segunda-feira, 25 de março de 2013

Capitalismo - I



O capitalismo é, talvez, a razão principal do "renascimento" deste espaço.


Nunca como agora é tão claro para todo o mundo, nesta é poca de globalização e de tráfego e tráfico de informação e conhecimento que vertiginosamente vamos vivendo, qual a verdadeira face do sistema capitalista selvagem.
Em minha opinião (e já alguém certamente está a levantar as mãos, com e sem pedras) não existem sistemas perfeitos, nem sequer ideiais, a não ser claro a ideia de Thomas Moore e a sua Utúpia.
Aliás, é daí que vem a tradição de dizer que os sistemas perfeitos são utópicos.
Para mim, uma ditadura será sempre uma ditadura, seja ela de direita ou de esquerda. Nestes regimes existirão sempre pessoas e ideais que estarão cerceados.
Também para mim, quaquer democracia está dominada pela classe burguesa, pelo que será ela própria uma espécie de ditadura, sendo que o contraponto reside na origem do poder, porque este, depois de constituir, depressa trata de se esquecer de onde provém a sua legitimidade.
Por cima das democracias paira um outro sistema político-económico, o capitalismo, que frustra toda e qualquer tentativa de humanizar a sociedade, impondo uma verdadeira e terrifica ditadura do dinheiro sobre todos os valores e princípios que devem nortear a Humanidade.
Hoje, como nunca, o capitalismo mostra a sua verdadeira face, maléfica e destruidora, devorando inexoravelmente a vontade dos povos, submetendo-os, sob uma vaga ideia de liberdade individual, a uma realidade de ditadura colectiva.
Curiosamente é essa sensação individualista de liberdade que permite que o sistema capitalista se imponha à vontade colectiva dos povos e das nações.
Pessoal e individualmente, eu, cidadão, recuso-me a estar calado.

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