segunda-feira, 16 de março de 2009

Pedido de Desculpas



Fiz aqui, neste blogue, há umas semanas um reparo acerca do facto de a candidatura não ter feito constar o símbolo oficial do PS nos seus flyers, o que ainda acontece, pelo menos no que anuncia a candidatura a Entradas, mas tenho que me penitenciar e pedir sinceras desculpas por o ter feito.


Porquê?

Porque sendo uma "candidatura de génese independente", até se pode, eventualmente, compreender essa opção, e por força de razão, tratando-se de uma força partidária cujo blogue da concelhia de Castro Verde não ostenta qualquer símbolo do partido, nada os impele a usar aquilo que os "donos" não querem usar e guardam no seu "baú dos tesourinhos deprimentes" privativo.

É caso para dizer: se eles não usam, porque hão-de usar os outros?

Quase que se pode concluir que, socialistas, em Castro Verde, são os elementos da candidatura "Por Castro", e os independentes devem ser os o Partido Socialista.

Se não fosse para rir, até dava para chorar.

Sócrates Injustiçado

Fiquei incomodado com o lamento pungente de José Sócrates, que se queixou de que os portugueses que se manifestaram nas ruas de Lisboa, na passada sexta-feira, 200.000, segundo fontes da PSP, há quatro anos que lhe chamam mentiroso.

Mais incomodado fiquei ao saber que para o primeiro ministro o número de portugueses que manifestaram repúdio pelas políticas deste governo não tem significado.


Quanto ao número, 200.000, segundo a PSP, corresponde, apenas a 5% da população; mas se não contarmos com os menores de 18 anos, então estaremos a falar de cerca de 8%; e se considerarmos, por hipótese, uma média de 3 pessoas por manifestante/agregado familiar, 6% dos portugueses.

Ficamos pois a saber que, para Sócrates, 200.000 valem tanto como nada.


Quanto ao chamarem-lhe mentiroso, há 4 anos, talvez seja, digo eu, por ter sido há quatro anos que o povo lhe deu a maioria absoluta, engodado pelas mentiras que ele disse e falsas promessas que fez.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Castro Verde: Comício do PCP - 29 de Março de 2009


Política: Castro Verde vai receber comício nacional do PCP

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, vai estar em Castro Verde no próximo dia 29 de Março onde participará num almoço-comício com simpatizantes e militantes do partido.Em declarações à Rádio Castrense, Miguel Madeira, da DORBE do PCP, confirmou a vinda de Jerónimo de Sousa ao Campo Branco, adiantando que a visita “se insere no âmbito das comemorações dos 88 anos do PCP que se estão a comemorar em várias regiões do país”.A Rádio Castrense apurou ainda que durante o almoço-comício é muito provável que sejam apresentados os candidatos da CDU em Castro Verde nas eleições autárquicas de 2009.

In: http://www.radiocastrense.net/?go=noticias&id=001599

Dia da Árvore em Castro Verde


Ambiente: Castro Verde festeja Dia Mundial da Árvore

À semelhança de anos anteriores, a Câmara Municipal de Castro Verde volta a comemorar, no dia 21 de Março, o Dia Mundial da Árvore.Em declarações à Rádio Castrense, o vereador António João Colaço revela que vai ser oferecida uma árvore ou arbusto, de três espécies vegetais à escolha (figueira, oliveira ou loureiro), aos munícipes, para que cada um possa contribuir para a melhoria das condições ambientais.Acrescenta o autarca que para adquirir a sua árvore ou arbusto, cada munícipe só tem de se dirigir à sua Junta de Freguesia para escolher, até esta quarta-feira, a espécie que pretende receber.


Castro Verde - CDU candidata Francisco Duarte


Notícia da Rádio Castrense



"Autarquias: CDU candidata Francisco Duarte em Castro Verde
Francisco Duarte vai ser o candidato da CDU à Câmara de Castro Verde nas eleições autárquicas deste ano, apurou a Rádio Castrense junto de fonte ligada ao processo.Acrescenta a mesma fonte que o anúncio oficial da candidatura será feito depois da reunião que a comissão instaladora da CDU de Castro Verde realiza esta sexta-feira, 13.Arquitecto de formação e militante do PCP, Francisco Duarte tem 57 anos e é actualmente presidente da Câmara de Castro Verde, cargo que assumiu no Verão de 2008, depois da saída de Fernando Caeiros."



COMENTÁRIO



Em jeito de correcção, não creio que Francisco Duarte seja militante do Partido Comunista Português, facto que não lhe atribui ou retira predicados.



Quer em termos pessoais, que em termos políticos é merecedor da minha confiança e apoio nesta luta que se disponibilizou para travar, mais a mais, sendo este um dos maiores desafios da CDU/PCP-PEV em Castro Verde.



Como pessoa, dotado de um carácter firme e com vincadas idiossincrasias, Duarte é uma pessoa séria, de extremo rigor em tudo o que faz, e dotado de um sentido de justiça permanente, que aplica em todas as situações da vida.



É pessoa disponível, de uma humildade verdadeira, que lhe permite chegar a todos os níveis da sociedade, dotado de honestidade material, moral e intelectual, é um técnico competente com larga experiência autárquica.



A CDU/PCP-PEV fez da escolha natural uma boa escolha, e Duarte saberá agradecer a confiança depositada dando o seu melhor como candidato e como Presidente de Câmara no mandato 2009-2013.



O Duarte sabe que pode contar com todo o meu apoio.

domingo, 8 de março de 2009

8 de Março - Dia Internacional da Mulher


Queixa das almas jovens censuradas





Dão-nos um lírio e um canivete

e uma alma para ir à escola

mais um letreiro que promete

raízes, hastes e corola


Dão-nos um mapa imaginário

que tem a forma de uma cidade

mais um relógio e um calendário

onde não vem a nossa idade


Dão-nos a honra de manequim

para dar corda à nossa ausência.

Dão-nos um prêmio de ser assim

sem pecado e sem inocência


Dão-nos um barco e um chapéu

para tirarmos o retrato

Dão-nos bilhetes para o céu

levado à cena num teatro


Penteiam-nos os crânios ermos

com as cabeleiras das avós

para jamais nos parecermos

conosco quando estamos sós


Dão-nos um bolo que é a história

da nossa historia sem enredo

e não nos soa na memória

outra palavra que o medo


Temos fantasmas tão educados

que adormecemos no seu ombro

somos vazios despovoados

de personagens de assombro


Dão-nos a capa do evangelho

e um pacote de tabaco

dão-nos um pente e um espelho

pra pentearmos um macaco


Dão-nos um cravo preso à cabeça

e uma cabeça presa à cintura

para que o corpo não pareça

a forma da alma que o procura


Dão-nos um esquife feito de ferro

com embutidos de diamante

para organizar já o enterro

do nosso corpo mais adiante


Dão-nos um nome e um jornal

um avião e um violino

mas não nos dão o animal

que espeta os cornos no destino


Dão-nos marujos de papelão

com carimbo no passaporte

por isso a nossa dimensão

não é a vida, nem é a morte


Natália Correia


Este poema foi-nos trazido por um anónimo, no post Demagogia, em jeito de homenagem às mulheres no seu Dia Internacional.


Merece mais, pelo dito e pela intenção, que ser um mero comentário, pelo que fica aqui este post.









quinta-feira, 5 de março de 2009

Sócrates e Jesus Cristo



Sócrates discursava para algumas centenas de militantes socialistas na Pavilhão de Portimão quando, de repente, aparece Jesus Cristo baixando lentamente do céu.


Quando chega ao lado de Sócrates, diz-lhe algo ao ouvido. Então Sócrates, dirigindo-se à multidão, diz: - Atenção camaradas! O camarada Jesus Cristo está aqui, e quer dizer-vos umas palavras!


Jesus pega o microfone e diz:- Povo português, este homem aqui ao lado, o Primeiro-ministro Sócrates, não vos tem dado o 'pão do conhecimento' da mesma forma que eu fiz?


Os socialistas respondem:- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!


- Não é verdade que, assim como eu multipliquei os pães e os peixes para dar de comer a todos, este homem inventou os aumentos de 5 e de dez cêntimos nas pensões, para que todos pudessem se alimentar?


- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiim!, responderam os militantes. - Não é verdade que este homem, José Sócrates, reformulou o Serviço Nacional de Saúde, assim como eu curei os enfermos e tratei os pobres e desfavorecidos?


O povo grita:- Siiiiiiiiiiiiiiiiiim!


- Não foi, também ele, traído por companheiros de partido, assim como eu fui traído por Judas? Os socialistas gritaram ainda com mais força:- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!


- Então, do que é que estão à espera para crucificar o sujeito...???!!!
Recebido por e-mail.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Caeiros, a Homenagem e os Cotovelos Doridos


Todos sabem que desde que comecei a escrever na blogosfera critiquei, e continuo a criticar Fernando Caeiros pela sua postura enquanto político e o seu carácter enquanto homem, até porque, pessoalmente, me considero atingido e integrante do grupo dos que ele conseguiu "linchar" politicamentee pessoalmente.

Também, como todos poderão verificar, desde que deixou a Câmara de Castro Verde a ele raramente me referi, quer em termos pessoais ou políticos.

Não quero com isto dizer que tenho mais legitimidade para o fazer agora, e muito menos o seu inverso.

Escrevo apenas porque creio saber separar as águas quando me refiro à obra feita e ao seu comportamento, principalmente nos últimos anos.

Castro Verde é, reconhecidamente, um concelho que se destaca pela positiva no cenário autárquico do Alentejo, e mesmo relativamente a muitos concelhos do resto do país, maiores e com maior capacidade financeira.

Apenas alguns cegos, de vista e de espírito, que não conseguem enxergar para além dos seus doridos cotovelos, não têm a capacidade de o reconhecer também.

E em tempo de embates eleitorais, chega-se ao desputério intelectual de questionar a qualidade técnica das construções edificadas no concelho ao longo de 30 anos, designadamente o betão, esse tão criticável material construtivo, que poderia, tão facilmente ser substituído pela alvenaria ou, quiçá, pela taipa.

E depois criou-se o mito de que os cofres municipais estiveram sempre cheios, a abarrotar, e que Fernando Caeiros se limitou, utilizando o termo utilizado à exaustão pelos seus detractores, a esbanjar o erário castrense.

Tanta gente esquecida de que, ainda a mina não produzia, já a rede de águas e saneamento básico atingia valores de cobertura invejáveis, mesmo a nível nacional.

Construiu-se estádio, complexo de piscinas, pavilhão gimnodesportivo, fórum municipal, cineteatro, biblioteca, mercado municipal, museus, centro coordenador de transportes, escolas, parques e jardins em todo o concelho, arruamentos, centros recreativos e culturais em todas as povoações, casas mortuárias, fornos comunitários, etc.

E esqueci-me de referir os cafés, que parecem causar tanta brotoeja a alguns, presumo que alguém que não conseguiu ficar a explorar algum deles, e que também se esqueceu de quando é que foram construídos. Seguramente quando não existiam tantos de iniciativa privada, passaria por lá muitas horas em amena cavaqueira.

Depois temos toda uma obra imaterial que se manterá no futuro através da cultura, dos apoios, das ajudas que se reflectem na vida de quem deles usufruiu, e que não podem ser contabilizados.

Os apoios concedidos a pessoas singulares e entidades colectivas que produziram obra e lançaram semente, como à Cortiçol e a José Francisco Colaço, aos Ganhões, às escolas, professores e alunos, aos artistas de Castro Verde, ao artesanato, às sociedades recreativas, filarmónica e desportivas, etc.

O apoio a entidades dependentes da administração central como o centro de saúde, as escolas, a GNR, que sem o apoio municipal não teria gasóleo para patrulhar o concelho, um tecto para se abrigar ou papel para fotocopiar.

A cooperação exemplar com a Igreja, designadamente na valorização do património.

O trabalho junto das entidades da administração central no sentido de trazer benefícios para o concelho, nomeadamente para conseguir instalar em Castro Verde a sede da Somincor, razão de ser da derrama pela qual agora todos aguçam o dente.

Isto é apenas uma pequena súmula do que foi a obra da equipa encabeçada por Caeiros.

Lá vão dizer que estou a dar graxa a alguém.

Não estou, porque as críticas que fiz, mantenho-as. Não posso é fechar os olhos à realidade.

Por outro lado, muitos há que pareceram ter estado a dormir durante estes anos todos, enquanto as moedas foram caindo pela beira telha para suportar os seus projectos, que calaram 32 anos a fio, sem se lhes ouvir uma propostazinha que fosse para melhorar o concelho, e que agora acordaram com todas as ideias do mundo e mais algumas.

Ah! Pois: a CDU fez bem, mas eles ainda podem fazer melhor!

Fraca gente com tão fraca memória.

Fernando Caeiros merece ser homenageado? Claro que merece. Mais não seja porque ninguém, seja quem for, e de que partido for, conseguirá fazer o que ele fez, sem meios e sem apoios, porque são tempos que já lá vão, de antes de haver CEE/UE ou Somincor, porque se continuasse a haver escassez de meios, seguramente não surgiriam tantos a querer ir para o lugar que Caeiros ocupou durante tanto tempo.

Roam-se com dor de cotovelo, que há coisas que nenhuma demagogia barata consegue apagar.

terça-feira, 3 de março de 2009

Demagogia

demagogia

do Gr. demagogía, arte de conduzir o povos. f.,

governo ou actuação política pautada pelo interesse imediato de agradar às massas populares, com o fim de alcançar o poder ou de o manter;
situação política em que o poder é abandonado às multidões.





Demagogia

Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas

Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral

Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

Letra e música de Luís Pedro Fonseca
Álbum Perto de ti, Lena d’Água 1982

segunda-feira, 2 de março de 2009

Então não é que estão mesmo à rasca!?!




Já aqui tinha noticiado que andavam por aí uns quantos à rasca, atirando barro à parede a ver se cola?

Confirmou-se, por mão própria, esse facto.

Vejamos:

Finais de Novembro - o PCP realiza o seu XVIII Congresso, sob a tradicional chuva de acusações de falta de democracia interna, de discussão, etc., sendo o Comité Central eleito por maioria com 8 abstenções e 17 votos contra, que elegeu o Secretário-Geral, por unanimidade (o próprio não votou), e foi aprovada, com uma abstenção, a resolução política.


Meados de Dezembro, a PS apresenta, publicamente, a lista que pretende candidatar às eleições de 2009.

Janeiro de 2009 - depois de apresentada publicamente, o PS de Castro Verde apresenta aos seus militantes a lista de candidatos, que foi aceite, ao que se diz, por unanimidade dos presentes, num processo claro e democrático.

Janeiro de 2009 - a CDU/PCP-PEV, concelhia de Castro Verde, dá início aos trabalhos preparatórios de escolha de candidatos e constituição de listas.

Fevereiro de 2009 - a CDU/PCP-PEV, concelhia de Castro Verde, analisa diversos possíveis candidatos, e decide auscultar os seus apointes das diversas localidades, num processo comum a tantas eleições anteriores.

Março de 2009 - O PS realiza o seu congresso de consagração de Sócrates como seu Secretário Geral, eleito com quase 97% dos votos, aprovando a sua moção com, apenas um voto contra.

Março de 2009 - Um blogueiro da praça castrense, depois de tecer encóminos a Fernando Caeiros, na já batida estratégia de "a CDU fez bem, mas nós faremos muito melhor", vem acusar a CDU/PCP-PEV de logro e de usar uma "capa" com que pretende enganar os castrenses e os seus apoiantes, com as reuniões que está a realizar, porque "Estas reuniões são apenas uma "grande fachada" para valorizar a "participação democrática" e tentar convencer os mais distraídos de que o PCP nada faz sem a aprovação colectiva."

É o desnorte total.



Primeiro formam uma lista que apresentam publicamente e só depois dão a conhecer a meia-dúzia de gatos pingados (veja-se a foto do momento), que a aprovam por unanimidade.




Acusam um partido de ser anti-democrático, e fazem um congresso de consagração do seu líder, onde, o único presente que já tinha falado de medo dentro partido, comparece para pedir, humildemente, desculpas ao reeleito líder por ter dito o que disse, e pelos incómodos causados.

E agora vêm acusar a CDU de logro, de usar "capa" e utilizar fachada" para constituir as suas listas segundo uma metodologia que os seus apoiantes têm o direito de escolher.

Reconheçam, de uma vez por todas que, por muitos defeitos ou deficiências de funcionamento que a CDU, em Castro Verde, possa ter, não lhe chegam nem às solas quanto mais aos calcanhares.
Acusar um uma força política, que está a dar aos seus apoiantes a possibilidade de se manifestarem, de os estar a enganar, quando fazem uma lista, a apresentam publicamente e só depois a submetem a escrutínio dos militantes, é vergonhoso, porque aqui o logro cai sobre todos os castrenses e não apenas sobre os apoiantes do PS.

Estão completamente à nora, é o que é!!! E depois não sabem o que dizem!!!