
Não pelo conteúdo, mas pela forma bem disposta com que aborda o tema, trancrevo aqui um texto retirado do blog http://toneldiogenes.blogspot.com/, porque também nos podemos divertir com coisas sérias.
A esquerda, pá!
Para assinalar o meu despousio vou transcrever (tenho usado mais acertadamente o verbo roubar), de Novembro de 2000, um texto de autor contemporâneo que, para não variar, não vou identificar para não facilitar que me processe.“Preocupados com o passado, o presente e o futuro da agricultura, reuniram-se num colóquio em Mértola Cláudio Torres (apoiante do Bloco de Esquerda e da CDU), Constantino Piçarra (apoiante só do Bloco de Esquerda) e um ex-ministro da Agricultura, considerado próximo só do PCP. O encontro foi anunciado há semanas em Castro Verde por Fernando Rosas, candidato bloquista à Presidência, mas na realidade foi organizado pelo Campo Arqueológico de Mértola, dirigido por Cláudio Torres, mandatário nacional de Rosas. Ou seja, o Bloco Agrícola de Mértola anda a realizar, empenhadamente, iniciativas no domínio da arqueologia de esquerda. Que escrevo eu? Há qualquer coisa que não soa bem aqui. Re-escrevamos: o Campo Arqueológico de Esquerda promoveu, no passado dia 4, e em conjunto com o Bloco de Mértola, um colóquio sobre Agricultura. Não, bolas, também não foi assim. Quem promoveu o encontro foi o Bloco Arqueológico de Mértola em conjunto com o Campo de Esquerda. Também não. Acho que me enganei outra vez… O colóquio foi uma iniciativa da Esquerda Arqueológica no Campo com a colaboração de Mértola em Bloco. Se calhar também não foi exactamente isso. Vamos então tentar de novo. Realizou-se recentemente um encontro promovido pelo Bloco do Campo Agrícola em conjunto com alguns elementos da Esquerda Arqueológica. Não, caramba, enganei-me outra vez. Até parece mentira! Vamos à última tentativa: a Agricultura Arqueológica da Esquerda conspirou recentemente com membros do Campo de Mértola. Bem, desisto. Fiquemos por aqui.No fundo, acho que toda a gente percebeu. Foi uma iniciativa gira, pá. Isso é que interessa. Foi assim uma coisa de esquerda, pá. Da esquerda caviar mais da esquerda tractorista. Da esquerda folclórica e da esquerda descontraída. Da esquerda de camisa aos quadrados à esquerda da boina guevarista. Da esquerda mais ou menos animada à esquerda mais ou menos coerente. No fundo, não interessa muito se foi o Bloco de Mértola, a Arqueologia Agrícola ou o Campo da Esquerda quem organizou a iniciativa. No fundo, o importante é a esquerda. A esquerda , pá."
li e não posso deixar de comentar. é sintomático a forma pouco edificante com que o nome de pessoas que me merecem respeito, quer pela dignidade quer pelas posições politicas é aqui tratado. não consigo discernir a pretensão do escritor desta peça. por certo um iluminado das artes e das letras, que o autor deste bloge aqui trás. no entanto talvez o importante seja mesmo a esquerda enquanto espaço aberto de confronto de idéias, embora eu entenda que exista uma esquerda, cheia de funcionários fascistas que se apelidam de comunistas ( um ex-director do D.A cabe neste campo) que se comporta como dona do ideário marxista e que pratica (embora não o assuma) a máxima salazarista de "orgulhosamente sós".
ResponderEliminarás vezes inventam coligações só para dar idéia de que são unitários.
depois de ler e reler a peça, não encontro aqui nenhuma referência que possa por em causa o nome das pessoas mencionadas.
ResponderEliminarO autor da peça faz um trocadilho com com a designações de pertidos, ideologias, e instituições envolvidas numa iniciativa que ocorreu nos idos de 2000.
Quanto ao resto do comentário, não entendo a quem se rfere em concreto, mas pressuponho que se está a referir ao PCP e à CDU, tendo manifestado o seu entendimento, que por ser legitimo, aqui é publicado.
Mas volto a frisar que, a esquerda tem que ser bem disposta.
Aliás, o BE sempre tem defendido a boa disposição contra cinzentismo do PCP.
Não quer é acreditar que a boa disposição apenas pode atingir uma parte.
cumprimentos
Pois, foi no ano em que o congresso do pcp passou completamente ao lado da candidatura de António Abreu ( seria para desistir), e a poucos dias das eleições o Comité Central dá uma reviravolta à coisa, e Abreu foi a votos. Com os militantes à pressa a colar cartazes de AA. O resultado todos sabemos, 5,1% nem sequer registado no Avante da semana seguinte.
ResponderEliminarSim nessa altura militava no PCP e estive nesse Congresso " quente", onde pela 1ª vez a ortodoxia tremeu. E com a ajuda de Carvalhas domina agora todo o partido.
Há momentos que não devem ser esquecidos, e, que não devem ser relembrados.
ResponderEliminarÉ um contra-senso, mas não se acalma a dor com outra dor, igual ou maior.
Sagher não estarás a ser demasiadamente injusto ao invocar CP como uma figura indesejável?
ResponderEliminarMAD por decoro entendo já ter dado a resposta a essa questão, o dito CP teve um comportamento ofensivo para com a minha pessoa e para com a memória de milhares de militantes do pcp, que ele diz defender, com a sua actuação. actuação sancionada pela extrutura de beja do dito partido que assim me provaram não serem o que dizem ser, mas meros funcionários que tomaram o partido de assalto. mas isso ´não é da minha conta, quanto a ti não sei se será ou não
ResponderEliminarCom o aparente humor do autor deste texo.
ResponderEliminarCom a aparente descontração do sigantário.
Com este ar solto, leve, descontraído e até menos monolitico. Do que é seu hábito.
Digo: Nós os tractoristas, de esquerda.
Nós os homens, as mulheres e os outros. Sim os outros.
Dizemos-te: A monocultura chateia, mata, seca e despovoa.
Dizemos-te ainda: As aves vooam, andam, gritam e por vezes. Muitas vezes. Migram para perto. Migram assim: Chegam alegres e mais jovens.
Dizemos-te ainda: Que a terra move-se, o Sol nasce, o Mar tem ondas, e ainda que o vento chateia. E muito.
Mas ainda te dizemos: Que a juventude, a alegria, a lucidez, e o resto. Sim o resto.
Porque existe ainda o resto.
Dizemos-te ainda: Que somos das décadas de 60,70 e 80 e até mais recente.
Dizemos-te ainda: Que temos amigos como tu.
Dizemos-te ainda: Ainda bem que a existem outros.
Dizemos-te ainda: Que muitos, mas muitos do Bloco eram outros.
Dizemos-te ainda: Que todos somos poucos.
Dizemos-te ainda: Que, a força vem de quem acredita, de quem faz, de quem escava buracos, de quem guia tractores, de que escreve, de quem come. Mas esta força constroi-se bloco a bloco. Cláudio a Cláudio. E claro, que aqui, como noutro lado qualquer a razão é plural. Tem Vento,tem Terra e Mar.
Mas ainda te digo: O vento por vezes cansa.
Mas ainda te digo: A terra «é grande.
Mas ainda te digo: O Mar é enormíssimo. E navegar é preciso.É mesmo
Mas companheiro, nestes mares nos encontrámos. E claro, navegar é remar.
Remar neste mar, Neste ar, seja ele em Bloco ou não.
Portanto companheiro, ouve. Ouviste o vento? Ouviste? Eu sim.
Um abraço
Do Vento que sopra.
Ora se podemos brincar cá vai:
ResponderEliminarColocamos as milhares de cabeças decapitas por Estaline do lado esquerdo da foice no cartáz da esquerda.
Depois no mesmo cartáz, os famintos da URSS a tentar segurar o martelo.
O que faz falta é avisar a malta, o que faz falta é avisar a malta...
Para o Vento que Sopra
ResponderEliminarAinda bem que há Mulheres, Homens e os outros.
Ainda bem que há Bloco e à Partido.
Ainda bem que a Terra é enorme, e tem mar,terra, vento e fogo.
E tanto gira como roda.
E depois há o Sol, esse é de todos.
E ainda bem que somos amigos, porque essa é a base para tudo isto fazer sentido.
Um abraço
João Nuno Sequeira.