
Pois é.
Imagino que desde há 32 anos não havia tamanho frenesim nas direcções concelhias dos partidos políticos em Castro Verde.
Enquanto o Partido Socialista aguça o dente ao segundo mais apetecido município do Baixo Alentejo, porque, obviamente, o principal é Beja, o Partido Social Democrata anseia por recuperar o peso eleitoral paulatinamente dissipado, e o Bloco de Esquerda lambe os lábios a olhar o filet mignon em que o lugar vago com a partida de Fernando Caeiros para o PORA se transformou.
Do outro lado, a CDU - PCP/PEV, cerra fileiras na defesa desta emblemática autarquia, um símbolo da sua resistência aos avanços dos outros partidos com implantação regional.
No entanto, um problema é transversal a todos eles.
Colocando de parte as respectivas competências profissionais, técnicas e políticas, nenhuma destas forças tem para propor, à partida, um candidato carismático, que prenda e aglutine votos de todos os quadrantes, com a propriedade com que Fernando Caeiros ganhou todos os seus mandatos.
Goste-se, ou não, dele; concorde-se, ou não, com ele; seja-se seu aliado ou seu adversário, há que aceitar essa realidade, em simultâneo com outra, que é a de que, não bastam as relações, as amizades, ou as boas graças para se obterem, consecutivamente, 9 resultados bastante acima dos 50% dos votos.
E esse é o motivo do aquecimento que se vai verificar na actividade das diversas concelhias.
Por um lado, PS e PSD vão-se esforçar por encontrar, rapidamente, uma figura de proa, a nível regional, que dê a cara e vá à luta na peleja autárquica que se aproxima.
O Bloco de Esquerda, aparentemente sem dificuldades na escolha do seu candidato, vai lutar, acima de tudo, pela sua afirmação como força autárquica a ter em conta no concelho e no distrito.
A CDU - PCP/PEV terá, eventualmente a mais árdua tarefa de todas as quatro forças candidatas: substituir Fernando Caeiros por alguém que transmita a tranquilidade na passagem de testemunho e na continuação da vida autárquica.
Não vai ser pêra doce para nenhuma das forças.
Pessoalmente, creio, e tenho a firme esperança de que a CDU - PCP/PEV irá ultrapassar as dificuldades e conseguirá encontrar um candidato à altura da situação.
Até porque, durante o próximo ano ir-se-ão realizar três actos eleitorais: Legislativas, Europeias e Locais, o que permitirá à máquina da CDU - PCP/PEV afinar-se para obter bons resultados.
Claro que ainda à factores a ter em consideração: Caeiros vai; e será que fica até ao fim? Caeiros vai; mas será que isso é impeditivo de se voltar a candidatar?
O futuro é, e será sempre, um enorme ponto de interrogação.
Não te esqueças dos independentes podem estar por ai em formação de uma lista de grandes figuras que dispensa o apoio partidario.
ResponderEliminarSer uma ave de rapina dá-me uma visão aérea da coisa.
Andas pouco na rua!Joãozinho!
Será?
ResponderEliminarAgradeço que não me trate assim, por duas ordens de razões:
Só quem eu quero é que o faz.
Não sei quem vc é, não sei se o conheço, e não sei quero uma e outra coisa.
Assim, para não ser mal educado, agradecia que respeitasse o meu pedido.
Dr João não seja tão azedo e dogmático... tem que levar a vida com mais humor! A avederapina, voa por alto...e está a ver o mesmo que eu... Não acredita que estamos fartos da dança dos partidos? de alimentar os interesses individuais dos políticos que, muitos deles, nao fosse o lugar das "cadeiras" não tinham saído da cepa torta, os senhores aqui dos partidos terão medo de voltar a trabalhar? ... Vamos apostar nos ideais e nos valores humanizados, vamos acreditar numa lista de cidadãos... Já temos o Alvito como exemplo!
ResponderEliminarSem Fernando Caeiros na presidência da Câmara de Castro Verde,nada será como dantes. Obviamente, não haverá um segundo Fernando Caeiros
ResponderEliminarNa minha modesta opinião diria que a acção politica implica trabalho e uma dinâmica de relações com as pessoas. A acção politica é uma expressão da cidadania e a cidadania empenhada pode expressar-se ou manifestar-se de diversos modos ou através de diversos envolvimentos.
ResponderEliminarAssim, num quadro cultural propenso à valorização dos protagonistas em detrimento de projectos sociais seria prudente não enveredar por soluções sem consciência dos efeitos que estas poderão gerar.
Lembrem-se: A formação de vontades colectivas estará sempre condicionada a leituras de desafios ESTRATÉGICOS.
Respeitosos cumprimentos,
Reflectingdrops
Avederapina e olhovivo
ResponderEliminarNão digo que não esteja a haver movimentações para formar uma lista de independentes.
É um direito, e, como tal está ao alcance de quem diser levar a coisa para a frente.
Pura e simplesmente, não creio que a sua formação seja assim tão liquída como isso.
No entanto, se a melhor solução vier por essa via, tudo bem.
Caso venha a acontecer, apenes vem corroborar a minha opinião que por estas bandas a política vai aquecer.
Serão sempre mais uns que afiam as facas para trinchar o naco.
Não sei é se quem tem onaco, a CDU - PCP/PEV vai deixar que isso aconteça facilmente. Espero que não.