sexta-feira, 14 de novembro de 2008

MALDADE!


No primórdios do presente ano veio a lume a notícia de que os aposentados da função pública iriam passar a descontar 14 meses para a ADSE, e não os 12 a que estavam habituados e que eram cobrados aos funcionários em actividade de funções.

Salta o Ministro para as páginas dos jornais, que se tratava de um erro, um engano, que seria corrigido rapidamente.

O rapidamente deu para chegar até ao fim do ano sem correcção nenhuma.

Pelo contrário. A correcção do engano veio na forma de confirmação da medida, com o anúncio, em brinde, que os novos contratados da função pública irão descontar os tais 14 meses desde o momento em que iniciarem a actividade.

Afinal, e havemos de lá chegar, o objectivo, mesmo, é de pôr todos os funcionários, aposentados ou no activo, a fazer descontos para ADSE sobre os 14 vencimentos que auferem anualmente.

Dirão os trabalhadores do sector privado que a eles não lhes toca. Estejam descansados que o Ministro Teixeira dos Santos há-de descobrir mais esse erro, ou engano.

Mas, a coisa não acaba aqui. Ontem o Ministério da Finanças vieram declarar que os aposentados não vão ser prejudicados, porque se trata de manter o mecanismo de descontos existente.

Pronto. O erro passou a mecanismo existente e em vigor.

Perguntam: onde está a maldade.

A maldade está no facto de esta medida, se por um lado não deixará, concerteza, os atingidos mais pobres, pelo menos os aposentados com rendimentos superiores a determinado montante, também, concerteza, não irá salvar a ADSE da situação em que se encontra.

Creio até, que se fizermos as contas, o que vão cobrar não chega para pagar apenas e só as mordomias dos administradores da dita.

Há vinte anos, estava na tropa, e um chefe ensinou-me (sim, porque na tropa também se aprendem umas coisas) que o maior parvo é aquele que prejudica deliberadamente alguém, e não retira nenhum proveito de facto.
Cheira-me que, e perdoem-me a franqueza, tanto ministro como secretário de estado são dois parvos que para aí andam.

Maldade, porque, mentindo descaradamente, aliás, como tem mentido desde que foi para o governo, o ministro vem dizer que existe um erro que vai ser corrigido, e, passados meses, vem confirmar como boa a decisão que antes reconhecera como erro.

Maldade porque confirma o erro e ilude que ninguém vai ser prejudicado porque o sistema já se encontra em vigor.

Maldade porque em nome e às custas deste povo estão no governo, e mentem-lhe descarada e despudoradamente de cada vez que aparecem na TV.
Maldade porque isto não é política, é malformação de carácter e personalidade, e estes comportamentos são são possíveis em pessoas de maus fundos, e com uma compulsividade para a mentira, passível de estudo psiquiátrico.







1 comentário:

  1. só é de estranhar que as vozes que costumam visitar o blog a defender o governo nao façam agora o mesmo. talvez porque os homens mentem tanto que já nem os seus advogados neles acreditam?

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