cima, dos órgão distritais e mesmo nacionais.

Claro que isto são apenas rumores que correm nos cafés do costume...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Partido Socialista e a Actividade Mineira no Alentejo




Em Declaração Politica na AR sobre a situação das Pirites Alentejanas, José Soeiro denunciou a cumplicidade do Governo com todo o processo "cada vez mais nebuloso e opaco" e questionou a razão da recusa da "entrega dos documentos já requeridos por várias vezes pelo GP do PCP (...) relativos aos negócios do Estado com a Eurozinc envolvendo as Pirites e a Somincor". (...) O cabal esclarecimento de tudo isto continua a impor-se! Os interesses dos trabalhadores e do País assim o exigem."

Declaração Política sobre as Pirites Alentejanas- Intervenção de José Soeiro na AR

Senhor Presidente

Senhoras e Senhores Deputados

A 19 de Maio de 2008, há apenas sete meses, repito, apenas sete meses, o 1º Ministro José Sócrates, acompanhado do Ministro da Economia Manuel Pinho, apontavam aos portugueses, com grande pompa e circunstância, a Lundin Mining como o exemplo de modernidade capaz de "competir na economia global e fazer aquilo que é necessário ao País". E proclamava, confiante, "esta mina trouxe investimento, deu trabalho e vai contribuir para aumentar as exportações" nacionais.

João Carrelo, vice-presidente da Lundin Mining, garantia que as Pirites iriam trabalhar pelo menos durante 10 anos, iria haver mais investimento e mais emprego, porque o Grupo estava apostado na exploração mineira em Portugal.

Em Dezembro de 2007 trabalhavam nas Pirites Alentejanas, segundo Manuel Pinho, 980 trabalhadores.

Na manhã de 13 de Novembro, pouco mais de cinco meses depois, sem qualquer pré-aviso aos trabalhadores, aos seus legítimos representantes ou à autarquia de Aljustrel, o anúncio brutal e com efeitos imediatos, as Pirites Alentejanas paravam nesse mesmo dia a sua laboração e ao seu serviço iriam ficar apenas algumas dezenas de trabalhadores para assegurar a sua manutenção.

Quem aceitasse a brutal decisão e rescindisse do contrato nos sete dias imediatos, receberia 3 meses de salário, quem o não fizesse seria simplesmente despedido a partir de 20 de Novembro sem qualquer direito, como se de uma qualquer peça descartável se tratasse.

A esta chantagem inqualificável, a este prepotente e efectivo despedimento colectivo, ainda que encapotado, chamou ontem o senhor Ministro da Economia Manuel Pinho de "rescisões amigáveis" afirmando não se ter verificado qualquer despedimento.

Que vergonha. Que vergonha ouvir um Ministro de um Governo que se diz socialista, dizer uma tal barbaridade. Vergonha que devia fazer corar o Grupo Parlamentar do PS sempre tão empenhado em aplaudir um Ministro que há muito devia ter sido afastado da governação. Assim tivessem José Sócrates e o PS um mínimo de respeito pelos trabalhadores, pelos seus direitos, problemas e dificuldades. Assim tivessem José Sócrates e o PS como prioridade da sua governação os interesses de quem trabalha e os interesses do País em vez dos interesses das grandes multinacionais e do capital financeiro.



Mas mais grave ainda é que todo o Governo, do 1º Ministro ao Ministro do Trabalho, foi e é cúmplice activo em todo este nebuloso e revoltante processo. O Governo sabia há meses, há meses, como afirmou o Ministro Manuel Pinho, no passado dia 5 de Dezembro, em Aljustrel, e ontem se confirmou no decorrer da audiência agendada potestativamente pelo GP do PCP, de tudo o que se estava a passar.

Sabia há meses que isto ia acontecer e escondeu-o deliberadamente, dos principais interessados, permitiu que a Lundin Mining despedisse centenas de trabalhadores, e tentou ontem, com a cumplicidade de alguns deputados do GP do PS, vender-nos a imagem de um Governo que encontrou de imediato uma solução, como se esta fosse a única e a melhor solução, como se não fosse o Governo, o principal responsável de todo este escabroso processo e não tivesse a obrigação de intervir de imediato no sentido de impedir o despedimento colectivo que entretanto a multinacional Lundin Mining consumou.

Que hipocrisia a do Ministro dito do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, ir dar palmadinhas nas costas dos mineiros, no dia 14 de Novembro, em Beja, quando já sabia há meses o que se estava a passar e nada fez para o impedir. Palmadinhas nas costas? Não! Punhaladas nas costas, isso sim, foi o que fizeram o Ministro Vieira da Silva e o Governo aos mineiros de Aljustrel.

Mas que dizer da milagrosa solução agora encontrada e cujos contornos estão longe, muito longe, de estar esclarecidos?

Vejamos:
Logo no dia 13 de Novembro à tarde o Ministro Manuel Pinho afirmava que havia um "grupo internacional" de investidores "muito interessado" na compra das Pirites. José Sócrates confirmou o mesmo no dia seguinte mas já o Governador Civil de Beja avançava no mesmo dia o nome do Grupo Martifer dos irmãos Martins onde a Mota/Engil detém 50% das acções e onde trabalha hoje o ex-Director da Direcção Geral da Energia e Geologia, Miguel Barreto. Por sua vez o Presidente da Martifer, Carlos Martins, desmentia no mesmo dia a compra afirmando que o sector mineiro não fazia parte "do seu core business" mas assumindo que "esteve nas instalações das Pirites" algumas semanas antes "para analisar a compra da empresa".
No dia 5 de Dezembro, depois de muito secretismo, Manuel Pinho foi a Aljustrel anunciar que o grande negócio era feito com a MTO, empresa dos irmãos Martins, do Grupo Martifer onde a Mota/Engil é dominante.

A isto é que se pode chamar com toda a propriedade "tirar um grande coelho da cartola". Que grande passe de mágica.

O Senhor Ministro jurou ontem a transparência de todo o processo mas a verdade é que o processo se torna cada vez mais nebuloso e opaco com a recusa assumida, mais uma vez, da entrega dos documentos já requeridos por várias vezes pelo GP do PCP. Se tudo está tão claro, se tudo está transparente, se tudo está na Internet, então porquê esta fuga à entrega da documentação, contratos e adendas anexas, relativa aos negócios do Estado com a Eurozinc envolvendo as Pirites e a Somincor? Porquê invocar a existência de cláusulas de confidencialidade que constarão nessa documentação e que não permitirão a sua entrega aos Deputados da Assembleia da República? Porquê o silêncio face às múltiplas e pertinentes perguntas que lhe foram ontem colocadas? Afinal o que esconde o Governo de tão grave em toda estas negociatas?

Porque desta fuga ao controlo e fiscalização democrática da Assembleia da República, aos negócios do Governo envolvendo recursos públicos, só uma de duas conclusões se pode retirar: ou a aceitação de compromissos espúrios e inconfessáveis em que não queremos acreditar ou a incompetência e a gestão negligente e danosa dos recursos do País.

Se havia compromissos da Lundin Mining de criar 250 postos de trabalho directos e 450 indirectos como foi repetidamente afirmado, se havia compromissos de manter a laboração por um mínimo de 10 anos como veio a público, se havia compromissos de investimentos e por isso beneficiou de facilidades e contrapartidas financeiras do Estado Português, se rompeu arbitrariamente com todos estes compromissos, a postura do Governo nunca poderia ser a de uma postura subserviente e cúmplice face à multinacional como a que tem tido até ao dia de hoje.

O cabal esclarecimento de tudo isto continua a impor-se! Os interesses dos trabalhadores e do País assim o exigem.

Disse.


Comentário

Mais uma vez, o que é verdade hoje pode não o ser amanhã; o que podia não ser um objectivo ontem, pode muito bem sê-lo hoje; o que não se pensava ontem, não é bem o que se pensa hoje.

Nada de grave seria, não se tratasse da vida de centenas de pessoas e do futuro de dois concelhos de uma das zonas mais economicamente retraídas da Europa.

É assim que o Partido Socialista trata dos interesses do Alentejo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Apresentado Candidato Socialista a Castro Verde

Foi feita a apresentação da lista candidata à Câmara Municipal de Castro Verde, encabeçada por José Francisco Colaço Guerreiro, advogado, e actual notário e conservador em Castro Verde, e composta por António José Paulino, funcionário público e presidente do Lar Jacinto Faleiro, por Joana Terlica, economista e professora do ensino secundário, por Rui Figueira, engenheiro civil do Município de Almodôvar e por Margarida Sobral, empresária e antiga locutora radiofónica.

Trata-se de uma lista forte e construída com o intuito de se tornar vencedora.


Segundo o candidato, a génese desta lista está num grupo de independentes, e que apenas enveredou por esta candidatura partidária depois de o Partido Socialista ter aceite as suas condições, "exigências" segundo as suas próprias palavras.


Ó que é facto, no entanto, é que se trata de uma lista de pessoas fortemente conotadas com o Partido Socialista.


Também não é segredo que, por opção do próprio, nunca havia avançado, nem o faria contra o ainda presidente com mandato suspenso, Fernando Caeiros, e, acredito, não por receio de um resultado menos bom, mas pelas relações baseadas no respeito mútuo que sempre existiu entre ambos.


Recorde-se que, ainda há cerca de um mês atrás, José Francisco Colaço Guerreiro, em entrevista à revista Cultos, não ser sua intenção, nem sequer fazer parte dos seus planos para os tempos mais próximos enveredar pela política, designadamente através de uma candidatura autárquica.


Pelos vistos algo mudou, entretanto, de lá para cá.


Podemos, para já, fazer uma contabilidade importante: a lista "Por Castro", lema desta candidatura socialista, conta do seu lado um jornal regional - Correio Alentejo - que não esconde a sua enorme satisfação pelo anúncio, talvez maior que o anúncio da candidatura de Pulido Valente a Beja; uma revista regional - Cultos - que também não esconde o seu favoritismo; uma rádio local - Castrense - onde o agora candidato vai continuar a fazer as suas crónicas radiofónicas;


Podemos concluir que não será por falta de apoio da comunicação social local e regional que a coisa irá correr mal.


Curioso, mas mesmo curioso, é o facto de o blog da Concelhia do Partido Socialista de Castro Verde não fazer qualquer referência a este importantíssimo facto da vida local de Castro Verde e do próprio Partido Socialista, in http://pscastroverde.blogs.sapo.pt/


Será caso para perguntar se esta solução é a que agrada mais aos socialistas encartados de Castro Verde.


Apresentada que está a lista, falta apenas formalizar a candidatura, mas isso será lá mais para a frente.
A foto foi "emprestada" pelo "vizinho" Rotunda das Ovelhas

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

António Costa - Excertos de uma Entrevista

Excertos da entrevista dada ao Diário de Notícias, publicada ontem, 14 de Dezembro de 2008


O número dois da câmara, o seu camarada Marcos Perestrello, já veio dizer que o PS está aberto a uma coligação de esquerda. Ela já existiu na Câmara de Lisboa. Acredita que será possível para as próximas eleições?




Digo-lhe duas coisas: o que é acho que era bom e no que acredito. Eu acho que uma solução que provou bem deve ser repetida. E, de facto, os anos em que foram governados pela Coligação por Lisboa, primeiro com o Jorge Sampaio e depois com o João Soares, foram bons para Lisboa. Tenho pena que tenha acabado e que, nas últimas eleições, nenhum dos partidos à esquerda tenha querido estabelecer qualquer entendimento com o Partido Socialista. Tenho-o dito: não serei eu a inviabilizar qualquer solução desse tipo.




Mas o calendário eleitoral tem eleições legislativas também, europeias.




O que tenho verificado é que o PCP, por motivos de política nacional, recusa sequer a abordagem do assunto. E que o BE, que vive uma relação algo infantil de competição com o PCP, também acha que não pode ter qualquer tipo de entendimento com o PS, se o PCP não tiver. Tendo chegado mesmo a esta situação absurda, que vivemos nos últimos tempos, de ter retirado a confiança política a um vereador independente, que tem vindo a exercer responsabilidades com base num acordo político que o PS assinou com o BE e que tem, reconhecidamente por toda a gente, feito um bom trabalho em prol da cidade.




Fala de José Sá Fernandes. Conta com ele para a lista que vai apresentar nas próximas eleições? Como se costuma dizer, em equipa que ganha não se mexe, se ele tiver disponibilidade para isso. Por mim, tenho tido uma excelente relação de trabalho com ele. Acho que José Sá Fernandes tem surpreendido muita gente, que possuía a ideia de que ele só tinha uma postura negativa de paralisar, de contestar, e tem-se revelado uma pessoa capaz de projectar, de dirigir serviços, de pôr obra em andamento. Portanto, se ele estiver disponível, se continuarmos a entender-nos sobre o que é necessário e prioritário fazer, acho que sim. Se não, paciência, não será. Mas espero que sim.




E isso é sempre à esquerda. Falava há pouco do que correu bem na coligação do PS com o PCP em Lisboa, por duas vezes, mas no Governo da República as coligações do PS foram sempre à direita, com o PSD e com o CDS. Em sua opinião, o que acha que impede que as esquerdas se unam para governar o País? Se é possível governar a maior câmara, porque é que, quando se chega, ao Governo isso não é possível?Não sei se é, foi! Constato agora que a nova orientação do PCP é contrária a coligações com o PS, mesmo ao nível local. Acho que há aqui um problema de fundo, que é o de saber se a esquerda quer simplesmente ser o contrapoder e a oposição à direita, ou se a esquerda quer assumir a capacidade e a consequente responsabilidade de governar. A esquerda de que faço parte é uma esquerda que não tem medo de assumir responsabilidades. A esquerda de que faço parte não quer viver da retórica nem da parasitação dos problemas, é uma esquerda que existe para resolver os problemas!Mas à esquerda da sua esquerda, acha que é assim que vivem os partidos políticos? O PC e o Bloco de Esquerda? Eu não sei se é à esquerda da minha esquerda, o que digo é o seguinte: constato que há partidos, e isso no Bloco é mais evidente ainda do que no PCP, que são alérgicos à assunção de responsabilidades. Porque é fácil, é cómodo ser simplesmente do contra. É fácil, é cómodo, estar simplesmente a criticar. O que é duro e dá trabalho é, efectivamente, meter as mãos na massa para resolver os problemas. E aquilo que acho absolutamente extraordinário é que, pela primeira vez, o Bloco tenha dado o passo de arriscar assumir responsabilidades de governo relevante num município como o de Lisboa e que, ao longo destes dois anos, parte dos que estão na Assembleia Municipal, desde o primeiro minuto estiveram, no fundo, sempre contra este acordo. Tudo fizeram para acabar por romper com o vereador Sá Fernandes. Mas eu devo-lhe dizer uma coisa: acho que isto é uma postura de impotência. Uma esquerda que acha que não é capaz de assumir responsabilidades de governo, é uma esquerda que se demite do seu papel e que confia o poder exclusivamente à direita. Isso eu não posso aceitar! Há milhões de cidadãos que partilham os valores da esquerda e que exigem que esses valores sejam postos em prática e sejam traduzidos em forma de governo e na resolução de problemas. E que não se resignam a que só a direita possa governar. Eu não partilho dessa resignação.




Comentário




António Costa vem reconhecer a total rendição de José Sá Fernandes ao PS, ao mesmo tempo que deixa no ar a responsabilidade do Bloco de Esquerda na não renovação da coligação de esquerda na Cãmara, em 2007.




Quanto à não assumpção de responsabilidades governativas, creio que Costa está a confundir princípios com lugares. É que há quem não abdique dos primeiros para ter os segundos.




O Bloco de Esquerda experimentou e, creio, não gostou.




Mas que é possível conjugar os princípios do PS, BE e PCP, pelo menos a nível local, lá isso é. Haja vontade e empenho, com respeito mútuo pelas posições de cada um e chegam lá.




Entendam-se, pôrra!!!


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Candidato PS a Castro Verde




"Consta-se" por aí ....


"Quem será?


Quero avisar que o PS vai ter um candidato fortíssimo em Castro Verde e que a CDU vai ter de trabalhar muito e bem se quiser continuar no poder. Aliás, se Caeiros ficar sossegado em Évora, vem aí um ciclo novo para a nossa terra! Esperem mais alguns dias e perceberão do que estou a falar... "


in Rotunda das Ovelhas, http://rotunda-ovelhas.blogspot.com/


"Castromaisverde disse...


Já não era sem tempo do PS se lembrar que Castro Verde existe.De facto vem ai uma pseudo surpresa.Vamos ver a opinião do Zé se aprecia o presente socialista.Talvez o candidato traga novos ventos e quem sabe PIDDAC no sapatinho em 2010.Pelo que sei está para muito breve o anuncio oficial.
10 de Dezembro de 2008 20:14"


"Caneleiras de cortiça disse...


Grande surpresa, digo eu. E das boas. Mas eu sou suspeito. Já o candidato Socialista é insuspeito.
11 de Dezembro de 2008 0:13"


"Gorbatchov disse...


@ Manuel António Domingos > creio, sinceramente, que na cabeça do F. Caeiros nada está ainda claro. E acredito que esteja tentado a regressar. Contudo, parece-me que o PCP vai fazer o que lhe compete para impedir isso e apoiar solidamente o Francisco Duarte (que é um homem com outro perfil, mais fiel e respeitador dos princípios do PCP). Por outro lado, se não regressar, Caeiros não vai deixar de mover as suas influências e usar os favores de 30 anos de poder para estimular a escolha de Manuela Florêncio como candidata. Isso vai criar brechas no seio dos comunistas e, também aí, o candidato do PS tende a tirar vantagens!

11 de Dezembro de 2008 10:07"


O meu comentário


Parece-me que afinal chegou o desejado, o D. Sebastião dos socialistas castrenses, aquele sempre foi apontado para afastar Caeiros da presidência da autarquia, apesar de, bem recentemente, em entrevista a uma revista local, o ter negado.


Homem da cultura, da rádio, do património etnológico, sempre anunciado mas nunca confirmado, tudo leva a crer que vai avançar.


Entretanto o entusiasmo nas hostes socialistas é tal, que se aprestam a contar espingardas contando com uma fractura nas forças adversárias.


Façam como o putativo candidato: tenham calma com o andor...
P.S. (post-scriptum, não o outro) Creio que é muito redutor limitar o leque de candidatos da CDU/PCP-PEV a Francisco Duarte e Manuela Florêncio...

Pulido Valente Candidato a Beja


PS confirmou candidatura de Jorge Pulido Valente à Câmara de Beja
através de nota de imprensa da Concelhia de Beja, que reuniu ontem à noite em sessão extraordinária, onde o nome de Jorge Pulido Valente foi votado por unanimidade através de voto secreto.
A saída da presidência da Câmara de Mértola para a EDIA já deixava antever que Jorge Pulido Valente seria a aposta do PS para a autarquia da capital de distrito.




Comentário

Como referido por Lopes Guerreiro, nada que não se soubesse já, desde a asua saída para a EDIA.

Parece que a tristeza não reina para os lados de Mértola, tal como não abunda a alegria para as bandas de Beja.

O percurso político do candidato é impressionante: PCP, PRD, independente e PS. Sabe-se lá onde irá parar Pulido Valente....

Inaugurado Julgado de Paz de Castro Verde

Foi hoje inaugurado o Julgado de Paz de Castro Verde, destinado a servir os cidadãos dos concelhos de Castro Verde, Aljustrel, Ourique, Almodôvar e Mértola, com vista à resolução mais célere de pequenas questões de foro cível e à retirada destes processos dos tribunais comuns.
Decorrente de um Protocólo celebrado entre a Administração Central e a Câmara Municipal de Castro Verde, este equipamento foi inaugurado, hoje, pelo Secretário de Estado da Justiça e pelo Presidente da Câmara de Castro Verde.
Nos termos do celebrado, compete ao município suportar as despesas com as intalações, bem como as de funcionamento e pessoal de apoio, cabendo à Administração Central as que se referem ao pagamento da Magistrada-coordenadora e dos Mediadores de Conflitos.
Dos discursos, a salientar a chamada de atenção, por parte do Presidente da Câmara, Francisco Duarte, para a necessidade de regulamentar a transferência destas competências para as autarquias, bem como das compensações financeiras que as suportem.
Da parte do Secretário de Estado, foram proferidas as palavras cerimoniais apropriadas, sem referência ao assunto aflorado pelo autarca, mas commuita propaganda à mistura, como seria de esperar.
Da nossa parte, apenas referir a importância relativa deste evento, dado que Castro Verde não dispunha de nehum equipamento relacionado com a administração da justiça, aliás, como Aljustrel, tendo prevalecido a centralidade Castro Verde no conjunto dos concelhos que irá servir.
Por outro lado, reforçando a ideia lançada por Francisco Duarte, apenas lembrar que, este Concelho de Castro Verde, nets ano de 2008, e no de 2009 que se aproxima, recebeu 0-zero-0 euros de tranferência no âmbito do PIDDAC.
Apenas para que conste.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Iniciativa "ConVivências", em Castro Verde




“ConVivências”
é o mote para uma iniciativa que a Junta de Freguesia de Castro Verde vai realizar durante o mês de Janeiro, com o objectivo de desenvolver uma nova dinâmica sócio-cultural capaz de proporcionar momentos de convívio e promover, simultaneamente a formação de públicos nas localidades da freguesia, procurando que os Centros Comunitários ou de Convívio se transformem em autênticos locais de cultura e confraternização, com recurso a: Leitura, Internet, filmes, jogos, contos e sessões de esclarecimentos.



Assente num conjunto de actividades culturais, onde se destaca um espaço para leitura e internet, a visualização de filmes, jogos, serões de contos para avós e netos, workshops e sessões de esclarecimento com profissionais de algumas entidades do Concelho, o projecto irá decorrer nos centros comunitários/convívio das respectivas localidades, dinamizando-os eproporcionando, ao mesmo tempo,um maiorconvívio entre a população.

12 e 26 JAN – Almeirim

13 e 27 JAN – Aivados

14 e 28 JAN – Estação de Ourique

15 e 29 JAN – Namorados

16 e 30 JAN – Piçarras

19 JAN – Geraldos

Horário: das 14h30 às 18h30Local: Centros de Convívio rnet, filmes, jogos, contos e sessões de esclarecimentos.



Comentário

Apenas chamar a atenção que, se não estou enganado, os Centros de Convívio de Estação de Ourique, Namorados, Piçarras e Geraldos são realizações do mandato que termina no próximo ano, o que demonstra a iniciativa do executivo nesta área.

Este esforço de dinamização destes equipamentos, deve ser continuado, e incentivado, com a extensão de algumas das actividades culturais que acontecem na sede do Concelho para junto daquelas populações.

O seu a seu dono, e deve ser louvado o que é de louvar.



Filme de Terror - A Verdade da Mentira



Chegou-me via e-mail, enviado por Sagher, este link (abaixo) que acede a um verdadeiro filme de terror.


O tema são (apenas) os dois primeiros anos de governação socialista em maioria absoluta.


O argumento e realização são de José Sócrates, Eng. (?)


O elenco é composto por todos os membros do Governo Socialista, quer como estrelas, quer como actores secundários.


Vencedor do Prémio Vergonha


Não deixem de ver, e retransmitam o link:


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

XVIII Congresso do PCP



Este fim-de-semana, em Lisboa, no Campo Pequeno

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Blogosfera Tem Destas Curiosidades


As eleições municipais de 1908


A Internet tem destas curiosidades:


«Neste dia 1 de Novembro, passa o primeiro Centenário das eleições municipais em Portugal que deram ao Partido Republicano Português (P.R.P.) uma expressividade inédita nalgumas localidades, com especial destaque para Lisboa, onde o executivo camarário passou a ser totalmente republicano (...)

«À Urna pela Lista Republicana!»

Esta inscrição, extraída do título das Comemorações do Centenário da Primeira Vereação Republicana em Lisboa, das quais sou membro da sua Comissão Executiva, também serve de mote a algumas palavras evocativas da conquista dos republicanos em diferentes municípios portugueses, provocando o gérmen de novas políticas urbanas, raiadas de utopia e de espírito de missão para construir um tempo novo.
As vitórias republicanas situaram-se em Lisboa, Alcochete, Aldeia Galega (actual Montijo), Almeirim, Benavente, Castro Verde, Cuba, Grândola, Lagos, Moita, Odemira e S. Tiago de Cacém e acabaram por servir de ensaio para a implantação do novo regime, dois anos depois. Para além destes 12 municípios, totalmente republicanos, o P.R.P. teve alguma expressão nos concelhos de Abrantes, Alvito, Barquinha, Caldas da Rainha, Cartaxo, Castendo, Castro Daire, Constância, Crato, Nazaré, Paços de Ferreira, Penalva do Castelo, Penedono, Porto, Ponte de Sor, Porto de Mós, Régua, Silves, Sobral do Monte Agraço, Sousel e Vila Franca de Xira.(...)»





Comentário


Pois é: às vezes encontramos coisas engraçadas na internet e na blogosfera.


Através deste post ficamos a saber duas coisas curiosas: que em 1908 se realizaram as primeiras eleições autárquicas; que em Castro Verde venceu o Partido Republicano Português.


terça-feira, 25 de novembro de 2008

manifestação de Professores em Beja - 28 de Novembro de 2008

Professores continuam a sua luta pela alteração do Estatuto da Carreira Docente e pela suspensão do modelo de avaliação de desempenho.

No Largo de S. João, em Beja, pelas 17H30 de 28 de Novembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008

De Zé a Dr. José foi só um passo


Concelhia do BE dá negativa a Sá Fernandes e admite retirar-lhe confiança política
Hoje às 17:47

A concelhia do Bloco de Esquerda (BE) de Lisboa faz uma «avaliação negativa do mandato» de José Sá Fernandes na Câmara de Lisboa, admitindo retirar-lhe confiança política da estrutura.
A direcção da concelhia do BE/Lisboa tem já pronto um documento sobre a avaliação do mandato de Sá Fernandes, advogado independente eleito nas listas do Bloco, e que será analisada numa reunião do plenário de militantes, terça-feira à noite, em Lisboa.
Apesar de não ter sido divulgado, fonte do BE, citada pela agência Lusa, diz que o balanço feito pela direcção de Lisboa do trabalho de Sá Fernandes «é negativo».
A reunião da concelhia acontece um dia depois da prevista transferência de novos pelouros para José Sá Fernandes, segundo noticiou sábado o semanário «Expresso», no executivo do município de Lisboa, liderado pelo socialista António Costa.
O Bloco de Esquerda tem um acordo com o PS, no âmbito do qual António Costa atribuiu a Sá Fernandes o pelouro dos Espaços Verdes.
As divergências entre Sá Fernandes e o BE/Lisboa são antigas, tendo a concelhia acusado o vereador, em Julho, de se ter remetido a um «mero voto seguidista» na aprovação na generalidade da alteração dos estatutos da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL).
Contactado pela Lusa, o líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, evitou comentar a reunião de terça-feira, mas admitiu que «a distância» entre o partido e o seu vereador na câmara de Lisboa «é muito grande».

Comentário

Que o Directório e a demais estruturas do BE se sintam enganadas, até se admite e compreende o embaraço e se aceita o afastamento.
Mas, e quem explica aos eleitores do Bloco de Esquerda em Lisboa que o seu voto foi, na realidade, em António Costa e no PS?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Financial Times Elege Teixeira dos Santos Como o Pior Ministro das Finanças



Financial Times elege Teixeira dos Santos como o pior ministro
18 NOV 08 às 13:58

Teixeira dos Santos foi considerado o pior ministro das Finanças pelo Jornal Financial Times, que avaliou o desempenho dos responsáveis das Finanças de 19 países da União Europeia. O melhor ministro foi o da Finlândia.
O Financial Times teve em conta os indicadores económicos de cada país e a opinião de um painel de especialistas.
Ao ministro português foi atribuída a pior «performance» política, revelando um fraco perfil a nível europeu.
Teixeira dos Santos está também entre os ministros europeus com o pior desempenho a nível macroeconómico, ainda assim melhor do que os ministros espanhol e britânico.
Apenas na apreciação relativa à estabilidade é que Teixeira dos Santos consegue uma posição melhor - a 11ª entre os 19 países deste ranking.
O melhor ministro das Finanças é o da Finlândia que ganhou pontos graças à estabilidade do sistema financeiro e ao equilíbrio orçamental.





Comentário


Porque é que será que tenho a leve sensação de que não nos estão a dar nenhuma notícia de que não tivessemos já conhecimento?....

Onde é que eu já vi isto?


Relativamente poucas vezes se vê um político congregar ferozes oposições que abranjam to o arco político, da esquerda à direita, mesmo que por razões diversas, mas que pretendem o mesmo objectivo.

A equipa do Ministério da Educação conseguiu congregar esse sentimento até mesmo dentro do seu próprio partido, sendo certo que o Partido Socialista era dominante entre a classe dos docentes.

Eles conseguem ser os únicos a estarem certos: todos os restantes agentes da educação estão errados. Pelo menos a esmagadora maioria que está em desacordo com o processo de avaliação dos docentes e, agora, também, com o Estatuto do Aluno, e o famigerado despacho "aclarativo" que mais não é que um atestado de incompetência à classe docente, passado por um Secretário de Estado que ainda não deu mostras de competência, nem política nem pedagógica ao longo da sua vida política e de docente, respectivamente.

Agora até os pais, à excepção do inefável Albino Almeida, que neste momento não tem legitimidade moral para falar pelos pais, dada a sua colagem inqualificável ao poder, compreendem que a razão está do lado dos professores, e não do M.E. como a RTP gosta muito de fazer transparecer.


Faz lembrar aquela do militar que ia com o passo trocado, mas dizia que o resto do batalhão é que ia fora da cadência.

Faz também lembrar um determinado regime que defendia o orgulhosamente sós, e que consegui congregar a discordância do mundo inteiro, mas que se considerava detentor da razão.

Sócrates, Lurdes Rodrigues e Salazar estão bons uns para os outros, e a eles podem-se juntar todos aqueles que por acção e omissão contribuíram para criar este clima de crispação na educação.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Propaganda Política Desavergonhada









Para onde foi o Magalhães?


O que aconteceu ainda está por se saber. Se por um lado a directora Regional de Educação do Norte garante ser falso que os alunos de uma escola de Ponte de Lima tenham sido obrigados a devolver os computadores Magalhães, Artur Correia, pai de um aluno citado pelo Correio da Manhã, refere que "os computadores foram como uma faísca. Vieram e esfumaram-se logo", referindo-se à recolha dos equipamentos após a apresentação dos mesmos às crianças. Em causa está a mais recente polémica a envolver o computador de baixo-custo português. Ao que tudo indica, mais de duas centenas de alunos foram colocados nas salas de aula e "apresentados" ao Magalhães. Foram feitos discursos, tiradas fotografias e, logo após as cerimónias da passada quarta-feira os portáteis foram recolhidos e armazenados na escola. Margarida Moreira, responsável da Direcção Regional de Educação do Norte, desmente e, em declarações à Lusa, refere que os portáteis não foram retirados e garante que os computadores apenas estão na escola até que os alunos se socializem com a nova ferramenta.




Comentário


Já tinha ouvido qualquer coisa neste sentido.


A ser verdade, trata-se de uma abusiva utilização das crianças pela máquina de propaganda do Governo.


Só espero que, quando algumas crianças aparecerem nos tempos de antena do Partido Socialista algum pai com eles no sítio pregue com um Magalhães nos cornos de alguém.


Perdoe-me a crueza das palavras.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

GOP 2009 - Encontros com a população

Parece que a adesão da população das freguesias tem sido assinalável, pelo que se confirma a justeza da medida da realização destes encontros que, em meu entender devem ir para além deste período de preparação dos documentos previsionais.

Note-se que se trata de dar à população a mera possibilidade de se manifestar, quanto aos seus anseios, junto dos seus eleitos.

Hoje é o encontro agendado para Castro Verde.

Conto estar presente.

No entanto, no sentido de dar a conhecer aos que não vão estar presentes, ou perante uma impossibilidade manifesta de comparecer, deixo aqui algumas medidas que gostaria de ver contempladas no Plano de Actividades, já agora com a respectiva dotação orçamental:

- Auditoria técnica, externa, ao sistema de distribuição de águas de consumo doméstico.

- Arranjo do Parque Infantil.

- Ligação rodoviária entre a Rua de Timor Lorosae e a zona do campo pelado do Estádio Municipal.

- Reordenamento do trânsito nas ruas envolventes da escolas do 1º e Ciclo e Pré escolar.

- Criação de empresa Municipal para gestão do parque de campismo, e entrada deste ao serviço, no mais curto espaço de tempo.

Estas são apenas algumas ideias com que gostaria de contribuir para organização do Plano de Actividades. Outras mais haveriam, mas não são exequíveis em período pré-eleitoral, como a recuperação da Estrada entre Castro Verde e Santa Bárbara, pelo que ficam para outras núpcias...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

MALDADE!


No primórdios do presente ano veio a lume a notícia de que os aposentados da função pública iriam passar a descontar 14 meses para a ADSE, e não os 12 a que estavam habituados e que eram cobrados aos funcionários em actividade de funções.

Salta o Ministro para as páginas dos jornais, que se tratava de um erro, um engano, que seria corrigido rapidamente.

O rapidamente deu para chegar até ao fim do ano sem correcção nenhuma.

Pelo contrário. A correcção do engano veio na forma de confirmação da medida, com o anúncio, em brinde, que os novos contratados da função pública irão descontar os tais 14 meses desde o momento em que iniciarem a actividade.

Afinal, e havemos de lá chegar, o objectivo, mesmo, é de pôr todos os funcionários, aposentados ou no activo, a fazer descontos para ADSE sobre os 14 vencimentos que auferem anualmente.

Dirão os trabalhadores do sector privado que a eles não lhes toca. Estejam descansados que o Ministro Teixeira dos Santos há-de descobrir mais esse erro, ou engano.

Mas, a coisa não acaba aqui. Ontem o Ministério da Finanças vieram declarar que os aposentados não vão ser prejudicados, porque se trata de manter o mecanismo de descontos existente.

Pronto. O erro passou a mecanismo existente e em vigor.

Perguntam: onde está a maldade.

A maldade está no facto de esta medida, se por um lado não deixará, concerteza, os atingidos mais pobres, pelo menos os aposentados com rendimentos superiores a determinado montante, também, concerteza, não irá salvar a ADSE da situação em que se encontra.

Creio até, que se fizermos as contas, o que vão cobrar não chega para pagar apenas e só as mordomias dos administradores da dita.

Há vinte anos, estava na tropa, e um chefe ensinou-me (sim, porque na tropa também se aprendem umas coisas) que o maior parvo é aquele que prejudica deliberadamente alguém, e não retira nenhum proveito de facto.
Cheira-me que, e perdoem-me a franqueza, tanto ministro como secretário de estado são dois parvos que para aí andam.

Maldade, porque, mentindo descaradamente, aliás, como tem mentido desde que foi para o governo, o ministro vem dizer que existe um erro que vai ser corrigido, e, passados meses, vem confirmar como boa a decisão que antes reconhecera como erro.

Maldade porque confirma o erro e ilude que ninguém vai ser prejudicado porque o sistema já se encontra em vigor.

Maldade porque em nome e às custas deste povo estão no governo, e mentem-lhe descarada e despudoradamente de cada vez que aparecem na TV.
Maldade porque isto não é política, é malformação de carácter e personalidade, e estes comportamentos são são possíveis em pessoas de maus fundos, e com uma compulsividade para a mentira, passível de estudo psiquiátrico.







GOP 2009 - Câmara de Castro Verde Promove Encontros com as Populações



Autarquia está a promover encontros de Preparação das Grandes Opções do Plano - Participe!
13/11/2008

A Câmara Municipal de Castro Verde vai promover encontros com as Juntas de Freguesia e a população, com o objectivo de definir prioridades e reunir contributos, para a elaboração das Grandes Opções do Plano 2009.


Os encontros estão agendados nas seguintes datas:

• 12 de Novembro, 20h30 – S. Marcos da Atabueira, na Antiga Escola Primária;

• 13 de Novembro, 20h30 – Casével, no Centro de Convívio;

• 14 de Novembro, 18h00 – Sta. Bárbara de Padrões, na Junta de Freguesia;

• 14 de Novembro, 20h30 – Entradas, no Pólo da Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca.

• 17 de Novembro, 21h00 – Castro Verde, na Junta de Freguesia;




Só hoje tive conhecimento deste facto, pelo que se pede desculpa pelo atraso na informação.


Para os encontros que ainda vão a tempo - Entradas, Santa Bárbara de Padrões e Castro Verde, aconselho à participação.


É bom saber, e ajudar a tornar público, que a nossa autarquia pratica a preparação participada dos documentos previsionais.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

INFANTIS





JS diz ser incompreensível como alguns socialistas se deixam "capturar" por discurso dos sindicatos


Lisboa, 12 Nov (Lusa) - A Juventude Socialista (JS) acusou hoje os sindicatos de instrumentalizar os professores, considerando incompreensível que alguns socialistas se deixem "capturar" pelo seu discurso.

"Não compreendemos que alguns socialistas se deixem capturar por este discurso. Não percebemos a sua radicalização e a sua incapacidade de ver algo de positivo nas políticas implementadas. Não nos parece democrático, nem tão pouco socialista", refere o secretariado nacional da JS em comunicado.

Recusando participar ou contribuir para a "campanha de descrédito" em relação às políticas de Educação do Governo que está a ser "montada" por alguns partidos e sindicatos, a JS admite, contudo, compreender alguns dos motivos que levaram os professores a manifestarem-se, como a avaliação e o Estatuto da Carreira Docente, "especialmente porque afectam a vida das pessoas".

Porém, acrescenta a JS, "é fundamental e absolutamente necessária a avaliação dos professores, como acontece com qualquer profissão".

Por isso, continuam os jovens socialistas, as mudanças deverão ser graduais, dando tempo de adaptação aos professores.

"Encaramos, por isso, como um sinal positivo o facto da avaliação não contar para a progressão nos próximos anos. Percebemos a vontade do Ministério da Educação de dar tempo para se poder testar este modelo de avaliação e melhorá-lo antes de começar a contar para a progressão.


Não percebemos a reacção dos sindicatos de ignorar este gesto", salienta a JS.

Os jovens socialistas sublinham, a este propósito, que a existir diálogo, os sindicatos também têm de mostrar disponibilidade e "acabar com a actual posição irredutível, que confirma as suspeitas de quem acha que estes têm uma agenda que vai contra os reais interesses dos professores".

No comunicado, a JS assinala ainda a atitude do Governo ao longo deste processo, considerando que o executivo de José Sócrates "sempre esteve disponível para ouvir os professores e questionar as suas políticas".

Prova disso, argumentam, foi o acordo obtido, tendo sido os sindicatos a quebrar com o que foi assinado.

"Para a JS é inadmissível que se assuma a posição de procurar desacreditar todo o trabalho e as importantes reformas que têm sido implementadas pelo Ministério da Educação e pelo Ministério do Ensino Superior", sublinham ainda os jovens socialistas.


Na nota enviada à comunicação social, a JS pergunta ainda como é possível "ignorar" alguns resultados alcançados nos últimos anos, nomeadamente o "aumento histórico" do número de alunos no ensino secundário e no ensino superior, o facto de todos os estudantes do ensino básico terem agora acesso ao inglês, o reforço do apoio no abono de famílias ou a disponibilização de computadores a baixo preço para todos os alunos.

"Como se pode, sabendo destes dados, afirmar que não foi valorizada a escola pública ou que não se está a procurar esbater desigualdades? Como se pode reduzir todo este trabalho a manipulação estatística? Como é possível ignorar os efeitos positivos na vida futura dos alunos e das suas famílias", questiona ainda a JS.




Comentário


Não posso comentar este comunitado dos Jotas do PS porque estaria aqui o resto da noite a desmontar, ponto por ponto, devidamente embrulhado num conto de fadas, todos os engodos em que estes jovens se deixaram "capturar".


Só faltava aqui uma frase do género: "e depois fomos todos de combóio com o coelhinho ao circo" e terminaria com um "e viveram felizes para sempre".


Fica sempre bem.


Olhem ... cresçam!

O vosso logotipo mostra bem como andam enrolados pela rosa!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

FASCISMO III - Sócrates, Pinho e Sebastião

Consta por aí, concerteza nos círculos mais comunistas do país, como a SIC, a TVI e a RTP, que um dado ministro do actual governo, enquanto gestor de um fundo de um determinado banco, passou procuração a um director do Banco supervisor do seu banco, para que outorgasse uma escritura de compra e venda de um imóvel pertença do fundo que ele próprio, o actual Ministro, geria.Adicionar imagem


Depois, assinaram entre si, contrato de promessa de compra e venda de uma fracção do dito imóvel.


Passados uns tempos, ainda a procuração não tinha caducado, eis que o actual ministro convida o então director do banco supervisor par presidir uma entidade, supostamente para ser independente, mas que depende do dito ministro.


Diz que foi devido ao currículo...




O primeiro ministro, veio, nas mesmas declarações em que zurziu nos professores por quererem violar a lei, dizer que não via nada de anormal na situação acima descrita, e que mantinha total confiança, tanto no ministro/gestor de fundos como no director supervisor/presidente da tal entidade, e que a escolha deste se deve, única e exclusivamente, ao seu currículo e carácter impoluto.



Primeiro - é imoral um primeiro ministro dizer uma coisa destas, sendo-lhe exível, não pela pessoa (que da pessoa nada se espera) mas do cargo que exerce, algum recato.

Segundo - aquele negócio tem uma classificação legal clara: negócio consigo (actual ministro) próprio (actual ministro), e é punível pela lei, a mesma que o primeiro ministro exige que os professores respeitam.

Terceiro - Este caso vem confirmar a democracia socraciana, porque só alguns é que levam.


Quarto - Chamem-se os actores desta ópera bufa, pelos nomes, :


  • Actual ministro, e então gestor do fundo do BES - Manuel Pinho

  • Actual Presidente da Entidade Regualdora da Concorrência, então director do Banco de Portugal (supervisor do sistema bancário português onde se insere o BES) e procurador de Manuel Pinho na compra do imóvel pertencente ao fundo do BES, e promitente comprador de uma fracção do mesmo imóvel - Manuel Sebastião.

  • Primeiro ministro conivente com esta história, a partir do momento em que a mesma se tornou pública, e que olha para o lado para não ver, e mantém o status quad - José Sócrates.

  • Os que levam por violar ou incumprir a lei - os professores

  • Os que se safam - os dois primeiros.


Viva a democracia burguesa socraciana!!!

FASCISMO II - Não Aceito que os Professores não cumpram a Lei



Ouvi hoje, estupefacto, na televisão, em horário nobre, o Primeiro Ministro Sócrates a afirmar naquele seu tom solene muito peculiar que usa quando debita as suas fecais sentenças, não aceitar que os professores não cumpram a lei (da avaliação dos docentes), porque a lei é para cumprir, e era o que faltava (outra expressão que ele gosta muito de usar) serem os professores, logo os professores, a violarem o seu cumprimento.

Primeiro - uma das características da lei, é ser passível de ser violada, não cumprida, total com integralmente, com as necessárias consequências para que viola ou incumpre os normativos em vigor.

Segundo - Uma das características dos regimes fascistas, do tipo daquele que governou durante quatro décadas este mesmo país, era a sua intolerância relativamente àqueles que discordavam do pensar do Chefe de Governo, que eram punidos pelo crime de desobediência, portanto, por violarem a lei, ou não a cumprirem, por manifestarem por palavras ou actos a sua discordância para com ela, sendo apelidados de comunistas, tal como o fez a Ministra da Educação.

Terceiro - Temos que admitir que Salazar era muito mais democrático quanto a estas questões da violação ou incumprimento da lei, porque a sanção era extensível a todos pela mesma medida, fossem eles professores que não concordassem com a lei que os fosse avaliar, os operários do arsenal que fizessem greve, ou simplesmente, o indigente que dissesse que tinha fome.

Quarto - Do ponto terceiro nasceu o velho brocardo: "ou há democracia, ou levam todos".

Quinto - O Senhor Primeiro Ministro esqueceu-se que, há mais de 30 anos, caiu o tal regime.
Sexto - Contra o qual lutou aquele que a Ministra da Educação acusa de a insultar e caluniar por dizer que ela, e o governo a que pertence, está a agir mal.

Sexto - O Primeiro Ministro é a personificação de que, de facto os professores portugueses precisam de ser avaliados, porque num país a sério, ele não seria engenheiro, muito menos civil.




FASCISMO I - Tribunal de Viseu Condena Jovens da JCP por Pintarem Mural




Tribunal condena jovens da JCP por pintarem mural


A juíza não considerou a "liberdade de expressão um direito absoluto" e os dois jovens militantes da JCP que pintaram um mural de propaganda em Viseu acabaram ontem condenados. A propaganda tem espaços próprios cedidos pela câmara, o que não era o caso do viaduto, justificou.


Odete Santos diz que em Viseu "falta democracia"O Tribunal de Viseu aplicou uma pena de multa de 350 euros a dois militantes da Juventude Comunista Portuguesa, condenados por um crime de dano simples. O crime foi a pintura de um mural onde anunciavam o congresso da JCP. Os jovens foram ainda condenados ao pagamento de uma indemnização à Câmara Municipal de Viseu (CMV) de 102 euros.


A defesa, a cargo da antiga deputada Odete Santos, anunciou o recurso da decisão, "até à última instância", e considerou que Viseu "é uma terra conservadora e com falta de democracia".A 11 de Abril de 2006, cerca das 23.00, Luís Barata e Catarina Pereira, de 25 e 29 anos, estavam a pintar o mural, no viaduto do Hospital, quando foram identificados pela PSP de Viseu.


A Câmara de Viseu, proprietária da infra-estrutura apresentou queixa e constituiu-se assistente no processo. Ontem no tribunal apenas compareceu Luís. Catarina foi mãe esta semana e pediu escusa.


O Tribunal considerou provado todos os factos da acusação e sustentou a sua decisão no facto de a afixação de propaganda ser "garantida aos partidos políticos nos espaços cedidos pelas câmaras, o que não era o caso do viaduto". A juíza que presidiu à sessão considerou ainda que os jovens pintaram uma inscrição e não um mural. "Um mural tem pictografia e apela a memórias", justificou. No entender do tribunal "a CMV agiu legitimamente e não podia proceder à remoção da inscrição porque o viaduto não é amovível".


No entendimento da juíza "a liberdade de expressão, garantida num Estado de direito, não é um direito absoluto. Acaba onde começa a liberdade dos outros e neste caso colidiu com o direito de propriedade que se lhe sobrepõe". Argumentos que não convenceram Odete Santos. Apesar disso, a antiga deputada não se mostrou surpreendida com a decisão. "Quando se pergunta ao arguido se pediu autorização à Câmara para fazer uma inscrição mural é estar a restabelecer a censura prévia", afirmou.


Odete Santos garantiu que irá recorrer da decisão porque "a propaganda política não está dependente de autorização nenhuma e o viaduto não está proibido por lei". A advogada criticou ainda o tribunal por "fazer uma distinção entre pintura mural e inscrição mural, quando a própria lei se aplica às inscrições e pinturas murais".


Odete considerou que a sentença "foi um desconhecimento da jurisprudência muito rica que há" e lembrou um acórdão do Tribunal Constitucional que concluiu que o facto de a lei delimitar os locais reservados, "não quer dizer que não pudesse ser feito fora desses locais".Num comentário político, a militante comunista disse que "o concelho de Viseu é conservador e o único onde neste país se condenam pessoas por fazer inscrições murais".


A advogada apontou o exemplo do sul do país, "onde a CDU tem a maioria nas câmaras e se cumprem as regras da democracia", concluiu. Odete Santos mostrou-se esperançada no recurso e garantiu que irá recorrer até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, "por violação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem que garante um direito fundamental que é o direito à liberdade de expressão".


Já Filipe Marques, advogado municipal lembrou que este "é um processo judicial relativo a um crime de dano e a sentença apenas o reflectiu", acrescentou.


Para já o recurso impede os jovens de concretizarem a sentença: uma multa de 50 dias à taxa diária de sete euros e, solidariamente, 102 euros de indemnização à CMV.




Comentário


Aquela de a CMV não poder remover a inscrição porque o viaduto não é amovível é um mimo das decisões judiciais.


Será que já ouviu falar de jacto de areia?


E o dano de 102 euros? Refere-se ao preço do viaduto? À demolição do viaduto? Não deve ter sido referente à remoção da inscrição, pois o viaduto não é amovível. Ou será?


E em quanto terão montado os custos da CMV com o processo? Seria curioso saber, não seria?

Capricho e Soberba

CAPRICHO E SOBERBA
Baptista-Bastos Escritor e jornalista b.bastos@netcabo.pt





Cento e vinte mil mil professores na rua não emocionaram o Governo. A ministra e Sócrates afirmaram-se renitentes nas decisões tomadas: é assim que dissemos, é assim que fazemos. Capricho, desdém e alarde não constituem excepção neste Executivo, o qual, sem ser, notoriamente, socialista, também não é carne nem peixe nem arenque vermelho. Mas 120 mil pessoas indignadas não são a demonstração de uma birra absurda nem a representação inútil de uma frivolidade. A cega teimosia de Sócrates pode, talvez, explicar que não está à altura do seu malogro, mas sim do seu umbigo. Porque de malogro e de narcisismo se trata. A qualidade de um Governo afere-se pelo grau de comunicabilidade que estabelece com os outros, e pelo sentido ascensional que possui do tempo e do espaço para elevar a vida colectiva. Sócrates esqueceu-se, ou ignora, que o homem é ele e a sua circunstância, como ensinou Ortega. E que num político a circunstância é criada por ele próprio, sem negligenciar os outros. A verdade é que não conhecemos os seus desígnios criativos, mas sim as variações desafortunadas da sua política. Há tempos, João Lopes, o amigo e o crítico por igual excelente, dizia-me que Portugal tinha falta de compaixão. A palavra "compaixão" adquiria o sentido de simpatia e compreensão pelo outro. É verdade. Ausentamo-nos e negamo-nos, escarnecemo-nos e desprezamo-nos, deixámos de nos ouvir uns aos outros; nem transeuntes somos: trespassamo-nos porque dissipámos a consistência e, acaso, a ternura. Com a nossa desmedida indiferença permitimos o nascimento de gente presumidamente detentora da verdade. A soberba de Sócrates, ante o protesto dos 120 mil, advém, certamente, desse sombrio e feio convencimento. Em Fevereiro de 1947, quando, em França, se preparavam eleições, Camus escreveu, no Combat, um texto que assim começava: "Os problemas que há dois anos nos excedem vão cair no mesmo impasse. E, sempre que uma voz livre procurar afirmar, sem pretensões, aquilo que pensa, logo uma matilha de cães de guarda, de todas as cores e feitios, começará a ladrar furiosamente, para abafar o eco dessa voz." Em consciência, a impassibilidade de José Sócrates e a crispada frieza de Maria de Lurdes Rodrigues podem abafar o eco de 120 mil vozes, que protestam muitas razões de que não é preciso reter senão as mais importantes? Um Governo que recusa, constantemente, a obrigação de ouvir o outro, admite a possibilidade do direito à desobediência. A rigidez decisória não conduz ao apaziguamento e distancia-se dos verdadeiros interesses, criando rancores e ressentimentos desnecessários e duradouros. Conversar, escutar, dialogar, debater, por vezes com furor e impaciência, é solução muito mais eficaz do que alimentar uma inconsiderada teimosia, de consequências imprevisíveis.
Comentário
Quem sou eu para comentar uma crónica de Baptista Bastos.