sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Autárquicas 09: Aquecem-se os Motores...


Com o avançar dos meses, o mapa dos candidatos começa a tomar forma.


Republico o post acerca das autárquicas de 2009 que se mantém actualizado no texto, tendo sido acrescentados os candidatos entretanto conhecidos ou alvitrados.


Ei-lo, pois:


Pois é. Para além de ser de crise, 2009 é ano de eleições.

E se, face ao recato do PSD em não querer apanhar com os cacos da desgraça socialista, quase que se recusando a ser governo, as eleições legislativas se resumem a saber se Sócrates tem ou não a maioria absoluta, já nas autárquicas a coisa assume outra dimensão.

Nas europeias, acto eleitoral quase secundário, para um Parlamento de limitadas competências efectivas, os partidos guardam os lugares cimeiros para mater as suas reservas em lume brando e num lugar agradável no Centro da Europa.
Assim, o importante mesmo, o verdadeiro campo de batalha, são as autárquicas, com O PSD a querer manter o papel de principal partido e o PS a atacar aquela posição e, em simultâneo, a querer quebrar a influência da CDU/PCP-PEV nesta área, principalmente no Alentejo e Área Metropolitana de Lisboa.

Pouco a pouco vão sendo conhecidos os candidatos nos vários concelhos, sendo de salientar as imposições das direcções nacionais em concelhos chave, como foi o caso de Marco de Canaveses, em que o PS recusou o candidato apoiado pela concelhia, Castro Verde, em que a candidatura liderada por José Francisco Guerreiro foi imposta de supetão, ou, na área do PSD, a imposição de António Sebastião em Almodôvar, com direito a viagem de Manuela Ferreira Leite ao concelho para esse efeito.

No Alentejo, algumas candidaturas vão sendo faladas, e vou tentar compor o quadro que se pode extrair das notícias que vêm a público através do média:


Aljustrel


CDU - Manuel Camacho (?)

PS - Nelson Brito

PSD -


Almodovar


PSD - António Sebastião

PS - João Saleiro

CDU-


Alvito


PS - Vicente Maurício

PSD - Mário Simões

CDU - João Penetra

Ind - João Paulo Trindade (?)

Barrancos


CDU - António Tereno

PS - Canudo Sena

PSD -


Beja


CDU - Franciscop Santos

PS - Pulido Valente

PSD - Pires dos Reis

CDS-PP - Ismael Pimentel

BE -


Castro Verde


CDU - Francisco Duarte (?)

PS - José Francisco Guerreiro Colaço

PSD - Pedro Figueira

BE -


Cuba


PS - Francisco Orelha

CDU - João Português (?)

PSD -


Ferreira do Alentejo


PS - Aníbal Reis Costa

CDU - Francisco Caixinha (?)

PSD -


Mértola


PS - Jorge Rosa

CDU - Jorge Revez

PSD - Martinho Fernandes

BE -


Moura


CDU - José Manuel Pós-de-Mina

PS - Rui Miguel Apolinário

PSD - Amílcar Mourão

CDS - Sílvia Ramos


Odemira


PS - José Alberto Guerreiro

CDU -Cláudio Percheiro (??)

PSD - Raul Albuquerque


Ourique


PS - Pedro do Carmo

PSD - José Raúl dos Santos

CDU -


Serpa


CDU - João Rocha

PSD - Sebastião Rodrigues

PS - António Patinho Pereira


Vidigueira


CDU - Manuel Narra

PS - António Mendes Pinto

PSD -



À medida que forem sendo conhecidos outros candidatos, e outros partidos concorrentes, esta lista será actualizada ou corrigida, consoante o caso.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E Agora 2009?



Bom, quem ouviu o Primeio Ministro, nem precisa de se preocupar com o que aí vem.

O homem até conseguiu aquilo que mais nenhum governante da Europa conseguiu: baixou as taxas de juro de refrência do BCE. Se o M. Trichet sabe, talvez se lixe o nosso P.M.

Mas, o que interessa, é que estamos a combater a crise.

E, para tal, nada melhor que gastar, gastar, gastar, gastar e gastar, e gastar ainda mais.

De um momento para o outro, surge dinheiro de onde nem se sonharia que ele pudesse sair, e para pagar tudo aquilo que era proibido pagar até há dois meses atrás.


Cursos de formação, remunerados obviamente, mais que muitos; estágios, remunerados obviamente, na administração central e local, aos milhares.

Centros escolares, mesmo aqueles que o Governo não aceitava nem à borla, são os que quiserem construir.

Auto-estradas, TGV, aeroportos, hospitais, tribunais, ruas, terminais ferroviários, de contetnores, maritimos? Os que quiserem! Comprem! Façam! Gastem!

Mais: até já nem precisam de concurso. Até 5.150.000€ façam a adjudicação das empreitadas que entenderem. Mas, por favor, gastem!

Temos que combater a crise.

Ah! E ganhar as eleições. Todas as eleições! Europeias, Yes! Legislativas, com maioria! Autarquias, todas!

Pois é. Creio que o melhor que podia ter acontecido ao Partido Socialista, neste ano de 2009 recheado de eleições, foi esta crise justificativa do despesismo que aí vem, da liberalidade no consumo dos dinheiros públicos, do absurdo das opções.

Não se queixem quando nos vierem exigir, nova e exactamente, os mesmos sacrifícios por que já passámos para alcançar o tão anunciado mas nunca usufruído equilíbrio orçamental.

Mais uma vez, aponto o dedo ao Partido Socialista e a todos aqueles que, embrulhados na sua bandeira, contribuem para a continuação dete Governo no poder em Portugal.

2008 - R.I.P.


O Ano de 2008 chegou, finalmente, ao fim, passo o pleonasmo, que é antes de tudo um suspiro.

Acho que nunca tinha sentido que um ano custava tanto a passar.

Claro que, para nós portugueses, isso não é novidade, dado que, desde 2002, que andamos de tanga, bikini, monoquini, e todo e qualquer modelo de veste intima, desde que seja diminuta, porque, pelo menos para os pobretas, e isso inclui tudo até à tradicionalíssima classe média, o que exclui aqueles que ganhando para cima de 75.000 €, ainda querem incluir nessa faixa social.

Andámos a penar durante estes anos, praticamente desde 2001, o ano do famigerado pântano, e ainda antes da entrada em circulação do Euro.

Em nome do sacrossanto déficit e da sua taxa limite de 3%, tudo foi possível impor aos portugueses, e tudo suportaram os portugueses para satisfação dos governantes.

Vendeu-se de tudo um pouco, desde monumentos a jóias, e até os créditos da Segurança Social, com a agravante de ainda por cima termos que pagar aqueles que o banco que os comprou não consegue cobrar.

Sobrou, irredutivelmente, a Caixa Geral de Depósitos, fornecedora de créditos e avales aos amigalhaços do poder em dificuldades, e onde há sempre um lugarzinho desconhecdido que espera por si, caro boy socialista ou social-democrata, onde poderá auferir um chorudo vencimento como administrador até à reforma por incapacidade ou até ao seu expresso envio para um qualquer banco privado em dificuldades.

Anunciaram-se, 150000 novos postos de trabalho, que teimam em não aparecer, por muito que o Primeiro Ministro diga que os criou, embora o ritmo a que são atirados trabalhadores para o desemprego seja muito superior.

Para quem se escandalizava histericamente com a taxa de 7.1% de desemprego, uma taxa superior a 8%, não está mal não senhor.

Aumentou-se o IVA de 17% para 19%, e quem não se lembra dos pinotes que o Eng. Sócrates deu quando o PSD implementou essa medida, e depois para 21%, obra do mesmo Eng. Sócrates, que depois reduziu para 20%, com mais estridência que o foguetório de fim-de-ano da Ilha da Madeira.

Cortou-se no poder de compra. Criaram-se taxas moderadoras na saúde, aumentaram-se as propinas do ensino superior, enquanto se enchiam os cofres do MIT, que agora nos vem impingir o Lisbon MBA por 30000 €/cabeça. Congelaram-se as carreiras da administração pública.

Enfim, fez-se 30 por uma linha.

No fim do Verão do ano passado, do outro lado do Atlântico, no sagrado solo do ultra liberalismo, desatam a tocar as sinetas da crise económico-finaceira, e desata a Reserva Federal a nacionalizar bancos em crise, devido ao sub-prime.

Por cá, os nossos governantes juram a pés juntos que nada daquilo nos irá afectar.

Pois não. Logo a seguir estala o escândalo BPN, e da sua nacionalização atamancada, ficando o Estado com o prejuízo, e os infractores com lucro. Custo da coisa: 800000€ que depressa cresceram para 1000000€.

Salta o Governo com mais uma oferta, e os bancos ainda não tinham pedido nada.

Tomem lá 4000000000€ de injecção e mais 200000000000€ de avales e garantias.

E nós banzados. As empresas a fechar, nós a tenir, o déficit que se dane.

A dívida externa nos 150000000000€ e os nossos ministros a distribuir dinheiro, nosso, pelos bancos que, para além de apresentarem lucros astronómicos ano após ano, ainda beneficiavam de taxas de iRC mais favoráveis.

Como a coisa ainda não estava bem composta, também o BPP, um banco de capitais de risco, de investimento, de gestão de fortunas, vem declarar que fez umas operaçõeszitas que não correram da melhor forma, e trata de pedir 700000000€ para safar a coisa.

Trata-se de uma banco de fortunas, onde o comum dos mortais não pode sequer passar da porta para dentro, onde o capital mínimo para abrir a conta é de 50000€, e os senhores não sabiam onde estavam a colocar as suas "poupanças".

Enquanto isto, e apesar das manifestações globais de que ma crise global gravíssima estava eminente, o nosso Governo, recusa-se a olhar a realidade com olhos de ver, e aprova um orçamento que prevê, em ano de crise de economia global, crescimento económico para Portugal.

Num ano em que se previa, desde Outubro, viesse a ser de encerramento de empresas, de esfriamento da actividade industrial, de redução drástica de produção e de exportações,com a consequente redução das cobranças fiscais, e com a mais que naturar queda do PIB, o nosso Primeiro Ministro vem fazer o anuncio do optimismo excerbado, porque as taxas de juro vão baixar e a inflacção vai ser mais baixa que o previsto.

Só mesmo um cromo como Sócrates faria tal declaração.

Aliás, tanto entusiasmo do nosso Primeiro Ministro, só se pode dever ao facto de, pela primeira vez no seu mandato, conseguir estar em convergência com a Europa e com o mundo: em recessão.

O problema é que a Alemanha, a França ou a Espanha, quando as causas endógenas da crise forem ultrapassadas, rapidamente recuperarão, enquanto Portugal irá penar muito para conseguir pôr o nariz fora de água.

Infelizmente, até poderia ter piada, não se tratasse do nosso nariz, e o afogamento não se devesse, em grande parte, à irresponsabilidade do Governo do Partido Socialista e daqueles que, enrolados na sua bandeira, contribuem pra a sua permanência no poder.

POR UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO EM LISBOA





Sagher teve a amabilidade de me fazer chegar um mail, que, pela sua relevância, transcrevo na íntegra:


"Olá,

Está previsto que até 2012 juntem 4 hospitais centrais de Lisboa e o Hospital D. Estefânia, num novo hospital, o de Todos os Santos em Chelas.

Hoje em dia o Hospital D. Estefânia tem 400 camas para crianças, a nova ala do novo hospital vai ter 80 camas.

Alguns serviços vão ser partilhados entre todos os serviços do novo hospital. Por exemplo, tirar uma radiografia ou sangue para analises vai ser feito num sítio único quer tenhas 8 meses ou 80 anos. É que nem sequer se tira o sangue a um bebé no mesmo sitio que num adulto, nem com o mesmo material, nem com a mesma técnica, para não falar no factor "jeito para crianças".

O que mais me custa é que que me foi dito por uma Dra. indignada do D. Estefânia que as crianças são pacientes pouco rentáveis. A maioria das pessoas sabe que a duração de uma consulta com uma criança ou um bebé é pouco previsível e que costumam surgir novas dúvidas no momento da consulta. Um médico pediatra faz menos consultas que um médico especialista, ele sabe disso e o hospital pediátrico sabe disso. Receio que uma ala pediátrica num hospital seja mais facilmente considerada como "apenas" uma rubrica num orçamento global.

Por isso assinei esta petição "por um novo hospital pediátrico em Lisboa" http://www.petitiononline.com/18772008/ que para já só tem 1.278 assinaturas.


A"


Comentário


Em 1976/77, um Ministro da Saúde de um Governo do Partido Socialista, que ainda não tinha atirado com o marxismo para os fundos de uma qualquer obscura gaveta, o Dr. António Arnaut, dando corpo a uma das imposições constitucionais da Constituiçaõ da República Portuguesa de 1976, lançou as bases de um Sistema Nacional de Saúde, que se propunha a providenciar, em termos de igualdade, cuidados de saúde de qualidade gratuitos à generalidade da população portuguesa.


Mais de 30 anos passaram, e todos temos critícas a apontar ao sistema.


Mas foi, de longe o melhor sistema de saúde que se implementou em Portugal, modelo para alguns países da Europa, e que entrou em declínio com dois factores: o gratuito passou a tendencialmente gratuito, e passou a ser olhado, não como o serviço prestador de cuidados com relevância constitucional, mas como uma despesa a que havia que pôr fim. Aliás, aquela decorrrente desta.


Agravou-se a situação, quando, o tendencialmente gatuito passou a ser piada de mau gosto, designadamente quando se cobram diárias hospitalares a quem não ganha sequer para comprar medicamentos, e passaram a olhar para o sistema já não como uma despesa pesada ,mas como um potencial de lucro imenso, que depressa alguns governos se aprestaram a colocar no à mercê da gula dos bancos e seguradoras.


32 anos passados, é um governo do Partido Socialista que está a tratar de enterrar, de uma forma vergonhosa, o sistema de cuidados médicos, o que resta do Sistema Nacional de Saúde, seguindo medidas economicistas cegas, em que apenas e só se pretende poupar nos direitos para poder dar aos amigalhaços aquilo que eles pedem e não pedem, porque lhes é oferecido de bandeja.


Foi o serviço de oncologia do Hospital de Cascais. É agora o Hospital Pediátrico de Lisboa, tal como foi com o do Porto, já para não falar no encerramento absurdo de maternidades e serviços de saúde de cuidados primários.


Pouco a pouco, vão extinguindo o Estado. Pouco a pouco vão transformando este país numa cópia de tudo o que de negativo acontece nos Esatados Unidos da América, com os seus 30 milhões de habitantes que não têm acesso a uma urgência hospitalar.


O problema é que os Estados Unidos da América, pelo menos assim parece, estão a cair na real e a tentar tirar o país da situação terrível a que as políticas neo-liberais conduziram.


Triste é ver que no Partido Socialista, com as suas políticas neo-liberais , e todos aqueles que se enrolam na sua bandeira em busca dos seus objectivos pessoais, ainda não quiseram entender o mau caminho para onde levam Portugal.


Isso ficou demonstrado na entrevista concedida pelo Primeiro-Ministro Sócrates.


Eu subscrevo integralmente a petição. Faça como eu.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

BOM ANO DE 2009


A TODA A BLOGOSFERA E, EM PARTICULAR, AOS QUE VISITAM E PARTICIPAM NESTE BLOGUE, BEM COMO AOS QUE COMIGO PARTICIPAM EM BLOGUES DE TERCEIROS, DESEJO UM BOM ANO DE 2009, EM QUE SE CUMPRAM TODOS OS DESEJOS, PESSOAIS E COLECTIVOS.

Foto inferior by Mateus Castilho

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Boas Festas

A todos quantos visitam e participam neste blog envio votos de Boas Festas.

Da mesma forma envio votos de Boas Festas a todos os Blogues em que participei.

Eleições do IPCB - Mais uma Cacetada no Valter Lemos


Recebi via mail a mensagem que a seguir transcrevo:


"Caro Colega,

No passado dia 18 de Dezembro realizaram-se eleições para o Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo Branco, órgão que vai eleger o próximo Presidente daquela Instituição.

Concorreram 3 listas (A, B e C), sendo que a lista A é encabeçada pela actual Presidente do Politécnico, a Professora Coordenadora Ana Maria B. O. D. Malva Vaz, que era Vice do Valter Lemos e que uma das primeiras medidas que ela tomou quando o Valter Lemos foi para o Governo, foi dar o nome dele á Residência de estudantes, que agora se chama Residência Valter Lemos.

Hoje foram afixados os resultados provisórios dessa eleição (em anexo).

A lista da actual Presidente (a Vice do Valter Lemos) teve somente 47 votos quase metade da lista mais votada a lista B, pelo que é muito provável que ela perca as eleições. É preciso ter em conta que a eleição é feita por um colégio e não directamente, a Vice do Valter Lemos tem 4 delegados eleitos, a lista B tem 6 delegados e a lista C tem 3 delegados.

Saudações Sindicais"

Comentário

Há certos amigos que às vezes é melhor não ter.


Coitados dos estudantes do IPCB que dormem na referida residência.


Com tal patrono, podia muito bem ser uma casa de terror, e as noites, essas, são de certeza de pesadelo.


Ao conselho que vai eleger o futuro presidente, apenas se pede bom senso, sendo que, quem votou, mostrou claramente quem não querem.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Começou a Campanha Eleitoral para as Eleições de Outubro de 2009


Não. Não é nervosinho. É mesmo estupefacção.


Hoje, 23 de Dezembro de 2008, a candidatura "Por Castro" deu o pontapé de saída da sua campanha eleitoral, com a distribuição de um folheto de apresentação das suas linhas de orientação.


No referido documento, entre outras coisas, pode ler-se que este grupo não concorre contra pessoas ou instituições e que a sua motivação não se baseia na disputa político partidária.

Por favor, esclareçam as pessoas: se não estão na disputa político partidária, porque concorrem sob a sigla de um partido?

Ah! Já me esquecia. Mais abaixo afirma-se que "... para nós, primeiro que tudo estão as pessoas."

Isto não faz lembrar um slogan do Partido Socialista há alguns anos?

Terminam com votos de Boas Festas.

Eu também desejo Boas Festas aos candidatos e a todos os castrenses.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O Futuro Podia Ser Ontem


Entrevista de Rui Rosa, Director da revista Cultos a José Francisco Colaço Guerreiro, e publicada em Novembro de 2008, sensivelmente um mês e meio antes da apresentação da candidatura pelo Partido Socialista.




O advogado José Francisco Colaço Guerreiro é por esta altura o homem politicamente mais cobiçado em Castro Verde


Por: Rui Rosa


Segundo a revista Cultos apurou, junto de várias fontes, o interesse, no advogado de Castro Verde foi-lhe manifestado por diferentes cores politicas, da esquerda à direita, bem como por uma lista de independentes que entretanto, segundo confirmámos, decidiu não avançar.
Contactado por nós, José Francisco Colaço Guerreiro confirmou que “fui alvo de algumas abordagens exploratórias, que, presumo, visaram perceber qual era a minha disponibilidade para poder envolver-me politicamente, ou então, resultaram de uma auscultação que teve como finalidade recolher algumas opiniões da minha parte relativamente ao nosso concelho, nomeadamente na área da Cultura onde eu estou envolvido há cerca de vinte anos através da Cortiçol”.

Indagado pela Cultos sobre como reage a esse interesse, a esses contactos, o rosto maior do Património (programa que lhe deu uma projecção no concelho e não só, só superável pelo ex. presidente da câmara de Castro Verde, Fernando Caeiros, o advogado não negou “que é um facto que me sensibiliza, mas não é isso que aumenta ou diminui a minha apetência relativamente a uma eventual entrada na vida politica do nosso concelho. É, reafirmo, algo que não equaciono de momento”.

Igual resposta foi-nos dada quanto reforçamos a questão anterior ao incluirmos a população do concelho cujo respeito e admiração por José Francisco são de uma expressividade contundente “é, repito, outro motivo do qual me orgulho, tratando-sede uma atitude afectuosa das pessoas que resulta em muito da minha ligação à rádio, ao povo, através do programa Património”.
Sem fechar liminarmente as portas a uma eventual candidatura autárquica, embora sublinhe que de momento não passa por aí o seu futuro, José Francisco Colaço Guerreiro revelou-nos que se isso se se confirmasse (algo que já apuramos não vai suceder) teria necessariamente que ser “uma candidatura que assentasse em princípios e em valores que eu sempre cultivei. Ser presidente de câmara é uma enorme responsabilidade. Quem almejar a tal cargo deverá ter isso em linha de conta.

Deve assentar as suas ideias em factos que potenciem as realidades locais, que privilegiem as pessoas, as instituições. E, neste particular, haverá sempre muito trabalho a fazer. É uma missão interminável que deverá ser assumida com responsabilidade.

Castro Verde como sabe é um concelho de proa. Mas é importante que todos reflictamos sobre a relação que os diferentes poderes, o político incluído, têm com aquilo que efectivamente nos identifica, nos distingue e honra. Só faz sentido estar na política e na vida se os pilares que nos
fundamentam estiverem alicerçados em valores e princípios nobres. É essa a minha opinião enquanto cidadão deste concelho que tanto gosto”.

Apesar da substância das suas palavras e ideias, (foram elas seguramente que fundamentaram tanto interesse na comunidade politica de Castro Verde) a Cultos apurou que aquele que poderia ser, era-o seguramente, um candidato“temível” não irá abraçar a carreira politica, pelos menos para já “não é algo que eu equacione de momento”.
Quanto ao futuro, o futuro o dirá...

Comentário

Estamos no campo da política, e, nesse campo, as coisas têm que ser vistas sob o prisma político.

Pode parecer mais uma verdade "la palissiana", mas não é.

Pode-se olhar para uma entrevista política, e dar-lhe uma interpretação meramente social ou de simpatia, de amigo, de admirador, mas ela, a entrevista não deixa de ter essa natureza, da qual não se pode afastar.
E esta é uma entrevista declaradamente política, estratégica, e com um objectivo bem determinado: afastar as atenções daquilo que, desde o Verão, estava a ser preparado, porque, no momento em que a concedeu, José Francisco Colaço Guerreiro estava mais que empenhado e determinado a avançar.

Volto a repetir que nada me move contra o candidato anunciado para concorrer pelo Partido Socialista em Castro Verde. Provavelmente nem mesmo a política, quanto ao bem que queremos a esta terra.

No entanto, de quem atingiu um certo nível dentro de uma comunidade pequena, rural, como a castrense, espera-se uma actuação consentânea com esse estatuto, e coerente com os altos valores que afirma defender, e, infelizmente, parece-me que José Francisco Colaço Guerreiro não esteve bem ao conceder esta entrevista, com este teor, à revista Cultos.

Até porque, mesmo em termos de estratégia política, nem há motivação para o seu teor, quer em termos partidários, quer em termos de calendário eleitoral.

Todos nós sabemos, e eu até já o escrevi, o Dr. José Francisco (prefiro tratá-lo assim, porque é assim que o conhecemos) nunca se candidatou, não por não ter apoio ou, sequer, por não ter a motivação que o impulsionasse nesse sentido, mas apenas, e sempre assim foi entendido comummente, que não se candidataria enquanto isso significasse enfrentar Fernando Caeiros, pretensamente mais por respeito que por receio mútuos.

Portanto, na minha modestíssima opinião, nada justifica que num mês venha propagar o seu completo afastamento e desinteresse pela política activa, e no outro imediatamente a seguir venha anunciar a sua candidatura.

Tal como não se entende que venha divulgar ter sido convidado a integrar um projecto independente, quando é hoje mais que sabido ter o Dr. José Francisco feito diversas abordagens a pessoas do concelho nesse sentido, e aparecer com uma candidatura partidária.

Tão incompreensível como defender valores muito próprios, e permitir a sua utilização por uma bandeira política.

Questiona-se: e porquê essa bandeira, e não uma dos outros partidos, da esquerda à direita, que o convidaram? Será que não aceitaram as suas condições, ou seriam estas tão aproximadas das do Partido Socialista que apenas este as aceitou integralmente, sem olhar para o lado, na ânsia de conquistar, a qualquer preço, a Câmara de Castro Verde à CDU/PCP-PEV?

Será que a predisposição do Partido Socialista para respeitar as exigências do candidato é tanta quanto a do candidato para empunhar a bandeira?

São respostas que ao longo dos meses que nos separam das eleições nos irão mostrar, até porque muita coisa pode mudar até lá.

Até lá, apenas uma certeza: já não há certezas em definitivo.
P.S. - Sombreados e foto da responsabilidade do administrador deste blog.
P.S. 2 - De forma a clarificar algumas passagens suceptíveis de interpretação dúbia, foram efectuadas alterações ao texto.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Novo Centro Escolar em Castro Verde em 2009

Centro Escolar criado em Castro Verde

Vai ser criado um novo centro escolar em Castro verde , no próximo ano. A garantia foi dada ao presidente da autarquia local pelo director Regional de Educação do Alentejo, numa reunião que decorreu no final desta semana. Francisco Duarte diz que "foram ultrapassados os constrangimentos que existiam e evitava o arranque do projecto".O centro escolar deverá ser uma realidade no próximo ano.




Comentário


Deve ser a isto que se referiam quanto disseram que Castro estava no marasmo à espera da derrama.


Afinal esperava-se era que os senhores do PS que ocupam os órgãos do poder central levantassem as dificuldades e obstáculos que criaram logo que a iniciativa foi lançada pelo Município.