quarta-feira, 27 de março de 2013

Não fui capaz ....


Não fui capaz, pronto!
Depois de me tentar convencer, após o jantar, e de me instalar no meu posto de comandar o comando (da TV), zappei para a RTP1, a fim de assistir ao regresso de Sócrates, um dos maiores responsáveis pelo estado calamitoso a que este país chegou e um um dos obreiros mais afincados na destruição do Estado pela injecção de incompetentes que promoveu durante o seu consulado.
Não fui capaz.
Tomei consciência de que iria quebrar dois anos de jejum de conversa socrática, his master´s voice, que tanto me agradaram depois de 6 anos de pura picaretice pegada.
Não. Estar impávido a ouvir desculpas para justificar o injustificável era demais para mim.

PS: Quer manter Beja e aumentar o número de Câmaras no distrito…

 
 
 
 
PS: Quer manter Beja e aumentar o número de Câmaras no distrito…

O Partido Socialista (PS) quer voltar a ganhar Beja e aumentar o número de Câmaras no distrito, avançou à Voz da Planície o coordenador autárquico 2013 da Federação do Baixo Alentejo do PS, Nicolau Gonçalves.
Sobre Beja, Nicolau Gonçalves frisou que o trabalho de Jorge Pulido Valente, e do seu Executivo, está à vista e que por isso mesmo, as perspectivas são de manter a liderança na capital de distrito.
Relativamente às restantes Câmaras do distrito de Beja, Nicolau Gonçalves adiantou que os objectivos são manter as actuais e ganhar novas, sem adiantar contudo, aquelas onde o PS pensa ter boas perspectivas de ganhar.
Recorde-se que em 2009, os socialistas ganharam sete Câmaras do distrito, retirando da liderança da capital a CDU e que para as autárquicas deste ano, o PS já apresentou 13, dos 14 candidatos, apostando em recandidaturas nos concelhos de Beja, Aljustrel, Mértola, Odemira e Ourique. Anunciou candidatos novos a Almodôvar, Alvito, Barrancos, Cuba, Castro Verde, Moura, Serpa e Vidigueira.
Falta identificar o candidato a Ferreira do Alentejo, porque a Concelhia ainda não se pronunciou, esclareceu também à nossa estação Nicolau Gonçalves, revelando que a aposta deverá recair na recandidatura de Aníbal Costa.
Daqui: http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/53256

Mariani - Aníbal & Maria S.A.


Como em qualquer país republicano, Portugal elege o seu Presidente da República de tempos a tempos, no caso serão 5 anos. Felizmente apenas pode ser reeleito para dois mandatos consecutivos.
Apenas não compreendo é porque é que tendo sido eleito pela maioria dos portugueses, entre os quais eu não me encontro, o cidadão Aníbal Cavaco Silva, tenho que andar a suportar, sim, andado a suportar as passeatas da cidadã Maria Cavaco Silva.
Não há sítio onde a múmia andante se desloque sem que a outra alma se encontre pendurada, com o nariz metido em tudo. Será que a eleição era para escolher o casal, e eu não dei por nada?
Desde o 25 de Abril, entre eleitos e não eleitos, tivemos 6 Presidentes da República, e tirando as ocasiões em que o protocolo o exige, nunca notei uma presença excessiva da esposas dos primeiros 5.
Nem mesmo a vetusta Gertrudes, esposa de Américo Thomaz, aparecia tanto como a actual primeira dama.
Maria Cavaco Silva está em todas.
E temos que pagar todos os custos do facto, e mais ainda, o pessoal do seu gabinete (que não sei para que serve), a viatura em que se desloca quando o PR está ocupado com outros afazeres, a segurança, etc.
É por estas e por outras que a nossa Presidência da República tem duas vezes o orçamento da Casa Real Espanhola.
Apenas duas pequenas diferenças: estes estão em  Portugal e os outros estão em Espanha e nós somos  (???) uma República e eles são uma Monarquia.
Como diria o "velho" Peça: e esta hein?

Moral e Religião


No seguimento das publicações anteriores, acerca do regime republicano, e do Estado republicano, há dúvidas que há já algum tempo me assaltam a mente.
Sendo os estados republicanos naturalmente laicos, sem religião, e sendo Portugal um país republicano, custa-me a entender porque razão a igreja católica e os seus membros continuam a deter tantos privilégios.
É a concordata que trás uma carrada de isenções e benefícios que isentam a instituição e os seus membros de uma quantidade enorme de obrigações normalmente cometidas aos demais cidadãos.
É a existência de capelães militares, suportados pelo erário público.
É a existência de uma disciplina chamada moral e religião, com professores nomeados pelos bispos mas cujos salários são suportados pelo contribuinte.
São as esmolas que estão isentas de qualquer imposto, e que representam milhões anualmente, quando um donativo de carácter social para ajuda a um cidadão concreto está sujeito a uma taxação estupidamente elevada, como recentemente se viu com um espectáculo a favor de um forcado incapacitado.
E muitos outros exemplos haveria para dar.
É caso para se dizer que poderá haver muita religião, moral é que não há nenhuma.

terça-feira, 26 de março de 2013

“Por Beja com todos” candidata Lopes Guerreiro à Câmara de Beja


O movimento independente e plural “Por Beja com todos” reuniu recentemente o seu Plenário de Aderentes (o mais participado de todos) e decidiu:
Confirmar a decisão (tomada no Plenário de 19 de Janeiro) de apresentar candidaturas aos órgãos autárquicos do concelho de Beja nas próximas eleições.
Reforçar a Comissão Dinamizadora com novos membros, que se disponibilizaram para o efeito, com o propósito de trabalharem activamente no processo eleitoral.
Escolher, por unanimidade e proposta de Maria Angelina Soares, José Lopes Guerreiro para encabeçar a lista de candidatos à Câmara Municipal de Beja, cuja apresentação pública terá lugar no mês de Abril, em data a indicar.

Algumas das funções e actividades exercidas pelo candidato:

José Lopes Guerreiro tem 59 anos, é natural de Selmes e reside no Penedo Gordo. É assessor da direcção da ACOS e director da EXPOBEJA (desde 2003).
Lopes Guerreiro foi militante do PCP (1975/2011), vereador e presidente da Câmara de Alvito; vereador da Câmara de Beja; presidente do Conselho de Administração da AMDB; primeiro presidente da Região de Turismo da Planície Dourada; presidente do Conselho de Administração da AMCAL. Foi também do CEBA – Conselho Económico do Baixo Alentejo; presidente da NOVALVITO. E foi ainda professor provisório do ensino preparatório, guarda-livros, organizador executivo da RuralBeja e sócio-gerente da Estud@lentejo.

Retirado de: http://www.porbejacomtodos.org/2013/03/por-beja-com-todos-candidata-lopes.html


Retirado do http://alvitrando.blogs.sapo.pt/2396920.html#comentarios


Assim, a Câmara de Beja conta já com 4 candidatos: Pulido Valente (PS), João Rocha (CDU/PCP-PEV), João Pedro Caeiro (PPD-PSD) e José Lopes Guerreiro pelo Movimento Beja Com Todos.

República - II


Pois. Como disse, é suposto, num regime republicano, que o Estado seja imune aos interesses individuais e corporativos, nomeada e principalmente aqueles que lhe que lhe possam causar prejuízo.
Parece que este senhor, Jorge Silva Carvalho, enquanto membro dos serviços secretos nacionais, utilizou a sua posição para aceder a informação privilegiada acerca de pessoas e empresas, e parece que terá facultado parte dessa informação a pessoas e empresas concorrentes.
O próprio admitiu pertencer à maçonaria, que por muito que queiram branquear a sua imagem, para mim, uma organização que se esconde atrás do segredo, não deve ter uma face muito clara.
Dessa mesma organização, alegadamente, faria parte o beneficiário das informações que Jorge Carvalho lhe terá facultado.
Também faz parte da mesma instituição o Ministro Relvas, eminência parda do poder vigente, amplamente conhecido pela sua incompetência, para além de outros atributos, cuja extensa lista é impossível de aqui explanar.
Hoje, como brinde, o sr. Jorge Carvalho, adquiriu vínculo ao Estado, com a categoria de Técnico Superior, com vaga criada expressamente para si na Presidência do Conselho de Ministros.
Antigamente, para se entrar no Estado tinha que se fazer prova de idoneidade para tal. ´
Hoje premeia-se quem, no exercício de funções públicas, lesou o Estado, pelo abuso das mesmas, e colocou todo o aparelho em total descrédito.

República - I


Sou republicano. De alma e coração. Defendo que a coisa pública está acima de qulauer interesse pessoal ou corporativo, económico, religioso, político ou desportivo.
Em 1910, o regime republicano foi insturado em Portugal, pondo fim a quase oito séculos de regime monárquico, que favoreceu, por força da hereditariedade toda uma elite que enriqueceu à custa de um povo, e que, com fundamento na mesma prerrogativa sucessória levou à perda da independência nacional.
Ou seja, a força do sangue imperou sobre a vontade de todo um povo, com o beneplácito da santa igreja católica apostólica romana.
Só este simples facto deveria ser suficiente para os monárquicos pensarem no sistema que defendem.
A República tem na sua essência o serviço público, desinteressado, de todos os funcionários do Estado e dos políticos eleitos para o liderarem.
Exemplo extremo do desinteresse republicano está retratado na foto que se encontra acima: o Presidente da República Teófilo Braga dirige-se ao Palácio de Belém, para trabalhar no exercício das funções para que foi eleito, deslocando-se em transporte público, numa época em que o PR não tinha direito a transporte do Estado, casa do Estado, guarda costas do Estado, para além de todas as outra mordomias que, ao longo dos anos foram criando para os diversos cargos políticos.
Como disse, trata-se de um exemplo extremo, que não se deve reflectir no presente.
Mas será que tinhamos de caír no extremo oposto?

segunda-feira, 25 de março de 2013

Capitalismo - II



A Troika decidiu que o défice tinha que ser reduzido.
Subiram os impostos.

A Troika decidiu que o défice tinha que baixar pelo lado da despesa.
O governo decidiu cortar 4 mil milhões na despesa.

A Troika decidiu que as indemnizações laborais tinham que baixar.
O Governo decidiu reduzir as indemnizações laborais.

A Troika decidiu que o Estado tinha que encolher.
O Governo vai despedir.

A Troika decidiu que a banca precisava de dinheiro.
O Governo aceitou injectar 12 mil milhões.

A Troika acha que os preços dos serviços devem baixar.
O Governo cala-se que nem um rato.

A isto chama-se protecção descarada de interesses financeiros privados pelo Estado, em prejuízo dos interesses individuais dos cidadãos e colectivos do país.

É o capitalismo no seu melhor!

Capitalismo - I



O capitalismo é, talvez, a razão principal do "renascimento" deste espaço.


Nunca como agora é tão claro para todo o mundo, nesta é poca de globalização e de tráfego e tráfico de informação e conhecimento que vertiginosamente vamos vivendo, qual a verdadeira face do sistema capitalista selvagem.
Em minha opinião (e já alguém certamente está a levantar as mãos, com e sem pedras) não existem sistemas perfeitos, nem sequer ideiais, a não ser claro a ideia de Thomas Moore e a sua Utúpia.
Aliás, é daí que vem a tradição de dizer que os sistemas perfeitos são utópicos.
Para mim, uma ditadura será sempre uma ditadura, seja ela de direita ou de esquerda. Nestes regimes existirão sempre pessoas e ideais que estarão cerceados.
Também para mim, quaquer democracia está dominada pela classe burguesa, pelo que será ela própria uma espécie de ditadura, sendo que o contraponto reside na origem do poder, porque este, depois de constituir, depressa trata de se esquecer de onde provém a sua legitimidade.
Por cima das democracias paira um outro sistema político-económico, o capitalismo, que frustra toda e qualquer tentativa de humanizar a sociedade, impondo uma verdadeira e terrifica ditadura do dinheiro sobre todos os valores e princípios que devem nortear a Humanidade.
Hoje, como nunca, o capitalismo mostra a sua verdadeira face, maléfica e destruidora, devorando inexoravelmente a vontade dos povos, submetendo-os, sob uma vaga ideia de liberdade individual, a uma realidade de ditadura colectiva.
Curiosamente é essa sensação individualista de liberdade que permite que o sistema capitalista se imponha à vontade colectiva dos povos e das nações.
Pessoal e individualmente, eu, cidadão, recuso-me a estar calado.

Repristinar

repristinar - Conjugar
(re- + prístino + -ar)
v. tr.
v. tr.
1. Restaurar a forma ou o aspecto
.aspeto.aspecto primitivos.
2. [Direito]   [Direito]  Fazer vigorar de novo.


Pois é. Depois de tanto tanto sem actividade, quase se poderia pensar que este blog estava "revogado".
Pois o tempo, o de agora, lembrou-se de o trazer à vida, pela via da "repristinação", ou seja, está de novo em vigor.
E com o mesmo aspecto primitivo: aberto à participação, não isento e independente.