domingo, 31 de maio de 2009

Legitimidade Moral








Estive na Avenida da Liberdade, na manifestação dos professores.

Estive lá em solidariedade com a classe a que pertence a mulher que escolhi para minha companheira.

Estive lá como membro do Conselho Geral Transitório de uma escola, lutando contra a nova política de gestão escolar.

Comigo, estiveram dezenas de milhares de professores e outros cidadãos que, no exercício do direito de manifestação, e em consciência manifestaram o seu desagrado para com a equipa ministerial da educação a as desastrosas políticas que estão a esboroar o sistema de ensino público.

Connosco, estiveram lá diversos dirigentes partidários e candidatos de diversos partidos, que manifestaram também a sua solidariedade para com a classe docente.

Não estiveram lá os dirigentes do Partido Socialista. Provavelmente alguns até gostariam de lá ter estado. Mas o PS já não tem dirigentes partidários. Já só tem membros do governo.

Sócrates manifestou a sua indignação, não por dezenas de milhares se terem contra as políticas educativas do seu governo, mas porque viu na TV diversos dirigentes partidários, naquilo a que chamou de aproveitamento político.

Esta foi a posição de um Primeiro Ministro que, entre duas acções de campanha de Vital Moreira, faz uma perninha no programa de inaugurações do governo, numa manifestação de aproveitamento partidário eleitoraleiro das obras executadas com o dinheiro dos contribuintes, em festas onde os custos não têm limites, e onde o Governo, está sempre em peso.

Senhor Primeiro Ministro: quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho.

Já agora, como se deslocam o Primeiro Ministro e a sua corte de dirigentes do Partido Socialista promovidos a membro do Governo? Nas suas viaturas próprias? Não, senhor. No carrinho do Estado, pois está claro.

Aliás seria bom que alguém se dedicasse a contabilizar as horas que os membros do governo passam em campanha, porque essas são algumas daquelas que eles não dedicam a tentar encontrar uma saída para os estado miserável a que conduziram este país.

Diz-se até que, quando chega a caravana de Vital, chegou o circo do Geppeto com o Pinóquio.

Aproveitamento por aproveitamento prefiro o dos dirigentes partidários que vão às manifestações da Avenida da Liberdade. Ao menos esses não pesam no bolso dos contribuintes.

E o senhor primeiro ministro não tem legitimidade moral para criticar seja quem for neste país por apoiar a luta dos professores.

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