quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Onde é que eu já vi isto?


Relativamente poucas vezes se vê um político congregar ferozes oposições que abranjam to o arco político, da esquerda à direita, mesmo que por razões diversas, mas que pretendem o mesmo objectivo.

A equipa do Ministério da Educação conseguiu congregar esse sentimento até mesmo dentro do seu próprio partido, sendo certo que o Partido Socialista era dominante entre a classe dos docentes.

Eles conseguem ser os únicos a estarem certos: todos os restantes agentes da educação estão errados. Pelo menos a esmagadora maioria que está em desacordo com o processo de avaliação dos docentes e, agora, também, com o Estatuto do Aluno, e o famigerado despacho "aclarativo" que mais não é que um atestado de incompetência à classe docente, passado por um Secretário de Estado que ainda não deu mostras de competência, nem política nem pedagógica ao longo da sua vida política e de docente, respectivamente.

Agora até os pais, à excepção do inefável Albino Almeida, que neste momento não tem legitimidade moral para falar pelos pais, dada a sua colagem inqualificável ao poder, compreendem que a razão está do lado dos professores, e não do M.E. como a RTP gosta muito de fazer transparecer.


Faz lembrar aquela do militar que ia com o passo trocado, mas dizia que o resto do batalhão é que ia fora da cadência.

Faz também lembrar um determinado regime que defendia o orgulhosamente sós, e que consegui congregar a discordância do mundo inteiro, mas que se considerava detentor da razão.

Sócrates, Lurdes Rodrigues e Salazar estão bons uns para os outros, e a eles podem-se juntar todos aqueles que por acção e omissão contribuíram para criar este clima de crispação na educação.


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