terça-feira, 9 de abril de 2013

Objectivo: ZERO



Passos Coelho deu a conhecer quais as áreas em pretende reduzir despesa, aliás, aquelas que já havia indicado no seu célebre plano de reformulação do Estado: saúde, segurança social, educação e empresas públicas.
Não é inocente esta escolha sectorial.
Trata-se de desmontar o Estado social, peça a peça, e extinguir, definitivamente, o sector empresarial público, o pouco que resta.
É mais um passo na implementação do sistema ultraliberal e capitalista, coordenado globalmente, pelos senhores do Goldman Sachs, tão bem representados em Portugal por Moedas e Gaspar.
A meta é entregar nas mão de privados, sempre grandes organizações, intimamente ligadas à banca e aos seguros, todas as actividades que podem ser desempenhadas pela sociedade civil e sem intervenção do Estado, ou seja, trata-se de criar áreas de negócio, geradoras de lucro para os privados em sectores actualmente geridos pelo Estado, pelo que os utentes terão que pagar os serviços, tendo incorporadas nas taxas os valores que vão constituir o lucro das corporações.
O Estado português endividou-se para construir um Estado Social, e vai agora endividar-se para o destruir.
A falácia está em querer incutir nas pessoas na necessidade de implementar estas políticas e de que, apesar de tudo, os cidadãos vão ganhar com elas.
Chama-se a isto vender banha da cobra, actividade muito pouco meritória cujo desempenho o Primeiro Ministro está cada vez mais habituado a desenvolver.
Mas, a verdade é  que só se vende banha da cobra se houver quem esteja disposto a comprá-la, e isso só o futuro vai mostrar se há ou não. 

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