sábado, 20 de dezembro de 2008

Quem foi?

Quem terá sido que encomendou uma sondagem de opinião, feita porta-a-porta em Castro Verde, acerca das candidaturas autárquicas de 2009, em que se questionava acerca da intenção de voto para a Câmara Municipal?
Aos entrevistados foram apresentados cenários que envolviam candidatos do PS e da CDU-PCP/PEV, dois nomes por cada força, e nas diversas combinações possíveis.

Qual terá sido o resultado?

Terá o mesmo tido alguma influência na apresentação que quase imediatamente se seguiu?

Consta por aí...

Consta por aí que, contrariamente ao anunciado no blog do PS-Castroverde, a lista apresentada no passado dia 16 de Dezembro não será totalmente do agrado de uma margem significativa dos militantes socialistas do concelho.
Tal desagrado dever-se-à, alegadamente, ao compulsivo afastamento dos tradicionais candidatos que deram a cara pelo PS nos últimos anos, e dos actuais dirigentes concelhios, designadamente de Leandro Gonçalves, e que se viram afastados de lugares de destaque nas listas que se prevêem ser candidatas às próximas eleições autárquicas.

Prova disso, inclusive, terá sido o atraso que se verificou entre o anúncio da candidatura, em 16 de Dezembro, e a sua divulgação no blog da concelhia do PS, sendo que, de acordo com aquele blog, a mesma terá sido aprovada, alegadamente, por unanimidade, em 12 de Dezembro, o que terá sido intrepretado como uma atitude de reserva dos órgãos políticos concelhios relativamente a uma lista que terá, alegadamente, sido decidida de cima, dos órgão distritais e mesmo nacionais.

Claro que isto são apenas rumores que correm nos cafés do costume...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Partido Socialista e a Actividade Mineira no Alentejo




Em Declaração Politica na AR sobre a situação das Pirites Alentejanas, José Soeiro denunciou a cumplicidade do Governo com todo o processo "cada vez mais nebuloso e opaco" e questionou a razão da recusa da "entrega dos documentos já requeridos por várias vezes pelo GP do PCP (...) relativos aos negócios do Estado com a Eurozinc envolvendo as Pirites e a Somincor". (...) O cabal esclarecimento de tudo isto continua a impor-se! Os interesses dos trabalhadores e do País assim o exigem."

Declaração Política sobre as Pirites Alentejanas- Intervenção de José Soeiro na AR

Senhor Presidente

Senhoras e Senhores Deputados

A 19 de Maio de 2008, há apenas sete meses, repito, apenas sete meses, o 1º Ministro José Sócrates, acompanhado do Ministro da Economia Manuel Pinho, apontavam aos portugueses, com grande pompa e circunstância, a Lundin Mining como o exemplo de modernidade capaz de "competir na economia global e fazer aquilo que é necessário ao País". E proclamava, confiante, "esta mina trouxe investimento, deu trabalho e vai contribuir para aumentar as exportações" nacionais.

João Carrelo, vice-presidente da Lundin Mining, garantia que as Pirites iriam trabalhar pelo menos durante 10 anos, iria haver mais investimento e mais emprego, porque o Grupo estava apostado na exploração mineira em Portugal.

Em Dezembro de 2007 trabalhavam nas Pirites Alentejanas, segundo Manuel Pinho, 980 trabalhadores.

Na manhã de 13 de Novembro, pouco mais de cinco meses depois, sem qualquer pré-aviso aos trabalhadores, aos seus legítimos representantes ou à autarquia de Aljustrel, o anúncio brutal e com efeitos imediatos, as Pirites Alentejanas paravam nesse mesmo dia a sua laboração e ao seu serviço iriam ficar apenas algumas dezenas de trabalhadores para assegurar a sua manutenção.

Quem aceitasse a brutal decisão e rescindisse do contrato nos sete dias imediatos, receberia 3 meses de salário, quem o não fizesse seria simplesmente despedido a partir de 20 de Novembro sem qualquer direito, como se de uma qualquer peça descartável se tratasse.

A esta chantagem inqualificável, a este prepotente e efectivo despedimento colectivo, ainda que encapotado, chamou ontem o senhor Ministro da Economia Manuel Pinho de "rescisões amigáveis" afirmando não se ter verificado qualquer despedimento.

Que vergonha. Que vergonha ouvir um Ministro de um Governo que se diz socialista, dizer uma tal barbaridade. Vergonha que devia fazer corar o Grupo Parlamentar do PS sempre tão empenhado em aplaudir um Ministro que há muito devia ter sido afastado da governação. Assim tivessem José Sócrates e o PS um mínimo de respeito pelos trabalhadores, pelos seus direitos, problemas e dificuldades. Assim tivessem José Sócrates e o PS como prioridade da sua governação os interesses de quem trabalha e os interesses do País em vez dos interesses das grandes multinacionais e do capital financeiro.



Mas mais grave ainda é que todo o Governo, do 1º Ministro ao Ministro do Trabalho, foi e é cúmplice activo em todo este nebuloso e revoltante processo. O Governo sabia há meses, há meses, como afirmou o Ministro Manuel Pinho, no passado dia 5 de Dezembro, em Aljustrel, e ontem se confirmou no decorrer da audiência agendada potestativamente pelo GP do PCP, de tudo o que se estava a passar.

Sabia há meses que isto ia acontecer e escondeu-o deliberadamente, dos principais interessados, permitiu que a Lundin Mining despedisse centenas de trabalhadores, e tentou ontem, com a cumplicidade de alguns deputados do GP do PS, vender-nos a imagem de um Governo que encontrou de imediato uma solução, como se esta fosse a única e a melhor solução, como se não fosse o Governo, o principal responsável de todo este escabroso processo e não tivesse a obrigação de intervir de imediato no sentido de impedir o despedimento colectivo que entretanto a multinacional Lundin Mining consumou.

Que hipocrisia a do Ministro dito do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, ir dar palmadinhas nas costas dos mineiros, no dia 14 de Novembro, em Beja, quando já sabia há meses o que se estava a passar e nada fez para o impedir. Palmadinhas nas costas? Não! Punhaladas nas costas, isso sim, foi o que fizeram o Ministro Vieira da Silva e o Governo aos mineiros de Aljustrel.

Mas que dizer da milagrosa solução agora encontrada e cujos contornos estão longe, muito longe, de estar esclarecidos?

Vejamos:
Logo no dia 13 de Novembro à tarde o Ministro Manuel Pinho afirmava que havia um "grupo internacional" de investidores "muito interessado" na compra das Pirites. José Sócrates confirmou o mesmo no dia seguinte mas já o Governador Civil de Beja avançava no mesmo dia o nome do Grupo Martifer dos irmãos Martins onde a Mota/Engil detém 50% das acções e onde trabalha hoje o ex-Director da Direcção Geral da Energia e Geologia, Miguel Barreto. Por sua vez o Presidente da Martifer, Carlos Martins, desmentia no mesmo dia a compra afirmando que o sector mineiro não fazia parte "do seu core business" mas assumindo que "esteve nas instalações das Pirites" algumas semanas antes "para analisar a compra da empresa".
No dia 5 de Dezembro, depois de muito secretismo, Manuel Pinho foi a Aljustrel anunciar que o grande negócio era feito com a MTO, empresa dos irmãos Martins, do Grupo Martifer onde a Mota/Engil é dominante.

A isto é que se pode chamar com toda a propriedade "tirar um grande coelho da cartola". Que grande passe de mágica.

O Senhor Ministro jurou ontem a transparência de todo o processo mas a verdade é que o processo se torna cada vez mais nebuloso e opaco com a recusa assumida, mais uma vez, da entrega dos documentos já requeridos por várias vezes pelo GP do PCP. Se tudo está tão claro, se tudo está transparente, se tudo está na Internet, então porquê esta fuga à entrega da documentação, contratos e adendas anexas, relativa aos negócios do Estado com a Eurozinc envolvendo as Pirites e a Somincor? Porquê invocar a existência de cláusulas de confidencialidade que constarão nessa documentação e que não permitirão a sua entrega aos Deputados da Assembleia da República? Porquê o silêncio face às múltiplas e pertinentes perguntas que lhe foram ontem colocadas? Afinal o que esconde o Governo de tão grave em toda estas negociatas?

Porque desta fuga ao controlo e fiscalização democrática da Assembleia da República, aos negócios do Governo envolvendo recursos públicos, só uma de duas conclusões se pode retirar: ou a aceitação de compromissos espúrios e inconfessáveis em que não queremos acreditar ou a incompetência e a gestão negligente e danosa dos recursos do País.

Se havia compromissos da Lundin Mining de criar 250 postos de trabalho directos e 450 indirectos como foi repetidamente afirmado, se havia compromissos de manter a laboração por um mínimo de 10 anos como veio a público, se havia compromissos de investimentos e por isso beneficiou de facilidades e contrapartidas financeiras do Estado Português, se rompeu arbitrariamente com todos estes compromissos, a postura do Governo nunca poderia ser a de uma postura subserviente e cúmplice face à multinacional como a que tem tido até ao dia de hoje.

O cabal esclarecimento de tudo isto continua a impor-se! Os interesses dos trabalhadores e do País assim o exigem.

Disse.


Comentário

Mais uma vez, o que é verdade hoje pode não o ser amanhã; o que podia não ser um objectivo ontem, pode muito bem sê-lo hoje; o que não se pensava ontem, não é bem o que se pensa hoje.

Nada de grave seria, não se tratasse da vida de centenas de pessoas e do futuro de dois concelhos de uma das zonas mais economicamente retraídas da Europa.

É assim que o Partido Socialista trata dos interesses do Alentejo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Apresentado Candidato Socialista a Castro Verde

Foi feita a apresentação da lista candidata à Câmara Municipal de Castro Verde, encabeçada por José Francisco Colaço Guerreiro, advogado, e actual notário e conservador em Castro Verde, e composta por António José Paulino, funcionário público e presidente do Lar Jacinto Faleiro, por Joana Terlica, economista e professora do ensino secundário, por Rui Figueira, engenheiro civil do Município de Almodôvar e por Margarida Sobral, empresária e antiga locutora radiofónica.

Trata-se de uma lista forte e construída com o intuito de se tornar vencedora.


Segundo o candidato, a génese desta lista está num grupo de independentes, e que apenas enveredou por esta candidatura partidária depois de o Partido Socialista ter aceite as suas condições, "exigências" segundo as suas próprias palavras.


Ó que é facto, no entanto, é que se trata de uma lista de pessoas fortemente conotadas com o Partido Socialista.


Também não é segredo que, por opção do próprio, nunca havia avançado, nem o faria contra o ainda presidente com mandato suspenso, Fernando Caeiros, e, acredito, não por receio de um resultado menos bom, mas pelas relações baseadas no respeito mútuo que sempre existiu entre ambos.


Recorde-se que, ainda há cerca de um mês atrás, José Francisco Colaço Guerreiro, em entrevista à revista Cultos, não ser sua intenção, nem sequer fazer parte dos seus planos para os tempos mais próximos enveredar pela política, designadamente através de uma candidatura autárquica.


Pelos vistos algo mudou, entretanto, de lá para cá.


Podemos, para já, fazer uma contabilidade importante: a lista "Por Castro", lema desta candidatura socialista, conta do seu lado um jornal regional - Correio Alentejo - que não esconde a sua enorme satisfação pelo anúncio, talvez maior que o anúncio da candidatura de Pulido Valente a Beja; uma revista regional - Cultos - que também não esconde o seu favoritismo; uma rádio local - Castrense - onde o agora candidato vai continuar a fazer as suas crónicas radiofónicas;


Podemos concluir que não será por falta de apoio da comunicação social local e regional que a coisa irá correr mal.


Curioso, mas mesmo curioso, é o facto de o blog da Concelhia do Partido Socialista de Castro Verde não fazer qualquer referência a este importantíssimo facto da vida local de Castro Verde e do próprio Partido Socialista, in http://pscastroverde.blogs.sapo.pt/


Será caso para perguntar se esta solução é a que agrada mais aos socialistas encartados de Castro Verde.


Apresentada que está a lista, falta apenas formalizar a candidatura, mas isso será lá mais para a frente.
A foto foi "emprestada" pelo "vizinho" Rotunda das Ovelhas

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

António Costa - Excertos de uma Entrevista

Excertos da entrevista dada ao Diário de Notícias, publicada ontem, 14 de Dezembro de 2008


O número dois da câmara, o seu camarada Marcos Perestrello, já veio dizer que o PS está aberto a uma coligação de esquerda. Ela já existiu na Câmara de Lisboa. Acredita que será possível para as próximas eleições?




Digo-lhe duas coisas: o que é acho que era bom e no que acredito. Eu acho que uma solução que provou bem deve ser repetida. E, de facto, os anos em que foram governados pela Coligação por Lisboa, primeiro com o Jorge Sampaio e depois com o João Soares, foram bons para Lisboa. Tenho pena que tenha acabado e que, nas últimas eleições, nenhum dos partidos à esquerda tenha querido estabelecer qualquer entendimento com o Partido Socialista. Tenho-o dito: não serei eu a inviabilizar qualquer solução desse tipo.




Mas o calendário eleitoral tem eleições legislativas também, europeias.




O que tenho verificado é que o PCP, por motivos de política nacional, recusa sequer a abordagem do assunto. E que o BE, que vive uma relação algo infantil de competição com o PCP, também acha que não pode ter qualquer tipo de entendimento com o PS, se o PCP não tiver. Tendo chegado mesmo a esta situação absurda, que vivemos nos últimos tempos, de ter retirado a confiança política a um vereador independente, que tem vindo a exercer responsabilidades com base num acordo político que o PS assinou com o BE e que tem, reconhecidamente por toda a gente, feito um bom trabalho em prol da cidade.




Fala de José Sá Fernandes. Conta com ele para a lista que vai apresentar nas próximas eleições? Como se costuma dizer, em equipa que ganha não se mexe, se ele tiver disponibilidade para isso. Por mim, tenho tido uma excelente relação de trabalho com ele. Acho que José Sá Fernandes tem surpreendido muita gente, que possuía a ideia de que ele só tinha uma postura negativa de paralisar, de contestar, e tem-se revelado uma pessoa capaz de projectar, de dirigir serviços, de pôr obra em andamento. Portanto, se ele estiver disponível, se continuarmos a entender-nos sobre o que é necessário e prioritário fazer, acho que sim. Se não, paciência, não será. Mas espero que sim.




E isso é sempre à esquerda. Falava há pouco do que correu bem na coligação do PS com o PCP em Lisboa, por duas vezes, mas no Governo da República as coligações do PS foram sempre à direita, com o PSD e com o CDS. Em sua opinião, o que acha que impede que as esquerdas se unam para governar o País? Se é possível governar a maior câmara, porque é que, quando se chega, ao Governo isso não é possível?Não sei se é, foi! Constato agora que a nova orientação do PCP é contrária a coligações com o PS, mesmo ao nível local. Acho que há aqui um problema de fundo, que é o de saber se a esquerda quer simplesmente ser o contrapoder e a oposição à direita, ou se a esquerda quer assumir a capacidade e a consequente responsabilidade de governar. A esquerda de que faço parte é uma esquerda que não tem medo de assumir responsabilidades. A esquerda de que faço parte não quer viver da retórica nem da parasitação dos problemas, é uma esquerda que existe para resolver os problemas!Mas à esquerda da sua esquerda, acha que é assim que vivem os partidos políticos? O PC e o Bloco de Esquerda? Eu não sei se é à esquerda da minha esquerda, o que digo é o seguinte: constato que há partidos, e isso no Bloco é mais evidente ainda do que no PCP, que são alérgicos à assunção de responsabilidades. Porque é fácil, é cómodo ser simplesmente do contra. É fácil, é cómodo, estar simplesmente a criticar. O que é duro e dá trabalho é, efectivamente, meter as mãos na massa para resolver os problemas. E aquilo que acho absolutamente extraordinário é que, pela primeira vez, o Bloco tenha dado o passo de arriscar assumir responsabilidades de governo relevante num município como o de Lisboa e que, ao longo destes dois anos, parte dos que estão na Assembleia Municipal, desde o primeiro minuto estiveram, no fundo, sempre contra este acordo. Tudo fizeram para acabar por romper com o vereador Sá Fernandes. Mas eu devo-lhe dizer uma coisa: acho que isto é uma postura de impotência. Uma esquerda que acha que não é capaz de assumir responsabilidades de governo, é uma esquerda que se demite do seu papel e que confia o poder exclusivamente à direita. Isso eu não posso aceitar! Há milhões de cidadãos que partilham os valores da esquerda e que exigem que esses valores sejam postos em prática e sejam traduzidos em forma de governo e na resolução de problemas. E que não se resignam a que só a direita possa governar. Eu não partilho dessa resignação.




Comentário




António Costa vem reconhecer a total rendição de José Sá Fernandes ao PS, ao mesmo tempo que deixa no ar a responsabilidade do Bloco de Esquerda na não renovação da coligação de esquerda na Cãmara, em 2007.




Quanto à não assumpção de responsabilidades governativas, creio que Costa está a confundir princípios com lugares. É que há quem não abdique dos primeiros para ter os segundos.




O Bloco de Esquerda experimentou e, creio, não gostou.




Mas que é possível conjugar os princípios do PS, BE e PCP, pelo menos a nível local, lá isso é. Haja vontade e empenho, com respeito mútuo pelas posições de cada um e chegam lá.




Entendam-se, pôrra!!!


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Candidato PS a Castro Verde




"Consta-se" por aí ....


"Quem será?


Quero avisar que o PS vai ter um candidato fortíssimo em Castro Verde e que a CDU vai ter de trabalhar muito e bem se quiser continuar no poder. Aliás, se Caeiros ficar sossegado em Évora, vem aí um ciclo novo para a nossa terra! Esperem mais alguns dias e perceberão do que estou a falar... "


in Rotunda das Ovelhas, http://rotunda-ovelhas.blogspot.com/


"Castromaisverde disse...


Já não era sem tempo do PS se lembrar que Castro Verde existe.De facto vem ai uma pseudo surpresa.Vamos ver a opinião do Zé se aprecia o presente socialista.Talvez o candidato traga novos ventos e quem sabe PIDDAC no sapatinho em 2010.Pelo que sei está para muito breve o anuncio oficial.
10 de Dezembro de 2008 20:14"


"Caneleiras de cortiça disse...


Grande surpresa, digo eu. E das boas. Mas eu sou suspeito. Já o candidato Socialista é insuspeito.
11 de Dezembro de 2008 0:13"


"Gorbatchov disse...


@ Manuel António Domingos > creio, sinceramente, que na cabeça do F. Caeiros nada está ainda claro. E acredito que esteja tentado a regressar. Contudo, parece-me que o PCP vai fazer o que lhe compete para impedir isso e apoiar solidamente o Francisco Duarte (que é um homem com outro perfil, mais fiel e respeitador dos princípios do PCP). Por outro lado, se não regressar, Caeiros não vai deixar de mover as suas influências e usar os favores de 30 anos de poder para estimular a escolha de Manuela Florêncio como candidata. Isso vai criar brechas no seio dos comunistas e, também aí, o candidato do PS tende a tirar vantagens!

11 de Dezembro de 2008 10:07"


O meu comentário


Parece-me que afinal chegou o desejado, o D. Sebastião dos socialistas castrenses, aquele sempre foi apontado para afastar Caeiros da presidência da autarquia, apesar de, bem recentemente, em entrevista a uma revista local, o ter negado.


Homem da cultura, da rádio, do património etnológico, sempre anunciado mas nunca confirmado, tudo leva a crer que vai avançar.


Entretanto o entusiasmo nas hostes socialistas é tal, que se aprestam a contar espingardas contando com uma fractura nas forças adversárias.


Façam como o putativo candidato: tenham calma com o andor...
P.S. (post-scriptum, não o outro) Creio que é muito redutor limitar o leque de candidatos da CDU/PCP-PEV a Francisco Duarte e Manuela Florêncio...

Pulido Valente Candidato a Beja


PS confirmou candidatura de Jorge Pulido Valente à Câmara de Beja
através de nota de imprensa da Concelhia de Beja, que reuniu ontem à noite em sessão extraordinária, onde o nome de Jorge Pulido Valente foi votado por unanimidade através de voto secreto.
A saída da presidência da Câmara de Mértola para a EDIA já deixava antever que Jorge Pulido Valente seria a aposta do PS para a autarquia da capital de distrito.




Comentário

Como referido por Lopes Guerreiro, nada que não se soubesse já, desde a asua saída para a EDIA.

Parece que a tristeza não reina para os lados de Mértola, tal como não abunda a alegria para as bandas de Beja.

O percurso político do candidato é impressionante: PCP, PRD, independente e PS. Sabe-se lá onde irá parar Pulido Valente....

Inaugurado Julgado de Paz de Castro Verde

Foi hoje inaugurado o Julgado de Paz de Castro Verde, destinado a servir os cidadãos dos concelhos de Castro Verde, Aljustrel, Ourique, Almodôvar e Mértola, com vista à resolução mais célere de pequenas questões de foro cível e à retirada destes processos dos tribunais comuns.
Decorrente de um Protocólo celebrado entre a Administração Central e a Câmara Municipal de Castro Verde, este equipamento foi inaugurado, hoje, pelo Secretário de Estado da Justiça e pelo Presidente da Câmara de Castro Verde.
Nos termos do celebrado, compete ao município suportar as despesas com as intalações, bem como as de funcionamento e pessoal de apoio, cabendo à Administração Central as que se referem ao pagamento da Magistrada-coordenadora e dos Mediadores de Conflitos.
Dos discursos, a salientar a chamada de atenção, por parte do Presidente da Câmara, Francisco Duarte, para a necessidade de regulamentar a transferência destas competências para as autarquias, bem como das compensações financeiras que as suportem.
Da parte do Secretário de Estado, foram proferidas as palavras cerimoniais apropriadas, sem referência ao assunto aflorado pelo autarca, mas commuita propaganda à mistura, como seria de esperar.
Da nossa parte, apenas referir a importância relativa deste evento, dado que Castro Verde não dispunha de nehum equipamento relacionado com a administração da justiça, aliás, como Aljustrel, tendo prevalecido a centralidade Castro Verde no conjunto dos concelhos que irá servir.
Por outro lado, reforçando a ideia lançada por Francisco Duarte, apenas lembrar que, este Concelho de Castro Verde, nets ano de 2008, e no de 2009 que se aproxima, recebeu 0-zero-0 euros de tranferência no âmbito do PIDDAC.
Apenas para que conste.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Iniciativa "ConVivências", em Castro Verde




“ConVivências”
é o mote para uma iniciativa que a Junta de Freguesia de Castro Verde vai realizar durante o mês de Janeiro, com o objectivo de desenvolver uma nova dinâmica sócio-cultural capaz de proporcionar momentos de convívio e promover, simultaneamente a formação de públicos nas localidades da freguesia, procurando que os Centros Comunitários ou de Convívio se transformem em autênticos locais de cultura e confraternização, com recurso a: Leitura, Internet, filmes, jogos, contos e sessões de esclarecimentos.



Assente num conjunto de actividades culturais, onde se destaca um espaço para leitura e internet, a visualização de filmes, jogos, serões de contos para avós e netos, workshops e sessões de esclarecimento com profissionais de algumas entidades do Concelho, o projecto irá decorrer nos centros comunitários/convívio das respectivas localidades, dinamizando-os eproporcionando, ao mesmo tempo,um maiorconvívio entre a população.

12 e 26 JAN – Almeirim

13 e 27 JAN – Aivados

14 e 28 JAN – Estação de Ourique

15 e 29 JAN – Namorados

16 e 30 JAN – Piçarras

19 JAN – Geraldos

Horário: das 14h30 às 18h30Local: Centros de Convívio rnet, filmes, jogos, contos e sessões de esclarecimentos.



Comentário

Apenas chamar a atenção que, se não estou enganado, os Centros de Convívio de Estação de Ourique, Namorados, Piçarras e Geraldos são realizações do mandato que termina no próximo ano, o que demonstra a iniciativa do executivo nesta área.

Este esforço de dinamização destes equipamentos, deve ser continuado, e incentivado, com a extensão de algumas das actividades culturais que acontecem na sede do Concelho para junto daquelas populações.

O seu a seu dono, e deve ser louvado o que é de louvar.



Filme de Terror - A Verdade da Mentira



Chegou-me via e-mail, enviado por Sagher, este link (abaixo) que acede a um verdadeiro filme de terror.


O tema são (apenas) os dois primeiros anos de governação socialista em maioria absoluta.


O argumento e realização são de José Sócrates, Eng. (?)


O elenco é composto por todos os membros do Governo Socialista, quer como estrelas, quer como actores secundários.


Vencedor do Prémio Vergonha


Não deixem de ver, e retransmitam o link: