terça-feira, 26 de março de 2013

República - I


Sou republicano. De alma e coração. Defendo que a coisa pública está acima de qulauer interesse pessoal ou corporativo, económico, religioso, político ou desportivo.
Em 1910, o regime republicano foi insturado em Portugal, pondo fim a quase oito séculos de regime monárquico, que favoreceu, por força da hereditariedade toda uma elite que enriqueceu à custa de um povo, e que, com fundamento na mesma prerrogativa sucessória levou à perda da independência nacional.
Ou seja, a força do sangue imperou sobre a vontade de todo um povo, com o beneplácito da santa igreja católica apostólica romana.
Só este simples facto deveria ser suficiente para os monárquicos pensarem no sistema que defendem.
A República tem na sua essência o serviço público, desinteressado, de todos os funcionários do Estado e dos políticos eleitos para o liderarem.
Exemplo extremo do desinteresse republicano está retratado na foto que se encontra acima: o Presidente da República Teófilo Braga dirige-se ao Palácio de Belém, para trabalhar no exercício das funções para que foi eleito, deslocando-se em transporte público, numa época em que o PR não tinha direito a transporte do Estado, casa do Estado, guarda costas do Estado, para além de todas as outra mordomias que, ao longo dos anos foram criando para os diversos cargos políticos.
Como disse, trata-se de um exemplo extremo, que não se deve reflectir no presente.
Mas será que tinhamos de caír no extremo oposto?

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